Emprego
"Muito bom o artigo 'AI-5 trabalhista', de Ricardo Melo ( Opinião, 18/12). Os grandes empresários fazem muita publicidade sobre 'responsabilidade social', mas, na prática, o procedimento é outro. Quando o lucro da empresa é reduzido, a primeira medida é a demissão do seu empregado, que só tem a sua força de trabalho para prover sua subsistência e sobrevivência. Antes da responsabilidade social há que ter consciência social. O resto é conversa mole. 'Flexibilização de direitos' traduz-se por 'precarização do emprego'."
LÚCIO FLÁVIO V. LIMA (Brasília, DF)
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"O secretário-assistente Ricardo Melo foi muito feliz ao dar o título 'AI-5 trabalhista' à proposta do presidente da Vale. Seus comentários deveriam ser encampados pela Folha e servir de modelo para um editorial sobre a vileza da proposta. Permito-me usar uma expressão fora de uso para cumprimentar o Ricardo: Alvíssaras, ainda há vida inteligente na *Folha*!"
JOSÉ MARIA DE SOUZA (São Paulo, SP)
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AI-5
"Em relação à reportagem publicada no dia 13/12 no caderno Brasil, intitulada 'Governo endossa e distribui livros com equívocos sobre ato', informamos que a Editora Saraiva atendeu à solicitação da reportagem cedendo para análise o exemplar do livro 'Saber e Fazer História' (9º ano). Os autores citados não foram consultados (a propósito, o autor Jaime Rodrigues não fez parceria com Gilberto Cotrim, na versão citada na reportagem), pois ficamos aguardando mais informações sobre a pauta que seria desenvolvida.
Temos como prática acionar nossos editores e autores para atender às solicitações da Folha de S.Paulo e de outros veículos. Confirmamos mais uma vez que estamos sempre à disposição."
VALÉRIA ZANOCCO, supervisora de Comunicação da Editora Saraiva (São Paulo, SP)
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Vereadores
"A aprovação, com inconstitucionalidade formal, das propostas de emenda constitucional que amplia o número de vereadores no país e que regulariza casuisticamente municípios criados de maneira irregular, demonstra ser o Senado Federal uma casa supletiva, desnecessária e que desrespeita regras do processo legislativo (quebra absurda de interstícios regimentais), em perigosa afronta à democracia."
LAFAIETE LUIZ DO NASCIMENTO (Aracaju, SE)
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"Gostaria de sugerir ao Senado que aumentasse também o número de prefeitos. Seriam dois por mandato: um para administrar a cidade e outro para manipular verbas, achacar recursos e superfaturar obras. Aos novos vereadores caberia fiscalizar que o produto da roubalheira seja inescrupulosamente dividido em partes iguais."
FÁBIO HENRIQUE SOARES ANGEOLETTO (Sarandi, PR)
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Educação
"Preocupa-nos uma decisão do STF no julgamento (em 17/12/08) de uma liminar na Ação Direta de Inconstitucionalidade 4.167, contra a lei 11.738/08, que instituiu o piso salarial nacional para os professores das escolas públicas de educação básica. Se, por um lado, os ministros do STF reconheceram que o piso instituído (insuficientes R$ 950!) passa a valer a partir de 1º/1/09, por outro lado suspenderam a determinação, corretíssima, de que 2/3 da jornada dos professores seja reservada para atividades em sala de aula. É possível que o STF desconheça a complexidade do trabalho docente. Mas, como o julgamento não terminou, tornamos público nosso desacordo, aguardando que os ministros revejam a deliberação e mantenham o dispositivo ora suspenso, preservando o restante (1/3) da jornada para as tarefas de (re)planejamento de atividades didáticas, atendimento de estudantes, correção de trabalhos escolares e outros afazeres que constituem parte substantiva da docência."
CÉSAR AUGUSTO MINTO, GT Educação da Associação dos Professores da Universidade de São Paulo --Adusp (São Paulo, SP)
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Saúde
"O caderno Saúde de 18/12 traz uma boa notícia relacionada à fiscalização da propaganda de medicamentos no Brasil. Com o título Celebridades não poderão mais dizer que usam remédios, ele traz a informação de que a Anvisa está regulamentando não só o uso de pessoas famosas para a indução do uso de medicamentos, mas também a de que nós, médicos, não poderemos mais receber brindes da indústria farmacêutica. Com a postura de não receber propagandistas de laboratórios em meu consultório há mais de 15 anos, fico feliz em saber que o Ministério da Saúde está começando a mexer nesta promíscua relação. Pena que tais medidas só vão passar a vigorar daqui a seis meses. No entanto, já é um alento para os que não concordam com o panorama existente hoje."
JOSÉ ELIAS AIEX NETO (Foz do Iguaçu, PR)
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Cuba
"Como pode os jornalistas do Brasil e que se dizem 'profissionais' não atirarem, não um, mas, sim, dois sapatos na cara da Raúl Castro enquanto a ditadura castrista (ou seria quase uma 'monarquia familiar') mantém 23 jornalistas encarcerados em Cuba por terem em sua 'suprema ousadia' cometido apenas o 'delito' de expressarem uma opinião contrária ao regime?
Para eles, em seu sofrimento, não há nenhum Chico Buarque, Caetano Veloso ou Gilberto Gil que proteste. Nenhuma Marilena Chaui ou lista de indignados professores das universidades públicas --tipo USP, UFRJ ou UnB-- ou ainda uma única nota de repúdio desta hoje estranha e ideologizada OAB e sua comissão de direitos humanos, sem falar na CNBB, que ao que parece só reza e defende quem é de esquerda!
Por que silenciam esta Folha e a Fenaj? Dois pesos e duas medidas ou apenas o tal do 'jornalismo pró-ativo' exercido seletivamente de acordo com a ideologia pessoal? Por quê os direitos humanos são exigidos a uns e poupados a outros? Por que não há juízes tipo Baltazar Garzon que persigam os tiranos de esquerda? Hipocrisia de imprensa ou jornalismo de engajamento?"
PAULO BOCCATO (São Carlos, SP)