Greve da polícia
"Como de praxe, os integrantes da Polícia Federal acabam de iniciar nova greve por aumento de salários. Desta feita, entre outros benefícios, reivindicam a equivalência salarial dos delegados com os promotores. Como instrumento de pressão utilizam-se da perversa operação-padrão para retardar o atendimento do público em geral, ensejando a suspeita de que nem todas as suas operações, desprovidas de reivindicações, sejam padrão. O contraditório nessa história é que os oficiais-generais das Forças Armadas, cumprindo há mais de 35 anos missões constitucionais, recebem salários muito aquém dos delegados da PF e nem por isso se escudam atrás das perversas operações-padrão para reivindicar a reparação dos salários a que fazem jús. Com a palavra o sr. ministro da Justiça."
PAULO FERNANDES DA SILVA (Rio de Janeiro, RJ)
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Acidente aéreo
"É de indignar qualquer cidadão ler a notícia que diz que pilotos do Legacy são absolvidos. Isso implica na liberdade desses homens de 'ir e vir' a este país quando bem entenderem. Só espero que não matem mais umas 200 pessoas e saiam voando em liberdade com o aval de pessoas inertes que não sabem o que é justiça."
FERNANDO SCIAMMARELLA PEREIRA (Itajubá, MG)
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História e sociologia
"A mudança proposta, ou seja, a diminuição de aulas de história, geografia e educação física, a meu ver, levanta outras questões bastante comuns no ensino brasileiro: para melhorar o ensino é necessário suprimir ou aumentar, 'oito ou oitenta'. A falta de análise das questões relativas ao ensino foram e continuam sendo uma constante. Incluir filosofia e sociologia poderá ser uma boa medida, desde que professores formados nestas disciplinas possam assumir as aulas, e não acontecer o que é comum em muitas escolas públicas, onde um professor (aluno) de geografia ministra aulas de história, filosofia etc. e um aluno de direito ou arquitetura ministra aulas de história, matemática etc.
Acredito, ainda, que a escola deveria ter autonomia para planejar e elaborar um currículo que atenda melhor a realidade na qual está inserida."
ANDRÉ PUCHALSKI (São Paulo, SP)
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Violência no litoral
"Tem sido amplamente divulgado o crescimento dos índices de violência no litoral de São Paulo. Mas as providências são poucas, se é que existem. E nós, vítimas, não temos a quem recorrer. O absurdo é não poder contar nem com o 190 para nos atender. Quem estiver sendo vítima de um assalto nas praias entre Bertioga e São Sebastião não adianta usar o celular para chamar a polícia. A ligação cai em Santos, onde o atendente diz que não pode ajudar. É preciso recorrer a um telefone público para ligar 190 e chamar a polícia de São Sebastião. Inacreditável! Preso em casa, depois de ficar com a arma do assaltante na sua cabeça, no meio da madrugada, saia e procure um orelhão. Um escândalo!
Onde está a polícia para evitar os assaltos? Onde estão os programas sociais para atender a uma população crescente e carente nessas praias, onde as favelas avançam em velocidade absurda?"
FERNANDO MILEN (São Paulo, SP)
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Trânsito
"A violência urbana tem como um de seus itens a violência do trânsito. Perdoar multas por excesso de velocidade é também colaborar para colocar em risco a integridade física do cidadão como pedestre e dos outros motoristas e seus acompanhantes, vítimas, assim, em potencial de terceiros ao volante. Por outro lado, medidas visando não identificar os pontos de localização dos chamados pardais nem sequer são cogitadas, embora fossem pertinentes para que abusos de motoristas não se multiplicassem e ameaças ou consumação de assaltos não ocorressem. Infelizmente, tratam os 'pardais' como naquela piada do agente secreto usando crachá de identificação na lapela.
Se essa ou aquela administração municipal transformam as cobranças em indústria da multa, cabe a ação fiscalizadora dos vereadores. Mas estimular a irresponsabilidade de desajustados ao volante é semear a deseducação. Portanto, vejo como anti-social o cancelamento de multas por infrações cometidas no trânsito, conforme querem alguns."
ANTONIO FRANCISCO DA SILVA (Rio de Janeiro, RJ)
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STF
"É inacreditável que a imprensa brasileira praticamente não venha divulgando as ações do ministro Gilmar Mendes em favor do banqueiro Daniel Dantas. O presidente do STF já não sabe o que fazer para desprestigiar e fazer calar o magistrado Fausto De Sanctis, que primeiro mandou prender por duas vezes o banqueiro (ambas as prisões revogadas pelo ministro) e agora tenta se vingar da sentença condenatória exarada contra Dantas. Em artigo no 'Jornal do Brasil', o jurista Dalmo Dallari insinua que Mendes estaria a serviço de Dantas, fato gravíssimo e que, curiosamente, não merece nenhum comentário da chamada imprensa livre do Brasil. Nem tão livre assim, segundo parece."
PAULO SERODIO (São Paulo, SP)
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Neoliberalismo
"Numa coisa o PT está certo: o neoliberalismo do PSDB é o mesmo que continua causando uma das maiores crises econômicas mundiais. Não é uma atitude correta pensar nos pobres procurando apenas aumentar a quantidade de migalhas que cai das mesas fartas dos ricos. Melhor distribuição de renda, para que uma quantidade expressiva de pessoas esteja sempre preparada para a luta contra as dificuldades próprias de qualquer país, é uma política imprescindível para quem comanda com sabedoria. No Brasil, é necessário que um novo partido assuma esta postura verdadeira, evidentemente não como o PT, que apenas sabe falar."
LUIZ ANTONIO DA SILVA (São Paulo, SP)
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Governo Lula
"Lula tem razão: a oposição e os colunistas neoliberais da grande imprensa não se conformam com o sucesso do governo. Fazem constantes previsões negativas sobre o Brasil. A inveja aumenta na mesma proporção da avaliação positiva do governo, e ficam mordidos porque Lula não segue suas receitas falidas. Repetem a mesma coisa desde 2003: reduzir gastos, impostos e juros, priorizar o setor produtivo em detrimento do social etc. Ocorre que a crise mundial é muito grave, e todos, naturalmente, serão atingidos. Ninguém pode, nesse momento, prever as conseqüências, mas o que incomoda é ver o brasileiro apostando no quanto pior melhor, por mesquinharia política."
ANTONIO NEGRÃO DE SÁ (Rio de Janeiro, RJ)
