Vereadores
"Em que país os nossos deputados federais e senadores pensam que vivem? Será que o Brasil não tem demandas e prioridades muito mais sérias para serem debatidas do que esse absurdo que pretende recuperar as vagas perdidas de vereadores? O povo brasileiro está cansado de tanta falta de caráter dos representantes do povo, principalmente nos poderes Legislativo e Judiciário. É fundamental que nos informemos sobre quem votou a favor dessa matéria e que na próxima eleição façamos valer o poder que temos nas mãos, mandando para casa quem vira as costas ao povo e vota pelo mais vergonhoso corporativismo eleitoral."
SANDRO FERREIRA (Ponta Grossa, PR)
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Pichação na Bienal
"Acho muito perigosa para a nossa democracia a afirmação publicada na Ilustrada (13/12): 'Artistas de diversas áreas criticam a prisão'. Primeiro porque é uma afirmação falsa, nem todos os artistas das diversas áreas são coniventes com o vandalismo e a falta de respeito para com os bens públicos, e a desobediência à lei em vigor; se existe uma lei, ela deve ser respeitada por todos os cidadãos.
Essa moça ganhou propaganda gratuita nos mais respeitados jornais de São Paulo, o que nos deixa muito apreensivos ao verificar que a contravenção ainda é o melhor caminho para a notoriedade."
MARIA GILKA BASTOS DA CUNHA (São Paulo, SP)
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"Agora a pichadora, que se tornou celebridade, já não precisa mais cumprir a lei, ela passou a estar acima da lei.
Quem paga a conta? O otário que tiver uma propriedade numa avenida ou em qualquer lugar. É tinta, pintor, segurança...
É também o cidadão comum, que vê a cidade toda emporcalhada.
E eles não são defendidos por políticos, artistas e curadores ricos que se julgam também acima da lei. Para esses, cidade bonita é Paris, Londres, Roma, Nova York. E nem vai ser diferente tão cedo."
VALERIO JOSE GIANINI (São Paulo, SP)
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Crime ambiental
"Pelas informações fornecidas por Marta Salomon referentes à matéria publicada em 12/12 ('Punição a crime ambiental foi adiada sob pressão de ruralista', e pela inteligente charge de 13/12, concluo que, suspendendo até dezembro de 2009 as punições anteriormente aplicadas aos desmatadores que excederam o limite legal, e reduzindo o valor das penalidades a partir da mesma data, está o governo simplesmente permitindo a continuidade das infrações, desde que seus agentes cumpram a pena pecuniária reduzida."
AMÉRICO CÂMERA (São Paulo, SP)
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Ilustrada
"'Hoje (...), você não pega um moleque de vinte e poucos anos para editar um caderno de cultura'. Sobre essa declaração do editor da Ilustrada, Marcos Augusto Gonçalves, proferida durante o debate 'Cultura e Jornalismo', gostaria, antes de mais nada, de esclarecer que não sou nehum moleque. No entanto, edito não só o caderno de cultura, como sou responsável por toda a linha de produção e edição do jornal em que trabalho. No mesmo debate, Marcelo Coelho tocou no ponto necessário: 'Vai ver que o que está faltando é pegar um cara de 24 anos que não conheça nada de jornal e pôr à frente da Ilustrada'.
Quando assumi o cargo que hoje ocupo, era assim como o colunista da Folha sugeriu: não conhecia nada de jornal. Acontece que, diferentemente do exemplo especulado por Coelho, eu não tinha 24 (idade atual), e sim 21 anos de idade.
Posso, mesmo hoje, não ter o calibre profissional do sr. Marcos Augusto Gonçalves, jornalista respeitado, vivido, experiente, editor de um dos principais jornais do país. Entretanto, posso garantir que, opostamente ao que versa Gonçalves, jovens de vinte e poucos anos podem, sim, editar cadernos de cultura, de política, de economia ou qualquer outro, desde que tenham disposição em absorver conhecimentos provenientes de profissionais como ele que, no lugar de desmerecer os jovens 'focas', deveria apostar nesses novos talentos.
É certo que toda regra tem sua exceção; no caso dos focas, não é diferente: há os moleques, claro. Mas os decanos do jornalismo também não fogem à 'regra da exceção'."
FERNANDO CARREIRO, editor-executivo do jornal "O Colatinista" (Colatina, ES)
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Raposa/Serra do Sol
"O resultado do julgamento pelo STF na questão da delimitação da Reserva Raposa/Serra do Sol demonstra um desrespeito afrontoso a uma politica do Estado brasileiro desenvolvida desde o Marechal Rondon, trocada agora pela politica de governo apregoada pela esquerda internacional, que se apossou, parece, não só dos orgãos internacionais, mas também do Brasil.
As conseqüências a curto e médio prazo se farão sentir: brasileiros contra brasileiros em luta fratricida, e tudo isso coroado pela fragilidade de nossas fronteiras, para gáudio dos países cobiçosos de nossas riquezas naturais."
MARA MONTEZUMA ASSAF (São Paulo, SP)
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Tributos
"Nas seções de leitores dos jornais, já há os que dão parabéns ao governo federal pelo tímido comparando com outros países com carga tributária bem menor-- pacotinho de redução de impostos, 0,3% do PIB, para carga tributária de 36%. Não percebem que não é por bondade, mas para manter as vendas das empresas e o conseqüente recolhimento de impostos; esquecem que esse governo aumenta continuamente a carga tributária e a fatia federal no total geral de impostos. Esquecem, também, que os gastos correntes têm crescido muito mais que a receita, o que levaria qualquer empresa à falência; nesses gastos estão incluídos aumentos salariais maiores que a inflação e nomeações de dezenas de milhares de funcionários públicos contratados sem necessidade, por motivos políticos, que não poderão ser demitidos, enquanto nas empresas as demissões já começaram."
MÁRIO ALVES DENTE (São Paulo, SP)
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"É louvável a criação de novas faixas do Imposto de Renda, mas o 'pacote de bondade' ficou incompleto. É crônica a injustiça tributária quanto à correção da tabela de isenção e da limitação das despesas escolares. Para a inflação de 133,97%, no período de 1996 a 2008, foi de 59,40% a correção da tabela de isenção, causando um enorme prejuízo ao contribuinte. Outro descaso com o trabalhador é a limitação das despesas escolares, muito aquém dos gastos efetivos, justo por acontecerem devido à recorrência ao ensino particular em função da péssima qualidade da escola pública. Mesmo sob o confisco tributário, a classe operária se submete às despesas adicionais, devido à incompetência governamental na aplicação dos recursos públicos."
HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES (Vila Velha, ES)