Painel do Leitor
23/12/2008 - 02h30

Vereadores

"Peço humildemente desculpas a Fernando Rodrigues pela minha divergência em relação a sua coluna de 22/12, quando diz que 'não há muita diferença entre um cidadão voluntário numa ONG beneficente e um vereador de cidade pequena'. Há muita diferença, sim! Um voluntário na maioria das ONGs é muitíssimo mais representativo do que a maioria dos vereadores das cidades, pequenas ou grandes. Veja, por exemplo, a legião de voluntários de ONGs que se estabeleceram em Santa Catarina e em Minas Gerais. Você por acaso ouviu falar ou de algum vereador ou viu a imagem de um deles arregaçando as calças nas enchentes?"

JOSÉ CARLOS GRANGEIRO DA SILVA (Campinas, SP)

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"Como assim? Brasília está prestes a abrir mais de 7.000 novas vagas para políticos no Brasil e ninguém pode fazer nada? Não basta o custo dos que já aí estão, e vão dar mais chances para a corrupção, o gasto inútil? O problema dos representantes do povo não é de quantidade, é de qualidade. Todos nós sabemos."

ANTONIO JOSÉ QUEIROGA FERREIRA (Rio de Janeiro, RJ)

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Maestro

"Sensacional a reportagem com o maestro e pianista João Carlos Martins (Saúde, 21/12). É dessa forma que a Folha prestigia um dos maiores exemplos do nosso país: na música, no exemplo de superação e na responsabilidade social."

JANAINA CARVALHO (São Paulo, SP)

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Fumo

"No artigo 'Estratégia sinistra' ( Ilustrada, 20/12), o dr. Drauzio Varella relata a criminosa manobra desenvolvida pelos fabricantes de cigarros para enganar a população, através do discurso hipócrita de que estavam lançando um produto com baixos teores de alcatrão e nicotina. Tentando contribuir para o entendimento de que os 'fabricantes' de drogas legalizadas não são diferentes dos 'traficantes' de maconha, crack e cocaína, gostaria de lembrar que tal prática também é desenvolvida pelos fabricantes de bebidas alcóolicas, que lançam as tais 'bebidas ice' e tentam nos convencer de que cerveja não pode causar alcoolismo. Parabéns ao dr. Varella por mais esta contribuição."

JOSÉ ELIAS AIEX NETO (Foz do Iguaçu, PR)

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Índios

"O jurista Ives Gandra da Silva Martins ('Tendências/Debates', 21/12), sob o título '11 cidades de São Paulo', destilou seus costumeiros ataques aos direitos indígenas com falsos silogismos. Primeiro diz que brasileiros lá residentes há décadas terão de se retirar, sem mencionar esses outros brasileiros residentes há séculos. Depois compara a floresta com a metrópole, dizendo que caberiam 110 milhões de pessoas ali e esquecendo que as terras indígenas estão entre as áreas mais preservadas da Amazônia brasileira. Vitupera ainda contra a adesão do Brasil à declaração dos povos indígenas da ONU, ao lado de praticamente todos os países, menos aqueles quatro de clima temperado e colonização anglo-saxônica que enumera, esquecendo que em nosso país a propriedade continua sendo do governo. Finalmente, como já foi observado antes por leitores, recorre ao absurdo de dizer que os brasileiros 'não-índios' (como obviamente ele se imagina) podem circular somente por 87% do território nacional. Na minha casa, assim como na casa dele e de milhões de concidadãos, somente circula quem a gente deixar. Não sei para que serve tal amontoado de equívocos em uma edição de domingo."

JOSÉ ARNALDO DE OLIVEIRA (Jundiaí, SP)

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Educação

"As mudanças sofridas no âmbito educacional do país foram conseqüências da aplicação maciça de projetos que tiveram uma ação direta nos trabalhos desenvolvidos dentro das escolas de ensino médio e fundamental. Com relação à queda das matrículas em muitas regiões, possivelmente seriam dois fatores: a redução de nascimentos por família e a grande procura pelo concurso de eliminação de matéria por boa parte da população que apresenta algum atraso nos estudos."

MARTE FERREIRA DA SILVA (Atibaia, SP)

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Televisão

"O leitor carioca Fernando Cezar ('Painel do Leitor', 22/12), num arroubo de prepotência, acusa os paulistas de fazerem uma péssima televisão. Se os donos das redes citadas são todos cariocas, a escolha é exclusiva da decadente Rio de Janeiro. Seria bom lembrá-lo ainda que essas redes fazem TV para a maioria, que não é carioca, e que essa maioria não tem instrução para que se faça uma programação melhor. De norte a sul, é o que os brasileiros querem ver. Caso não goste, aperte o OFF do controle e deixe de ser bairrista."

FRANCISCO XAVIER FERNANDEZ (São Paulo, SP)

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