Raposa/Serra do Sol
"Aos nobres e competentes juízes que votarão amanhã a demarcação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima, fica mais uma vez alertado: não parece muita coincidência serem nossas reservas de jazidas minerais exatamente onde foram demarcadas estas glebas indígenas? Não teria aí, também, a mão de estrangeiros mal-intencionados, que tomarão conta daquilo logo em seguida? Perderemos no ato a soberania daquele território."
JULIO JOSÉ DE MELO (Sete Lagoas, MG)
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Criacionismo
"Lamentável a carta do mestre em filosofia Claudio Abramo ('Painel do Leitor', 8/12). Ao explicar a falácia do criacionismo, arrasta para a categoria de bobagens a homeopatia, especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina e disponibilizada pelo SUS e por planos de saúde."
LUCIANA AMARAL (Curitiba, PR)
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"Em relação à discussão entre criacionismo e Teoria da Evolução, convido os defensores da evolução a explicar (ciência explica) como apareceu a primeira célula com DNA completo (protoplasma, núcleo com seus cromossomas, genes etc.), pois para haver evolução há que acontecer mutações em seu DNA. Essa história de que a conjugação de forças, energias diversas, efeitos de energia de vulcões e outras bobagens criaram a primeira célula que deu origem ao evolucionismo é história para crianças. É inegável a Teoria da Evolução, só que ela é válida a partir de um determinado ponto. O problema está na origem, que não é explicada pelos evolucionistas."
MÁRIO A. FAGUNDES (Avaré, SP)
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História
"Pouca atenção se deu a uma das mais extravagantes iniciativas do governo estadual: a criação, junto à Fundap (Fundação para o Desenvolvimento Administrativo), de um Centro de Memória e Documentação de São Paulo. Será que precisávamos de um órgão de 'pesquisa, sistematização de dados e produção de textos relativos a documentos históricos', como o novo organismo se apresenta? Será que esse arremedo de universidade e arquivo se justifica, no âmbito de uma entidade voltada para a gestão administrativa? Aos que tiverem curiosidade de conferir o teor e alcance desse interesse pela história de São Paulo, recomendo a visita ao site da Fundap. Lá se pode examinar a lista dos 20 temas que o organismo, no seu desvio funcional, considerou relevantes: de 'Convenção de Itu (1873)' a 'Estradas de rodagem, portos, caminhos e ferrovias (até 1930)', passando por café, republicanismo, abolicionismo, imigração, Partido Republicano Progressista, Partido Democrático, Revolução de 1924, greve de 1917, crise de 1929 e industrialização. O limite cronológico não ultrapassa o marco convencional de 1930. Competindo com as universidades públicas paulistas, o Centro selecionou pesquisadores (consultores), à razão de R$ 25,00 por hora de trabalho, permitindo-lhes escolher, de acordo com a classificação obtida, os temas de sua preferência. O Centro divulga também um modelo equivocado (e repleto de erros conceituais) de instrumento 'para o registro dos acervos e dos materiais pesquisados', sobrepondo-se, nesse sentido, às competências do Arquivo do Estado, depositário não apenas dos documentos produzidos pelo governo, desde o período colonial, mas também de fundos e coleções de origem privada que sejam de importância para a história da Capitania, da Província e do Estado de São Paulo.
Tanto apreço pela história, na área administrativa, produz forte contraste com seu evidente desprestígio, na área educacional. É o que se percebe com a notícia sobre a redução das aulas de história no currículo do ensino médio do Estado de São Paulo, como resultado de uma 'conta de chegar' para que sociologia e filosofia integrem o rol das disciplinas do curso sem afetar a carga horária das outras matérias e sem ampliar a jornada de estudos dos alunos.
Uma coisa é certa: os alunos da escola pública vão sair perdendo, com a diminuição das aulas de história. Mas quem ganhará com a história promovida pela Fundap? Vale investigar."
SYLVIA BASSETTO, presidente da seção São Paulo da ANPUH e docente do Departamento de História da FFLCH-USP (São Paulo, SP)
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Futebol
"É impressionante a supremacia absoluta do futebol paulista nessa década. Os clubes paulistas já ganharam seis campeonatos brasileiros, com o inédito penta-campeonato nacional de 2004/05/06/07/08. Até clubes pequenos como Santo André e Paulista conquistaram a Copa do Brasil em 2004 e 2005. Mesmo na segunda divisão, dos quatro clubes que subiram neste ano, três são paulistas.
Enquanto isso, o futebol carioca vive franca decadência, coroada com o rebaixamento do Vasco da Gama para a segunda divisão em 2009."
RENATO KHAIR (São Paulo, SP)
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"Lamentável a atuação do Vasco neste Campeonato Brasileiro e a sua queda para a segunda divisão, reflexo da má administração dos dirigentes e disputas internas, prejudicando o clube e maculando sua história e tradição. Esperamos, agora, que mudanças sejam feitas, mediante uma administração séria e competente, que resgate a grandeza do Vasco dentro do cenário nacional. Sua imensa e maravilhosa torcida merece."
ERIVAN AUGUSTO SANTANA (Teixeira de Freitas, BA)
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Painel do Leitor
"Tenho por hábito consultar freqüentemente a edição on-line do 'Painel do Leitor' e não tenho dúvida em afirmar que o nível de participação é bem mais elevado e, em conseqüência, os conteúdos são mais instrutivos que os da edição impressa. A razão disso, ao que me parece, prende-se ao fato de ser maior na versão on-line a presença de cidadãos cultos, especialistas, professores e pesquisadores não vinculados a grupos de interesses de qualquer natureza."
JOSÉ MARIA ALVES DA SILVA (Viçosa, MG)
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Medicina e direito
"Em relação ao editorial 'Formação dos médicos' ( Opinião, 7/12), observa-se de forma cristalina a posição de defesa tomada pelo jornal na implementação de exame de proficiência para os médicos, nos mesmos moldes do exame realizado pela OAB para os bacharéis em direito terem o registro profissional. A par disso, quero registrar minha indignação para afirmar que o exame da OAB não deve ser 'copiado' por outras entidades de fiscalização profissional, tendo em vista sua patente e incontroversa inconstitucionalidade. Na verdade, o que deve ser realizado pelo Ministério da Educação do Brasil é a eficiente e eficaz fiscalização da qualidade desses cursos, com o cabal fechamento daqueles que não se pautam pela qualidade de ensino, acabando com a sanha capitalista-estelionatária dessas empresas de multiplicação de diplomados, mas nunca punir com o exame as ostensivas vítimas desse processo. Com certeza, pelo número de profissionais que há, o Brasil não necessita mais do que 50 faculdades de Direito em todo o território nacional, mas conta com mais de 1.100. Culpa de quem? Não está na hora de medidas governamentais mais arrojadas para coibir esse escândalo empresarial?"
EDSON XAVIER DA SILVEIRA LUCCI (Campinas, SP)
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Educação
"Maravilhoso o artigo de Luiz Felipe Pondé ( Ilustrada, 8/12) sobre as modas na educação, que cometeram um crime na formação de nossos jovens. Toda uma geração de políticos e ideólogos que assumiram o poder pós-revolução de 64 inseriu uma política de ensino libertária em nossas escolas públicas, onde não se pode ensinar, e sim trocar idéias com alunos. O professor não tem mais nenhuma autoridade em classe. Batem nele e até matam. Resultado, não formaram ninguém a não ser para a irresponsabilidade e a ignorância. É o Brasil que estamos vendo atualmente."
UMBERTO PALHARES DA SILVA (São Paulo, SP)
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Kassab
"Os paulistanos que elegeram Gilberto Kassab, que prometeu não cortar investimentos, agora anuncia cortes no orçamento de R$ 2 bilhões, mas todos nós sabemos os setores que não sofreram cortes: propaganda, verbas de representação e privilégios como carros extras. Toynbee disse certa vez: 'O castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se interessam'."
ORLANDO F. FILHO (São Paulo, SP)
