Painel do Leitor
13/01/2009 - 02h30

Israel x palestinos

"Nós, brasileiros, somos espectadores de uma guerra horrorosa entre palestinos e judeus. Cabe-nos, infelizmente, apenas assistir e lamentar.
Mas dentro de fato tão triste existe algo de bom: o diálogo que a Folha está promovendo relacionado ao tema. Tenho lido diariamente opiniões das mais diversas, e isso é muito bom, pois nos proporciona entrar em contato com outras ideias e a possibilidade de refletir e, assim, montarmos o nosso quebra-cabeças. Enriquecedor. Parabéns!"

VÂNIA FARIA PIRES DARÉ (São Paulo, SP)

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"Mais um capítulo inserido na dramática história recente do território palestino: livros de história do Oriente Médio estão, diga-se de passagem, saturados de conflitos após a formação do Estado de Israel. Em um futuro próximo, ao abrirmos páginas destes livros, leremos sobre uma guerra ocorrida na transição de 2008 para 2009, possivelmente chamada de 'Guerra da Faixa de Gaza'.
Devemos entender que o decorrer dos anos permite melhores esclarecimentos dos fatos históricos. Entretanto, em termos atuais, é possível identificarmos os motivos imbecis desta guerra desumana e genocida que ocorre em um dos lugares mais povoados do planeta. Um partido político palestino contra o Estado de Israel. É a palavra de um contra o outro.
Motivos religiosos não movem estas guerras, e é isso que a população mundial precisa saber sobre o conflito no Oriente Médio. A guerra não é dos judeus contra os muçulmanos. A guerra é de interesses, hegemonias e ideologias. Se fosse diferente, por qual razão o Fatah seria expulso da faixa de Gaza após a eleição do Hamas em 2006?"

MILTON CÉSAR BITTENCOURT RÔMULO (São Paulo, SP)

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"Segundo a reportagem sobre a tentativa do Brasil de participar da mediação do conflito em Gaza, o ex-chanceler Celso Lafer (aquele nosso representante que foi obrigado a tirar os sapatos --e os tirou-- num aeroporto norte-americano), enxerga um empecilho no 'viés pró-palestino' do presidente Lula. Curiosamente, ele não vê inconveniente algum no viés pró-sionista dos Estados Unidos e da União Europeia, nem na impotência da ONU, nem da ambiguidade da Rússia."

LUIZ ARAÚJO (São Paulo, SP)

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"Gostaria de saber como um jornal como a Folha publica um texto de um médico (Tálib Moysés Moussallem) que não é jornalista nem escritor? Resumindo, ele é simplesmente um médico. Gostaria de saber se eu, como economista, não poderia escrever um texto também para ser publicado na Folha? Assim poderíamos extinguir os jornalistas e especialistas políticos. Afinal, se um médico escreve um texto que é publicado, para que estudar qualquer outra matéria e ser um especialista se não há critério para um texto ser publicado. Tanto é que não tem e-mail dele para os leitores lhe enviarem uma mensagem, seja ela de apoio ou de indignação sobre o conteúdo escrito."

RANI CUDEK (São Paulo, SP)

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"Há pouco tempo comemoramos os 60 anos da proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Assembleia Geral das Nações Unidas(ONU). Foram inúmeras as lembranças dos flagrantes de discriminação que tanto comprometem a aplicação desses direitos, expressos por meio das mais cruéis formas de violência e de opressão. Simultaneamente à intensa crise econômica internacional o mundo assiste o terror vertendo o sangue de inocentes no abominável conflito em Gaza. A radical intransigência, que não hesita em apontar para alvos civis, nada faz para evitar que a violência chegue a níveis extremos.
É uma obrigação e um desafio, comum a todos, promover e proteger os direitos de todos os seres humanos e banir, definitivamente, os modelos retrógrados de abuso e de exclusão. O homem quando extermina seus iguais mata seus próprios princípios. Acima da política, da religião e das diversidades étnicas está o respeito à dignidade humana como insubstituível e inquestionável valor para a garantia da liberdade individual e da segurança da paz mundial."

PALMIRO MENNUCCI, presidente do CPP _Centro do Professorado Paulista (São Paulo, SP)

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Reforma ortográfica

"Minha decisão foi tomada: não ligar a mínima para a reforma ortográfica, tão alardeada pela imprensa, com páginas e páginas inteiras dedicadas a última trapalhada dos gramáticos e filólogos. Na minha opinião, a obsessão pela reforma, na linha do mais estrito purismo e da mais rigorosa observância, demonstra certo farisaísmo por parte dos reformadores, a fixação na letra da língua, em lugar do amor ao espírito do idioma. O escritor de verdade tem com a língua uma relação carnal, de amor e ódio, e o resultado é o uso criativo da palavra, sem prestar maior atenção aos tremas, aos hifens e aos prefixos. Miguel Reale ensinava que o direito é um tripé constituído de fato, valor e norma. O mesmo se pode dizer da língua. Pois o reformista, em sua ânsia de purismo e estrita observância do formalismo gramatical, faz abstração do fato e do valor da língua, ficando só com a norma abstrata, fria, formalista e farisaica, como insisto em dizer e repetir."

GILBERTO DE MELLO KUJAWSKI (São Paulo, SP)

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Metrô

"Acabo de ler que, passados dois anos, a cratera do metrô de São Paulo ainda atrapalha muita gente. É mais uma das provas da 'competência' do governo do PSDB, gente fina, que frequenta a Daslu, administração moderna! E o povo continua a votar nessa turma e, com certeza, terá novas provas da 'competência' dos políticos do PSDB e assemelhados."

JOSÉ LOURENÇO CINDRA (Guaratinguetá, SP)

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ECA

"O Estatuto da Criança e Adolescente é defendido por ONGs e muitos juristas por 'proteger' as crianças e adolescentes. Eu me pergunto: do que estão protegidos? De não serem vistos em imagens? De não serem punidos quando praticam atos criminosos? O Estatuto deveria protegê-los do assédio dos marginais adultos, deveria dar-lhes oportunidades para que se tornem cidadãos qualificados, deveria, enfim, dar oportunidades a estas crianças e adolescentes e não apenas permitir que continuem a cometer crimes, inclusive os de homicídio. Está na hora de reconhecer que o Estatuto falhou."

FRANCISCO DA COSTA OLIVEIRA (São Paulo, SP)

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