2009
"Enquanto milhões de aposentados catam migalhas para compor uma mesa digna de um fim de ano, vários desabrigados pelas enchentes assistem à passagem do ano nos cantos das ruas onde não chove, sulistas sofrem com a seca inusitada, doentes aguardam nas filas de hospitais para curar suas emergências e pais de família encaram as imensas filas para tentar conseguir uma vaga nas escolas para seus filhos estudarem, soa como escárnio o presidente Lula desfrutar, com toda a família, das delícias da vida em local paradisíaco _e ainda posando com um vasto sorriso, estilo 'sou, mas quem não é?'."
GERALDO SIFFERT JÚNIOR (Rio de Janeiro, RJ)
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"O dinheiro jogado fora em minutos com fogos nas festas inúteis da passagem de ano poderia ser bem melhor aplicado na compra de roupas, alimentos e remédios para serem distribuídos nos vários asilos de velhinhos abandonados que existem pelo Rio de Janeiro e por todo o Brasil. Em muitos deles, a miséria é patente e dolorosa de ver. Pessoas idosas, pobres, largadas pela família ou até mesmo sem tê-las, passam por diversas necessidades, que deveriam ser aliviadas com o sensato gasto dessa dinheirama, literalmente queimada.
Existem alguns abnegados que cuidam graciosamente desses velhinhos (médicos, enfermeiros, cozinheiras etc.), além de gente, como eu, que colabora com doações para a manutenção dos asilos onde vivem, mas a falta de recursos é enorme. Quando vemos milhões de reais se transformarem em cinza, dá uma profunda dor no coração, sabedores que somos das agruras que sofrem os idosos abandonados. Isso é apenas uma constatação, pois a gastança em outras futilidades têm preferência no lugar da ajuda a gente velha e humilde. Carnaval é mais um exemplo de dinheiro na lata do lixo, porém é assunto mais complexo, pois mexe com 'graúdos' e há muitos interesses por trás dos poucos panos.
Feliz ano novo para todos, sem fogos e outras gastações descabidas, mas, sim, com atenção e suprimentos que amenizem a dor da solidão, da fome, das doenças e da idade avançada daqueles que, infelizmente, estão no fim da vida e nada têm."
FERNANDO CEZAR (Petrópolis, RJ)
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Israel e palestinos
"O Acre pertencia em parte ao Peru e em parte à Bolívia. Com a borracha em alta, brasileiros foram chegando e, em pouco tempo, eram maioria. Várias tentativas dos dois países proprietários foram feitas no sentido de impor suas soberanias. Finalmente, em 1909, o barão do Rio Branco consolidou juridicamente a anexação do Acre ao Brasil. Pergunto: se o povo boliviano começasse a jogar foguetes no território acriano reivindicando a posse das terras que lhes foram tomadas, o governo bateria às portas da ONU, via 'barão Marco Aurélio', devolveria as terras dos sofridos mui amigos ou reagiria em defesa dos brasileiros?"
GERALDO DE PAULA E SILVA (Rio de Janeiro, RJ)
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"A leitora Clinceanu Ana Diamandi tem toda a razão ('Painel do Leitor' de 29/12) quando diz que 'nenhum país ficaria de braços cruzados vendo sua população sendo alvo de milhares de foguetes'.
E eu acrescento: nem os palestinos...
Quando (e como) acabar com esse círculo vicioso?"
JOSÉ ROBERTO ANDRADE AMARAL (São Paulo, SP)
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PAC
"Como tudo no governo do grande orador presidente Lula tem a propaganda por trás, o PAC, devido a crises e, é claro, ao falatório do presidente, dizendo que o governo aplicaria R$ 653 bilhões, vai se prolongar mais do que novela em ascensão.
Até agora, apenas 15% do projeto foi feito. Pelo andar da carruagem, até 2019 teremos na verdade pactóides.
Muito desse dinheiro estava condicionado à famigerada CPMF, que, felizmente, acabou e nunca ajudou a esculhambada saúde nem os descamisados."
ANTONIO JOSÉ G. MARQUES (São Paulo, SP)
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Seca
"A indústria da seca continua castigando os nordestinos, conterrâneos do presidente Lula, que, após seis anos de governo, não fez nenhum poço artesiano para amenizar o sofrimento desses humildes trabalhadores, que contam com água somente com as esporádicas chuvas na região.
Existe uma grande possibilidade de o presidente resolver de imediato essa falta de água na região. Basta descontar dos vencimentos dos membros dos três poderes a mesma proporção que vem subtraindo dos benefícios dos aposentados pelo INSS e também aplicar a metade do que gasta com suas maravilhosas viagens.
Certamente esse sofrido povo estará sorrindo de alegria ao presidente Lula, esquecendo as agruras da seca."
BENONE AUGUSTO DE PAIVA (São Paulo, SP)
