Israel e Palestina
"Como se não bastasse as brigas dos religiosos na Igreja do Santo Sepulcro durante a Semana Santa em Jerusalém, agora, no apagar das luzes do Natal, o que vimos foi o rompimento do cessar-fogo pelo Hamas, que da Faixa de Gaza lançaram 150 foguetes para Israel, muitos de fabricação caseira, e a reação foi o trágico ataque de Israel, provocando a morte de 350 pessoas e milhares de feridos, onde estão instalados os membros do Hamas que dividem a Palestina com o Fatah, partido do governo reconhecido por Israel. O pior de tudo foram as imagens que correram o mundo um dia depois, onde milhares de crianças aparecem atirando pedras nos soldados israelenses. Para alguns especialistas, as crianças são utilizadas como escudos, o que é mais trágico e revoltante, pois os chefões estão bem seguros em seus bunkers e as crianças enfrentam as poderosas armas de última geração, como a bomba GBU, de 113 kg e que destrói tudo que encontra pelo caminho. Tinha razão Martin Luther King ao citar sempre o célebre pensamento: 'Aprendemos a voar como pássaros e a nadar como peixes nos rios e oceanos. Porém, em pleno século 21, não aprendemos a viver e conviver como irmãos'.
Esse é o mundo que Barack Obama assumirá, sem falar na tragédia da economia e a degradação ambiental. Assim caminha a desumanidade para 2009. Com toda tecnologia em prática eles seguem sem caminho e sem rumo em direção ao caos e a barbárie.
Com tristeza, pelas crianças palestinas usadas na guerra."
JOSE PEDRO NAISSER (Curitiba, PR)
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"Discordo dos termos da coluna de Clóvis Rossi ( Opinião, 30/12). Será que os 497 foguetes lançados contra civis judeus de novembro até hoje pelo Hamas não seria um massacre? Não havia um cessar-fogo em vigor? Se Israel comete crime em não aceitar resolução da ONU, o Hamas não comete igual crime ao não reconhecer resolução da ONU que criou o Estado de Israel?
Chamar o Hamas de democrático é no mínimo um exagero. Ou o colunista já se esqueceu que o Fatah foi expulso de Gaza via luta armada?
O Hamas é um movimento armado, todos reconhecem. O Hamas deve ser contido mesmo, mas quem vai fazer isso? A ONU já provou que não consegue. O jornalista não estranha o silêncio do Fatah? Todos estão errados. Não seria mais fácil cada um cuidar de seus problemas e e esquecer esse ódio gratuito?
Não sou judeu, nem palestino."
FRANCISCO BADARÓ NETO (Belo Horizonte, MG)
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"Olhando as notícias sobre a guerra, me causa espanto as declarações do primeiro-ministro da Turquia dizendo que Israel está cometendo um 'crime contra a humanidade'. Será uma piada de mau gosto?
E o holocausto armênio, que a Turquia não reconhece até os dias de hoje? E os curdos? São 25 milhões sem pátria e sem terra. Isso sim é um crime contra a humanidade! Pense bem antes de abrir a boca para falar besteiras sobre Israel!"
DANI LINDENBAUM (São Paulo, SP)
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"Fico estarrecido quando leio cartas de apoio ao genocídio que Israel comete na Faixa de Gaza. Será que essas pessoas, muitos judeus, esqueceram do Holocausto que seu povo sofreu? Será que as crianças assassinadas por Israel são terroristas? Esse genocídio de nada adiantará. Os israelenses devem recordar que os nazistas, mesmo assassinando milhões de judeus, não conseguiram atingir a 'solução final'. Israel tem o mesmo objetivo em relação aos palestinos?"
ORLANDO F. FILHO (São Paulo, SP)
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Fundo soberano
"A picaretagem do ano é sem sombra de dúvidas a MP 452, aquela que destina R$ 14,2 bilhões ao Fundo Soberano do Brasil, dinheiro que o governo poderá usar da maneira que melhor lhe convier. Temos medo que o presidente o use pensando nas eleições de 2010, com aqueles 350 picaretas que um dia ele disse para revista espanhola 'Câmbio 16', existia no Congresso Nacional e que, com certeza, hoje são mais de 350 de seus amigos eleitos e reeleitos."
LEÔNIDAS MARQUES (Rio de Janeiro, RJ)
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Estradas
"Cheguei do sudoeste mineiro e mais uma vez fiquei com a sensação de que as rodovias pedagiadas, como a Bandeirantes, têm bem mais presença da Polícia Rodoviária Estadual do que as demais rodovias paulistas. Haveria mesmo uma preferência da fiscalização por tais rodovias pedagiadas ou estou enganada? Afinal, acredito que todas as rodovias estaduais paulistas mereçam receber esta atenção, embora proporcionalmente ao seu volume de tráfego."
MARISA STUCCHI (São Paulo, SP)