Daniel Dantas
"Quem teve acesso à educação no Brasil deveria ser exemplo de boa conduta e ética. Numa sociedade em que a maioria é totalmente iletrada ou analfabetos funcionais, penso que a retidão de caráter e o bom exemplo de cidadãos comprometidos com um país melhor é que nos darão alguma esperança de um país honesto e justo a médio prazo.
Daniel Dantas escolheu o caminho do individualismo.
Senti muita vergonha e desprezo pelo dr. Gilmar Mendes, que nunca antes neste país julgou tão rapidamente uma decisão que bateu às portas do Supremo.
Há muitos indícios de que Dantas infringiu a lei em diversos momentos. Se realmente será condenado ou inocentado, cabe ao Judiciário decidir. Porém, com a decisão do juiz Fausto de Sanctis, sinto-me respeitada e protegida enquanto cidadã brasileira que deseja um ponto final na atuação destes ultrapassados e vergonhosos caudilhos."
MARIA RENATA DE TELLA LIPARIZI (Campinas, SP)
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Santa Catarina
"Tem razão o leitor Alberto Semer ('Painel do Leitor', 2/12) ao criticar a posição de Lula em relação à tragédia de Santa Catarina. Já é tradicional essa postura do presidente, de se esconder do público quando ocorrem catástrofes, como se temesse que a sua imensa popularidade fosse arranhada ao ter a imagem associada a coisas ruins. Em compensação, se tivesse sido descoberto um grande campo de petróleo em Santa Catarina, Lula se apressaria em visitar o Estado e por lá ficaria mais do que meia hora, posando com uniforme da Petrobras ao lado da sua precoce candidata à Presidência e faturando em cima de mais um 'milagre'."
JORGE ALBERTO DE OLIVEIRA MARUM (Piedade, SP)
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"Mesmo com atraso, o governo federal liberou uma enorme quantia destinada a recuperar as áreas afetadas pelas chuvas torrenciais, principalmente no Estado de Santa Catarina. Lula liberou R$ 1 bilhão para a reconstrução do Estado. De que adianta liberar todo esse dinheiro se mais de 78 mil pessoas estão desabrigadas ou desalojadas? E a certeza que fica é de que ninguém arcará com os prejuízos. Distribuir cestas básicas e abrigar as vítimas temporariamente não é mais que obrigação, pois não reduzirá a dor daqueles que perderam os familiares na tragédia ou dos que tiveram seus imóveis saqueados. A essas vítimas resta apenas a esperança de recuperação dos danos causados e de encontrar seus parentes desaparecidos. O pior destas tragédias é que sempre perde quem tem tão pouco e tanto lutou para ter esse mínimo."
TURÍBIO LIBERATTO (São Caetano do Sul, SP)
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HIV
"Em relação aos artigos 'Aids: os fracassos da prevenção' e 'Nascimento, vida e paixão da Aids' ('Tendências/Debates', 1º/12), é de se concordar que há fracasso nas políticas de combate ao vírus da imunodeficiência humana, o HIV, no mundo todo. O que já é de estarrecer. Quando o vírus surgiu na África, ainda na década de 20, era um desconhecido carma que assolava a população daquele continente e se propagava rapidamente pelo mundo. Por ser desconhecido da medicina, aceitava-se que pessoas morressem e contaminassem umas às outras cada vez mais. O que não podemos concordar é que hoje, com todos os recursos que a medicina e a ciência dispõem, e já sabendo como age e como pode ser combatida a doença, ainda morram pessoas contaminadas pelo vírus da Aids. É inadmissível que o mundo, que descobriu uma forma de retardar o avanço do vírus pelo organismo, ainda sofra com casos de mortes ligadas ao HIV. Lamentável!"
FERNANDO VAILANT SÁ PRADO CARREIRO (Colatina, ES)
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Cidade Limpa
"Paulistanos que elegeram o vereador Antonio Carlos Rodrigues, guardem seu nome para as próximas eleições, porque ele apresentou projeto para mudar a Lei Cidade Limpa, uma das raríssimas coisas boas acontecidas em São Paulo. Apoiado por outros, o vereador quer mudar a lei no que tange à propaganda política, com a desculpa que isso só pode ser feito pela (In)Justiça Eleitoral. Se os porcalhões mudarem esse ponto, o que não deveria acontecer, isso abrirá brechas para outros setores.
Acompanhem e marquem os nomes dos vereadores para não esquecerem deles nas próximas eleições. Será que não há sequer um vereador limpo para, em vez de apoiar isso, pedir à Justiça Eleitoral para endurecer os controles de propaganda quando das campanhas politica?"
LAÉRCIO ZANINI (Garça, SP)
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"Quando se pensa que a municipalidade como um todo deu um passo à frente, e a muito custo conseguiu a aplicação da Lei Cidade Limpa, vem alguém como o vereador Antonio Carlos Rodrigues, para tentar nos fazer voltar ao tempo da poluição visual, do desrespeito ao direito do próximo e do desamor pela cidade."
MARA MONTEZUMA ASSAF (São Paulo, SP)
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Servidores e serviçais
"O artigo 'Servidores e serviçais' ('Tendências/Debates' 27/11), de Cássio Schubsky, é de uma triste lucidez. Infelizmente, no serviço público, podemos encontrar as vaidades e arrogâncias mais exacerbadas. Pessoas que deveriam agir pelo bem maior da população (eleitos, indicados, apadrinhados ou concursados) se perdem pelo poder e ambição e se preocupam só em ajeitar a própria vida. Há muitos intimidadores no papel de 'nobres servidores' e bajuladores como 'serviçais' que se prestam a qualquer coisa para obter vantagens pessoais. Além de palco de nobreza, é também enorme concentração de doutores por metro quadrado. É preciso consciência e atitude para melhorar o Brasil."
ANA LÚCIA DE LIMA GARCIA (São José do Rio Preto, SP)
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Equador
"A cessão de uma funcionária da Receita Federal para integrar a comissão equatoriana que refuta o pagamento da dívida com o BNDES vai além de uma trapalhada burocrática. 'O governo brasileiro emprestou mão-de-obra, pagou o custo e, assim, ajudou o Equador a preparar o calote'. No entender de muitos, o envolvimento político dessa funcionária e de todos aqueles que contribuíram para sua nomeação por Rafael Correa deveriam ser investigados como traidores da pátria."
PASQUAL MENDONÇA (Rio de Janeiro, RJ)
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Bancos
"É impressionante o poder dos bancos no capitalismo: elevados lucros privados na maré alta e ajuda com dinheiro público na crise. São intocáveis. Não existe regulação ou regulamentação. O Poder Legislativo omite-se e o Executivo lava as mãos. No Brasil, o spread bancário é um escárnio, um assalto. A oposição e seus meios escandalizam-se com juros de 13,75% fixados pelo Banco Central, mas calam-se com os juros impostos pelos bancos, que atingem 150%. Justificam a inadimplência. Não admitem perdas e riscos. Antecipam e cobram da sociedade um provável calote. Imagine se toda cadeia produtiva adotasse essa concepção. O mais grave: parte do dinheiro manipulado por eles é do cliente. Tarifa abusiva e atendimento péssimo completam as mazelas. Infelizmente precisa haver crise para mudar essa deformação."
ANTONIO NEGRÃO DE SÁ (Rio de Janeiro, RJ)
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Futebol carioca
"O Rio de Janeiro está mesmo mal no futebol, entre outras coisas. Teremos apenas três times no Brasileirão 2009: Botafogo, Flamengo e Fluminense, pois o Vasco cairá. Enquanto isso, São Paulo colocará seis times e será difícil ter de aturar essa supremacia paulista. São Paulo, Santos, Palmeiras, Corinthians, Barueri e Santo André farão parte da elite. Até Santa Catarina, um Estado sem grandes torcidas, deverá colocar dois times: Avaí e Figueirense. O que teremos a dizer sobre isso? Será o começo do fim do futebol carioca?"
FERNANDO CEZAR (Rio de Janeiro, RJ)
