Painel do Leitor
29/12/2008 - 02h30

Lula

"O presidente estimula o consumo num ambiente de crédito menor, juro maior, crescimento do desemprego e da inadimplência e impostos mantidos na mesma estratosfera. Com esse otimismo e com as enchentes acontecendo deve nos visualizar na 'Ilha da Fantasia'."

CARLOS GASPAR (São Paulo, SP)

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Juros

"O ministro Henrique Meirelles recomenda que o povo não se endivide porque os juros dos bancos serão cada vez maiores. Parece que o ministro acha que a solicitação de empréstimos ou entrada no cheque especial são para opções de puro lazer e não para levar comida e remédio para dentro de casa. Parar de comer? Morrer de doenças? Chega ao cúmulo de tirar o corpo fora, mesmo sabendo que cabe a ele cortar essas orgias financeiras dos bancos que nunca na história desse país roubaram tanto. Todos os países baixaram os juros e o próprio presidente da República, num raro momento de lucidez, recomenda isso (por que não impõe?). Qual a razão do entrave?"

JOUBERT TREFFIS (Rio de Janeiro, RJ)

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Educação física

"No momento em que a maior dificuldade dos médicos é combater os hábitos sedentários da grande maioria da população, retirar as aulas de educação física no ensino médio é, no mínimo, uma atitude irresponsável da parte daqueles que têm a incumbência de atuar na formação de nossas crianças e jovens, eliminando o primeiro e, em muitos casos, único contato com práticas esportivas, que além do potencial de educação e socialização, trazem embutidos os conceitos de hábitos saudáveis que deveriam perdurar por toda a vida. Sem educação física na grade horária estamos ensinando aos futuros adultos que exercícios físicos não têm a mínima importância para a saúde física e mental, o que aumentará no futuro a incidência dos graves problemas causados pelo sedentarismo."

ANTONIO ILLANES (São Paulo, SP)

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Políticos

"A recente cassação de um político da Paraíba por mudança de partido, apesar da resistência inicial da Câmara, sugere discussão mais aprofundada do assunto: o mandato pertence ao partido e não ao político. Mas os partidos também são completamente infiéis aos seus programas e estatutos e nada lhes acontece. Não deveriam perder, também, seus registros quando adotam posições contrárias a eles. e seus eleitos, os mandatos? Parece a única maneira de acabar com a corrupção habitual dos nossos políticos pizzaiolos. Os mandatos não são nem dos políticos nem dos partidos, mas dos eleitores, que são sempre enganados caso persista o atual sistema."

MÁRIO ALVES DENTE (São Paulo, SP)

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Manjedouras

"Gostaria de parabenizar o médico David Oliveira de Souza pelo artigo 'As manjedouras estão aumentando' ('Tendências/Debates', 25/12). Não me lembro de ter lido nos últimos dias nada que me deixasse tão emocionada e comovida. É um artigo que deveria chamar a atenção das autoridades que cuidam da política pública no Brasil. Que Deus dê a ele forças para que continue esse trabalho grandioso com os Médicos Sem Fronteiras e pelos desprovidos de saúde que estão espalhados nas grandes cidades como a nossa."

CELIA REGINA TORRES (São Paulo, SP)

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Polícia

"As polícias militares e civis dos Estados herdaram todos os vícios da ditadura militar. Foram estruturadas para dar suporte ao aparato repressivo do regime. O resultado é do conhecimento geral: prisões arbitrárias, fim do habeas corpus, torturas e mortes provocadas. O julgamento efetuado por tribunais militares ou policiais tornou-se uma farsa. A anistia perdoou o arbítrio. Esse é o tributo que a sociedade vai continuar pagando enquanto não for revista a Lei da Anistia (punição aos torturadores). Crimes policiais como dos jovens seqüestrados por bandidos no Rio de Janeiro são uma rotina no Brasil."

ANTONIO NEGRÃO DE SÁ (Rio de Janeiro, RJ)

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Publicidade

"Os grandes jornais inventaram um novo entojo para o leitor: as capas promocionais que envolvem a primeira página, encobrindo a manchete do dia, e obrigando o leitor a removê-las e jogá-las fora, com um movimento de irritação, para ler a matéria em destaque.
É claro que os comerciais podem ter lugar em órgãos da imprensa. Mas a dignidade do jornal exige que ocupem o segundo plano. As capas promocionais ferem a expectativa do leitor, que pega o jornal ávido para se informar e tropeça num anúncio gritante. A mensagem subliminar passada ao leitor pelas capas promocionais é a de que o jornal foi engolido pela publicidade. Esta passa a chamar mais a atenção e a falar mais alto do que a informação, a notícia de última hora sobre fatos que abalam o país e o mundo e que devem ter primazia absoluta no sistema de signos constituído pela mensagem dos jornais. Ou somos ingênuos a ponto de não percebermos que os jornais foram mesmo devorados e triturados pela publicidade?"

GILBERTO DE MELLO KUJAWSKI (São Paulo, SP)

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Israel e os palestinos

"O Estado de Israel é terrorista também, pois, além de estar sufocando há muito tempo os palestinos de Gaza impedindo a entrada de alimentos, remédios e cortando energia, agora promove uma carnificina no território. Israel tem armas nucleares e não aceita inspeções internacionais, ataca outros países sem dar nenhuma satisfação, como foi o caso da Síria e sempre está promovendo verdadeiros genocídios da população palestina. Até quando essa barbárie e impunidade?"

JOÃO HUMBERTO VENTURINI (Piracicaba, SP)

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Aposentados

"A leitora Carmen S. Ferrari ('Painel do Leitor', 14/12) comenta o pacote do governo e reclama que os aposentados e pensionistas foram esquecidos. Para completar seu pensamento, vale aduzir que os idosos formam um contingente, dados do IBGE, de mais de 17 milhões e que a maioria trabalhou mais de 40 e 50 anos e muitos, apesar de aposentados continuam trabalhando e contribuindo. O IBGE mostra ainda que 64% deles sustentam as famílias e muita gente sem emprego, inclusive portadores de diplomas de nível superior. A situação de grande parte dos idosos é grave e constrangedora, contrariando o que estabelece a Constituição e o Estatuto do Idoso. Acredito que não traria redução da arrecadação se os idosos fossem isentados de seus descontos em folha se, ao mesmo tempo, se criassem algumas faixas no IR para as pessoas que auferem maiores salários, mais de R$ 30 mil, por exemplo, e se eliminassem as brechas que possibilitam aos donos de grandes fortunas de pagarem menos impostos."

MARCOS ALEGRE (Presidente Prudente, SP)

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