França
"Que incrível presente de Natal a França ganhou do Brasil: a exploração 'eqüitativa' da Amazônia! Mais uma vez nosso país enfeita, embrulha e presenteia os estrangeiros com o acesso irrestrito e permitido às terras amazônicas, levando em consideração apenas as primeiras intenções (sempre puras) e esquecendo-se, novamente, das segundas. De fato, o ministro Carlos Minc tem razão quando diz que 'só se protege bem o que se conhece bem' (Brasil, 24/12). Nosso governo, a julgar pela benevolente atitude acima mencionada, parece que continua ignorante quando o assunto é Amazônia."
CAMILA PINTARELLI (Limeira, SP)
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Reforma
"Ao ler que o Brasil e a França juntos tentarão operacionalizar a reforma do sistema financeiro globalizado, flexionando-o com responsabilidade, fiquei esperançoso. Fazendo parte há tempos de um pequeno grupo --hoje nem tão pequeno assim-- que sempre criticou o atual sistema econômico neoliberal rentista de juros celestiais em agonia sistêmica, creio que todos, rentistas ortodoxos ou não, teremos muito a ganhar. Que as mudanças venham para que entremos em nova era de prosperidade, onde a produção seja o vetor predominante da prosperidade, e não como ocorreu até há pouco tempo atrás, onde as miragens de financistas inescrupulosos dominavam a economia mundial."
JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA (Rio de Janeiro, RJ)
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Vereadores
"Foi muito esclarecedor o artigo 'Política dinheirista' do jornalista Fernando Rodrigues ( Opinião, 22/12). Hoje a função de vereador está totalmente desviada dos propósitos que os componentes de uma Câmara Municipal deveriam ter. Transparece a todos nós que a maioria, que vem propugnando um cargo nas Câmaras Municipais não o faz por um dever cívico, mas, lamentavelmente, para conseguir uma 'boquinha' eufemisticamente chamada de subsídio. E o pior de tudo: os de bons propósitos dificilmente são eleitos, talvez por não terem a mesma sanha."
CARLOS EDUARDO POMPEU (Limeira, SP)
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"Não devemos aprovar o projeto do Senado Federal relativo ao aumento do número de cadeiras de vereadores em todo o Brasil. Ao contrário. Devemos diminuir, ou seja, não devemos fazer da Câmara o núcleo de empreguismo após o fim do nepotismo."
ANTONIO DE SOUZA D'AGRELLA (São Paulo, SP)
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Crise
"A crise internacional colocou no purgatório o ufanismo dos que diziam que o Brasil estava preparado para o que desse e viesse, mas agora de saia justa correm para que o bicho não os pegue na armadilha que o Tio Sam preparou para a economia mundial na despedida do presidente George W. Bush. O econômico pelo econômico como pano de boca da popularidade de Lula pode se transformar em cobertor curto, deixando à mostra a parte mais perversa da crise, o desemprego, com o agravante de que o trabalhador está sendo levado ao desespero nos postos de atendimento do INSS, transformado em loteria para pagar benefício, só obtido por sorte. Isso acontece no governo de um ex-operário que, envolvido pela pressão das fontes pagadoras, se recusa dar aos trabalhadores o direito de estabilidade no emprego como recomenda a Organização Mundial do Trabalho. Juros altos e desemprego crescente, somado à falta de frentes de trabalho para absorver a mão-de-obra sem qualificação, são os ingredientes que podem levar o país a uma desordem incontrolável."
ORLANDO MACHADO SOBRINHO (Rio de Janeiro, RJ)
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Maestro
"Parabéns à Folha pelo artigo com o maestro João Carlos Martins ( Saúde, 21/12). É uma personalidade que construiu uma carreira de sucesso pelo seu talento, determinação, superação e força, características marcantes que trilharam seu caminho."
CAMILA VITI (Poços de Caldas, MG)
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Dilma
"Hoje chegou-me às mãos xérox de um suposto fichário da militante de esquerda Dilma Rousseff. É impressionante como a mentalidade retrógada e reacionária alia-se ao mais despudorado oportunismo político para regurgitar seus ódios, suas frustrações e instilar seu venenozinho pré-eleitoral. Tenta-se transformar a coragem e o sacrifício pessoal de uma jovem idealista numa ficha criminal. Para esse tipo de comportamento vil não se invoca a complacente tese da anistia geral e irrestrita. De onde vazam, ou onde são forjados, esses abjetos produtos da covardia anônima?"
FELÍCIO LIMEIRA DE FRANÇA (Recife, PE)
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