Painel do Leitor
14/01/2009 - 02h30

Israel x palestinos

"Tenho lido tudo o que ocorre em Gaza por intermédio da Folha. Quero parabenizar os jornalistas e fotógrafos que colocam as suas vidas em risco para nos abrilhantar com matérias, fotos e informações sobre esse conflito histórico e religioso.
Essa guerra não terá fim, mas ela teve um início. E foi através da desobediência de Abraão que resultou no que vemos hoje. Onde o filho da promessa, Isaque (filho de Sara), e o filho da desobediência, Ismael (filho de Agar, a egípcia), foram separados por Deus para formar duas nações que iriam guerrear por terras e por direitos civis. Isto está relatado no livro de Gênesis entre os capítulos 16 a 21 da sagrada escritura que é a Bíblia.
Portanto, enquanto estas duas nações não reconhecerem que a promessa de Deus foi feita e que a desobediência gera conflitos, muitos palestinos e israelenses ainda vão morrer e muito sangue cairá sobre a Terra Prometida. Até que Jesus volte para buscar os seus prometidos, e não os desobedientes."

RENATO ROSA DA SILVA (Ferraz de Vasconcelos, SP)

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"A futura secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton declarou ontem, no Congresso de seu país, que a nova administração tentará abrir relações com o Irã para tentar uma aproximação. Isso, caso ocorra, será ótimo para todos. Na minha modesta opinião, o Irã jamais pode ser descartado de quaisquer conversações. EUA e Irã são países-potências com poderes infinitos, inclusive nucleares, e tudo que seja de bom, em termos de acordos, será válido, desde que os EUA não obriguem aquela república islâmica de ter que se desfazer de sua energia nuclear. Espero, como o mundo inteiro, que essa aproximação traga bons resultados para todos, e que a administração Barack Obama seja igualitária e sem preconceitos. O mundo árabe e islâmico precisam, assim também como os EUA também, unir forças. A paz serve para todos. Salam!"

FERNANDO CEZAR (Rio de Janeiro, RJ)

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Universidade

"O artigo do reitor da UFBA ( Opinião, 11/1) foi atropelado pela reportagem 'TCU vê abuso de fundações em pesquisas' do caderno de Ciência do mesmo dia. O raciocínio perverso do professor de que 'é inútil economizar porque todo o montante poupado tem de ser, ao final do exercício, recolhido ao Tesouro Nacional', mostra a visão limitada de um dirigente de uma instituição que deveria ser o centro do conhecimento e da criatividade. Esquece ele que a sobra, mesmo se for para o Tesouro Nacional, é de lá que sairá para atender políticas públicas de saúde e educação.
É singular que o professor mantenha esse raciocínio diante da crise que assola o mundo. Nele, podemos ver o retrato do que restou das universidades públicas brasileiras após a ditadura militar. Não é autonomia que falta à universidade pública brasileira, em alguns casos. Pelo contrário: é o excesso. Rápidos exemplos triviais: os programas de mestrados e doutorados são organizados como 'uma ação entre amigos', onde tudo é permitido e não existe fiscalização. Recentemente, na UFBA, um aluno estrangeiro foi escolhido para receber a bolsa do mestrado, em detrimento de um aluno brasileiro --porque era importante para o mestrado tê-lo como bolsista pois facilitaria acordos de cooperação com instituições do país de origem do estudante-- atropelando norma da Capes, que determina que a bolsa tem que ser dada em função do mérito acadêmico. Fiz a denúncia em 28/10/08 (processo 23066.043277/08-43) e o magnífico reitor mandou arquivar o processo. Portanto, pelo exemplo acima senhor reitor, não há garantia de que '[...] concursos docentes, processos seletivos, transferências e matrículas obedecem a leis e regras mais cartoriais que acadêmicas'. Nem cartoriais nem acadêmicas."

IONALDO SANTANA DE ARAÚJO (Salvador, BA)

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Maysa

"Discordo categoricamente de Carlos Calado em seu artigo 'Maysa é a nossa versão de Amy Winehouse' ( Ilustrada, 11/1). Maysa nada tem a ver com a efêmera Amy Winehouse. Sou do tempo desta última, mas não posso, de forma e em hipótese nenhuma, negar os méritos daquela que foi, e sempre será, uma das maiores vozes que o Brasil já teve. Diferentemente da cantora inglesa, a carioca com raízes capixabas Maysa Monjardim Matarazzo não foi uma celebridade instantânea, inflada pela mídia; não fosse sua trágica e súbita morte, estaria, até hoje, brilhando nos palcos deste e de outros países.
Comparar Maysa a Amy é, com todo respeito ao articulista, uma enorme falta de conhecimento musical."

FERNANDO VAILANT SÁ PRADO CARREIRO (Colatina, ES)

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Transporte

"Não deve ser por falta de dinheiro que Kassab decidiu diminuir incentivo à renovação da frota paulistana de ônibus. Afinal, prometeu mais de R$ 1 bilhão para o metrô, que atende menos passageiros a um custo por quilômetro muitas vezes maior.
Em Bogotá, o ex-prefeito Enrique Peñalosa soube fazer as contas: os recursos necessários para a construção de um metrô de 17 quilômetros de extensão serviriam para construir 388 quilômetros de corredores de alto desempenho (que permitem ultrapassagens) para ônibus. Assim nasceu o TransMilenio, projeto colombiano inspirado, aliás, em Curitiba, onde 85% da população é usuária do sistema.
Muitas outras metrópoles já utilizam, com sucesso, o sistema de pedágio urbano, do qual Kassab não quer nem ouvir falar. Enquanto isso, nossas vias urbanas, bens cada vez mais escassos, continuam sendo oferecidas de graça aos motoristas de carro --o que faz menos sentido ainda numa situação de aperto fiscal.
E os pobres usuários de ônibus pagarão, inclusive, pela inspeção veicular anual da frota paulistana de carros: a taxa de inspeção será devolvida aos motoristas se não for encontrada irregularidade com seu veículo, isto é, a população inteira pagará a conta --até quem se desloca à pé pela cidade, incapaz de pagar os mais de R$ 2 por trecho na rede pública de transporte da cidade."

FABIO STORINO (São Paulo, SP)

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"Kassab prometeu a mesma tarifa de ônibus, mas não disse o custo dessa promessa. Agora ficamos sabendo que a renovação da frota de ônibus será reduzida para garantir o preço da passagem. Sem falar em outras promessas feitas na campanha que também não serão cumpridas sem um custo para a população."

ORLANDO F. FILHO (São Paulo, SP)

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Pedágio

"Faço minha as palavras de indignação do apresentador Heródoto Barbero quando comentou anteontem na CBN que é um disparate uma moto de mais de R$ 100 mil não pagar pedágio quando carros 'antigos', como o meu Escort 88, paga R$ 17 para ir à Baixada Santista."

FRANCISCO FREIRE (São Paulo, SP)

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Educação

"Em seu editorial de 13/1, a Folha fala em 'outras atitudes' para a melhoria da rede de ensino. Sugestão: um plano de carreira decente; reajuste salarial; fim da superlotação das salas... Parem de culpar os professores. Quando seremos ouvidos?"

SEVERINO HONORATO SILVA (São Paulo, SP)

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Lula

"Lula navegou até agora em mares tranquilos. Foi só deixar o barco correr, pois o destino já tinha sido traçado anteriormente. E agora Lula? Parece que as marolas estão desviando o rumo. Será que sua equipe sindicalista vai sair dessa ou vai ser necessário chamar o Malan?"

JOUBERT TREFFIS (Rio de Janeiro, RJ)

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"O Lula ameaçando atirar um sapato em alusão ao acontecido com George Bush foi lamentável. É inadmissível um chefe de Estado 'brincar' com uma situação séria, passando dos mais altos limites do aceitável. Espero que esta imagem não rode o mundo a fora. Afinal, por mais inofensiva que possa ser, no mínimo soa como debochante."

FILIPE LUIZ RIBEIRO SOUSA (São Carlos, SP)

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