Gravidez
"Não dá para saber se a lei que proíbe marido de mulher grávida de ser demitido foi feita pensando em amparar a família, em proteger a mulher, em prejudicar as empresas, se é outro embuste eleitoreiro, se é para estimular os homens a se casarem ou, como querem alguns nesse governo, estimular o preconceito entre casados e solteiros. Visto por esses ângulos, os pobres moços solteiros e aqueles que não conseguirem engravidar suas mulheres serão demitidos sem dó nem piedade. Por outro lado, vai ser um tal de nascer crianças para proteger certos maridos! Em tempos de crise, países de Primeiro Mundo aproveitam as oportunidades para alavancar sua economia. No Brasil os legisladores de plantão criam leis esdrúxulas, demagógicas e preconceituosas, indo na contramão do progresso, graças às idéias mirabolantes dos sindicalistas pensantes desse país. E a oposição não vai se mexer? Outro mico de país subdesenvolvido. Acorda Brasil!"
IZABEL AVALLONE (São Paulo, SP)
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"O leitor Régis Cavini Ferreira, quando critica os políticos que aprovaram a lei proibindo a demissão dos maridos quando as esposas ou companheiras engravidarem, esquece que muitos maridos, ao serem demitidos, perdem o acompanhamento da assistência médica conveniada das empresas, o acompanhamento médico da gestante e os cuidados decorrentes para um pré-natal eficiente. É lugar-comum nas demissões em massa solicitações dos funcionários ao RH para a extensão do convênio médico até o nascimento do filho. A lei vem apenas regularizar as ocorrências normais no dia-a-dia nas corporações. Mas concordo com o leitor ao citar um estímulo subjetivo à natalidade, e é importante deixar bastante evidente o limitador de uma e apenas uma gestação para obter o benefício.
Por outro lado, essa mesma lei favorecerá o reconhecimento da paternidade nos primeiros meses da gestação, contribuindo para outra lei que garante o direito de pensão para a criança, antes mesmo de nascer e sem comprovação biológica (lei 11.804/08).
O fato de o homem requerer estabilidade reconhecendo aquela criança no ventre materno, como sua, servirá como prova categórica para que as mulheres solicitem, sem constrangimentos, a pensão ao bebê antes mesmo de ele nascer."
ÂNGELA LUIZA S. BONACCI (São Paulo, SP)
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Bancos
"Os Bancos Centrais europeus decidiram baixar a taxa anual de juros, a qual já era pequena se comparada a que pagamos no Brasil. A determinação é que o valor seja fixado em 2,5%, para enfrentar a crise econômica que atinge todas as economias mundiais e que já se faz presente no Brasil. Por que lá as áreas empresariais e sociais são ouvidas sobre o assunto e o mesmo não acontece no Brasil? Por que o nosso Banco Central tem de ser tão autoritário, fixando taxas de juros absurdas? E por que os diversos segmentos que poderiam fazer pressão efetiva não agem como deveriam, incluindo no caso, os luminares da ciência econômica? Será que vamos esperar que a crise se aprofunde para que alguma providência seja tomada?"
URIEL VILLAS BOAS (Santos, SP)
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Hepatite
"A Folha precisa ser mais cuidadosa nas suas manchetes. Eu mesmo, especialista em hepatite C, preocupei-me com a manchete e o conteúdo, ambos incorretos, da nota 'Hepatite C - Estudo questiona tratamento prolongado' ( Saúde, 5/12), pois comprovadamente o tratamento prolongado é sim mais eficaz nos pacientes com uma queda da quantidade de vírus que ocorra de forma lenta e é largamente empregado na atualidade. O estudo ao qual a notícia se reporta utiliza uma dose reduzida de medicação e possui objetivo de estabilização da doença, não a cura. Além disso, existem outros estudos com resultados distintos e esses mesmos dados publicados poderão ser reavaliados para determinados subgrupos. Pode parecer um preciosismo um comentário como o meu mas, em se tratando de hepatite C, doença muito relevante, e da indução ao erro ao qual a manchete/nota levam, é essencial que os fatos sejam corrigidos, ou seja, 'Dose baixa de interferon é questionada na hepatite C'."
EVALDO STANISLAU AFFONSO DE ARAÚJO, médico infectologista e membro do Comitê de Hepatites da Sociedade Brasileira de Infectologia e assistente-doutor da DMIP do HC-FMUSP (São Paulo, SP)