Israel x palestinos
"Brilhante, como sempre, o texto de Janio de Freitas na Folha de 8/1. Acresça-se o fato fundamental de que os palestinos são o povo invadido; os israelenses, o povo invasor; quem são os oprimidos e quem são os opressores? Israel vem ignorando o direito internacional, as resoluções da ONU, os direitos humanos e até seus próprios preceitos religiosos, que determinam a comiseração e o apoio às viúvas, órfãos, doentes, desprotegidos... Não foram milhões os palestinos compelidos a migrar (fugir) dolorosamente para a Cisjordânia? Os que ficaram não vêm sofrendo as agruras de um tratamento incompatível com a dignidade e a natureza humana?
Quanto aos entendimentos para a paz, o governo israelense já desconsiderou, quando feita, a oferta árabe de compromisso de cessação de hostilidades e de reconhecimento de Israel. De vez em quando diz aceitar o diálogo, mas sempre o transforma em monólogo, negando-se a discutir o justo retorno dos migrantes e a desocupação das terras, inclusive de Jerusalém Oriental, também apossada ilegalmente. Parece preferir receber esporadicamente um homem-bomba ou foguete, pois estes lhe servem de pretexto para não ter de devolver as terras alheias.
Pobre Gaza! No seu outro lado, tem o Egito, de neutralidade duvidosa, dados os subsídios (mais de US$1 bi) que recebe anualmente dos EUA. Aliás, falando em arsenais (e declaro-me um homem pacífico), o habitual não seria que a comunidade internacional exigisse o desarmamento do povo invasor, em vez de restringi-lo ao povo injustamente invadido?"
JAERT J. SOBANSKI (Sorocaba, SP)
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"Fico impressionado com a cumplicidade de vocês com o massacre na Palestina. Por que não se fala do fundamentalismo sionista? Por que não se fala do fundamentalismo evangélico de Bush? A Folha e a maioria de seus colunistas se prestam ao triste papel de representantes do reacionarismo de direita nesse país. Poderiam ter um papel mais civilizatório..."
LEANDRO MORAES (São Paulo, SP)
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"Buscando o mínimo de baixas do seu Exército, Israel provoca um covarde infanticídio, matando à distância. Não se iguala aos pobres palestinos, que, fracos, não conseguem se defender e, sim, aos que já atacaram covardemente judeus em outros tempos."
FABIO SACHETTO UNGARO (São Paulo, SP)
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Primeira Página
"A respeito das críticas à capa da Primeira Página de 7/1, gostaria de defender a Folha. Tenho absoluta certeza que o objetivo da chocante imagem no alto da página não foi fazer sensacionalismo, e sim mostrar a realidade de um bombardeio a uma escola. Aqueles que não querem ver a realidade deixem de assinar jornais e passem a ler revistas de futilidades. Infelizmente o mundo em que vivemos não é a ilha de Caras."
RENATO SCHWAMBACH VIEIRA (São Paulo, SP)
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Calçadas
"Sobre o editorial ['Respeito ao pedestre']":http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0801200902.htm ( Opinião, 8/1), a Folha tem razão ao cobrar do poder público ações de fiscalização nas calçadas. Mas é importante dizer que a resposta da prefeitura é, sim, 'firme e abrangente', e que a conservação das calçadas é uma das prioridades desta gestão. Não por acaso, em 2005 a Secretaria das Subprefeituras começou a reformar as calçadas da cidade, que de fato estavam em péssimo estado de conservação, e a exercer intensa fiscalização, retirando obstáculos físicos e bancas de ambulantes, além de aplicar multas aos proprietários dos passeios mal conservados. Muito ainda deve ser feito, mas, neste período, mais de 400 quilômetros de calçadas foram reformados --não só na região central mas em todas as 31 subprefeituras. Além disso, a vereadora Mara Gabrilli, primeira secretária da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (pasta criada pela gestão Serra/Kassab), criou, através de lei, o Programa Emergencial de Calçadas, que permitirá à prefeitura investir e avançar com muito mais rapidez na reforma dos passeios públicos."
ANDREA MATARAZZO, secretário das Subprefeituras (São Paulo, SP)
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"Parabéns pelo editorial 'Respeito aos pedestre' (8/1). As calçadas são prioridade na mobilidade urbana, já que estão envolvidas em qualquer tipo de deslocamento pela cidade. A prefeitura deve ser cobrada em relação às melhorias. Porém é preciso mudar os hábitos dos cidadãos paulistanos. O munícipe é o responsável pela calçada em frente a seu imóvel --seja residencial ou comercial--, e é seu dever mantê-las limpas, íntegras e livres de obstáculos. Por isso, temos que criar uma cultura em que todos contribuam e invistam em um local para o outro passar."
MARA GABRILLI, vereadora (São Paulo, SP)
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Precatórios
"No momento, a única coisa que me interessa sinceramente é saber o que o governo do Estado de São Paulo fará com os precatórios que deve aos cidadãos. Entra ano e sai ano, entra governo e sai governo, e minha mãe espera 'calmamente' que alguém se digne a pagá-la.
Ela está com 79 anos e sua ação é de 1993. Já com a saúde debilitada, ela não acredita em mais nenhum dos governos eleitos. Ação ganha em todas as instâncias, os sucessivos governadores postergaram --e o atual não há de ser diferente. Devem esperar vê-la morta para 'presenteá-la' com o que é dela de direito. Agora, muito provavelmente, a crise fará com que José Serra dê-lhe mais um chá de cadeira, ou caixão.
Que desfaçatez! Haja paciência e resignação."
HELENA DE ALMEIDA PRADO BASTOS (São Paulo, SP)
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Sucursal
"Será que o ex-deputado Roberto Freire, depois de ter transformado o PPS em sucursal da aliança demo-tucana, ainda pensa ter condições de falar em nome da esquerda?"
JULIANO MARTINS DE LIMA (Cravinhos, SP)
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Educação
"Assusta saber que só 7% da população brasileira tem curso superior completo ('Educação e crime', 7/1). Fico a imaginar a minha pobre Arari, cidadezinha com 30 mil habitantes, localizada a 160 km da capital São Luís. 30 mil x 7% = 2.100. Mas quem dera houvesse naquele rincão maranhense 2.100 'doutores'!"
HILTON MENDONÇA (São Luis, MA)