09/08/2006
-
02h30
"A declaração do governador Cláudio Lembo, dizendo-se 'surpreso' com a nova onde de ataques, expõe de forma muito clara que não temos o principal: um serviço de inteligência que possa mapear toda a estrutura do PCC e antecipar suas ações, única forma de conseguir vencer o crime organizado.
Não parece óbvio que ficar simplesmente reagindo (se é que dá para considerar 'reações' proteger as delegacias e parar motoqueiros) não irá melhorar em nada a situação?
Surpresos estamos nós, governador, ao perceber cada vez mais que o único governo estruturado e eficiente é o do crime organizado!"
MÁRCIA ANDRADE PRADO (São Paulo, SP)
"Curiosa São Paulo. Em 1º de maio, presenciei mais de 1 milhão de pessoas na Paulista. Este ano, mais uma vez, mais de 1 milhão de pessoas fizeram a Parada Gay. Mas após os atentados da bandidagem, nada aconteceu. Nem 15 minutos de paralisação geral, nem ao menos mil pessoas na Paulista. Não sei o que é mais assustador, a ousadia dos bandidos ou a passividade da população."
SEVERO RUPPEL (Curitiba, PR)
"Não dá para entender como um Estado da importância de São Paulo tem como secretário da segurança pública um cidadão como o sr. Saulo de Castro. Eu acompanhei a sua entrevista na Band segunda-feira à noite e em outras oportunidades. Este cidadão é um despreparado e, acima de tudo, desequilibrado. Não merece o respeito do povo de São Paulo. Tem que ser demitido já. E já é tarde. Será que o sr. Cláudio Lembo não está vendo isso?"
VALTAIR CAETANO APOLINÁRIO (Toledo, PR)
"Qualquer pessoa sensata fica abismada com a postura irresponsável do governo paulista neste triste episódio dos ataques do crime organizado.
Cegos pelo fraco desempenho do candidato peessedebê/pefelista, penalizam o mais populoso Estado da nação ao não aceitar ajuda federal. Preferem bater boca querendo levar o povo a pensar que há falta de empenho do governo Lula em resolver o problema.
Ora, nem é Lula que aparece na mídia para oferecer essa ajuda, e sim o ministro da Justiça. A maior parte da população sequer sabe se ele é ligado ao PT, o que derruba qualquer ilação de aproveitamento político.
O que o governo paulista, e por extensão os candidatos da oposição, precisam nesse momento é deixar a paranóia e a mesquinharia de lado e pensar na população."
CHARLES GEORGES (São José da Lapa, MG)
"O freqüente e ininterrupto estado de sítio que vive a sociedade da cidade de São Paulo teria de ser, obrigatoriamente, o primeiro dos pronunciamentos dos candidatos, porém, eles sequer tocam no assunto _como bem lembrou Janio de Freitas ('O crime à vontade', Brasil, 8/8), provavelmente os candidatos não têm e não sabem o que dizer para resolver o problema da segurança."
MARCOS BARBOSA (Casa Branca, SP)
"Uma assustadora face da sociedade se revela em momentos de crise como o de agora, que não é da segurança pública, mas uma crise geral deste nosso arranjo social de desigualdades gritantes. Esta face repreesora e brutal da sociedade brasileira. Pois, ao invés de procurarmos, nós, a sociedade civil, combater as causas de tamanhas mazelas, gritamos por socorro àqueles que nos aterrorizaram no passado e que contribuíram decisivamente para que chegássemos à situação atual: o Exército Nacional. E nada mais avesso à paz que repreensão pura e destilada."
WADY ISSA FERNANDES (São Paulo, SP)
"Parece-me proposital a insistência dos meios de comunicação de carimbar como crime organizado somente os bandidos pé-rapados do PCC e do Comando Vermelho. Com isso tentam desviar a atenção das demais organizações criminosas que vêm saqueando e aterrorizando os brasileiros há muito mais tempo. Os criminosos do PCC e do CV, que agem nos presídios e na exploração das drogas, estão na faixa de 25 anos de idade, enquanto as quadrilhas dos sanguessugas, mensalão, privatização, Banestado, venda de sentenças e corrupção institucionalizada, em geral, já acumulam cabelos brancos e muitos anos de impunidade. A investigação feita pela Polícia Federal e a prisão de surpresos 'senhores acima de qualquer suspeita', recentemente em Rondônia, vêm confirmar que os mais importantes grupos e siglas do crime organizado estão infiltrados em nossas instituições democráticas, cooptando até os novos do Ministério Público, em quem depositamos tantas esperanças no combate à corrupção sistêmica existente em nosso país."
JOSÉ RENATO M. DE ALMEIDA (Salvador, BA)
"Pior do que dizer que não dispunha de dados sobre o ensino no Estado e não apresentar nenhum plano para a segurança foi o candidato Alckmin dizer em sua entrevista no 'Jornal Nacional' que já 'temos' dois mortos quando se referiu à ação da 'sua' polícia no dia. Não precisa ser um expert em políticas públicas para saber que, no fundo, essas coisas estão muito relacionadas."
MARCÍLIO GODOI (São Paulo, SP)
"Quero externar minha opinião sobre a postura do JN, na figura de William Bonner e Fátima Bernardes, na entrevista com Geraldo Alckmin.
Não ocorreu, nas perguntas dos jornalistas, uma entrevista com o candidato a presidente _nada foi perguntado sobre seu plano de governo e suas propostas para o cargo em disputa.
Havia apenas cobranças a ele como ex-governador, perguntas pertinentes e críticas, porém referentes apenas ao passado, sem abrir oportunidade para o mesmo se manifestar em relação ao cargo que está em disputa.
Para haver uma justa isonomia, aguardo as entrevistas com os demais candidatos, especialmente com o presidente Lula. O JN terá que também ser incisivo, crítico e imparcial, notadamente sobre todos os fatos do escândalo do mensalão e suas evasivas da época.
Ainda tenho na lembrança a famosa edição do JN pós-segundo debate de 1989, entre Collor e Lula, onde a edição veiculada foi explicitamente privilegiando o primeiro, que maculou por tantos anos a imagem de idoneidade do JN."
GUILHERME MORAIS (São Paulo, SP)
"Já estamos em agosto, faltando menos de dois meses para elegermos presidente da República, governador, senador, deputado federal e estadual.
Tenho ouvido e lido muito que os eleitores têm que escolher muito bem seus representantes. No entanto, fico preocupado. Como é que um povo desassistido, pobre, carente e ignorante vai escolher seus representantes? O pedido para ele utilizar critérios rigorosos para sua escolha vai passar necessariamente pelo assistencialismo prestado por alguns candidatos. 'Vou votar no fulano de tal porque ele me arrumou um par de óculos'. E o candidato continua por lá, com suas gordas verbas de gabinete, fazendo assistencialismo barato com o dinheiro que a população gera e que, por direito, deveria ser-lhe devolvido em benefícios sociais.
Como escolher um nome se quase a totalidade dos atuais ocupantes dos cargos políticos são candidatos à reeleição? Um Congresso que tem mais de 100 deputados envolvidos em atos irregulares (para não falar em crimes contra a população) vai fazer alguma coisa para mudar este atual quadro? Só sabem legislar em causa própria, acobertados pelos seus pares _uma mão lava a outra.
Que Deus ilumine não o nosso voto, mas a cabeça daqueles que tivermos que eleger."
LUIZ ROBERTO SILVEIRA (Paranaguá, PR)
"Chegou a hora do povo mostrar a sua capacidade de reação, banindo da vida pública aqueles que fizeram do mandato político, que lhes foi outorgado para defender os interesses da coletividade, gazuas para assaltar os cofres públicos. O sistema eleitoral brasileiro, reconhecidamente repleto de imperfeições, não impede o eleitor de punir os corruptos, sejam políticos ou apaniguados, que perdem o poder derrotados nas urnas.
Há, entretanto, o risco de manipulação da vontade do povo, já que o processo de votação com máquinas eletrônicas, embora o melhor do mundo, facilite a fraude na computação dos resultados."
ROSANE GUIMARÃES MACHADO (Rio de Janeiro, RJ)
"Ao ler o artigo 'Tudo Azul', de Eliane Cantanhêde (Opinião, 8/8), mais uma vez penso que minha idéia sobre eleições no Brasil é cada vez mais válida: como ninguém que for eleito tem o interesse de fazer algo de bom, seria melhor que, ao invés de serem gastos milhares de reais, fossem realizados sorteios, ou seja, os nomes dos interessados aos cargos seriam colocados numa sacola e sorteados: presidente, vice, deputados, senadores, governadores. Pelo menos assim não teríamos o arrependimento de votarmos em algum candidato."
BRAZ FERRAZ CARLOMANHO (Piracicaba, SP)
"Primoroso, sob todos os aspectos, o artigo do jurista Ives Gandra da Silva Martins ('Constituinte exclusiva', 'Tendências/Debates', 8/8).
Acredito ser indispensável a inclusão de cláusula impeditiva de participação, como Constituinte, de detentores de mandato e proibição de se candidatarem na próxima legislatura _de preferência, nas duas próximas.
O nível de degradação e ausência de valores éticos e morais que temos verificado em todos os níveis, tanto legislativo, executivo, judiciário e boa parcela dos operadores de direito, nos impõe urgência na adoção de medidas para execução dessa premissa."
JOSÉ CASSIANO DOS SANTOS (Presidente Venceslau, SP)
"Como magistrado e professor na área jurídica, lembro respeitosamente ao mestre Ives Gandra Martins que os direitos fundamentais, escritos na Constituição, não apenas de caráter individual, mas também os sociais básicos, e os ditames essenciais da república, da federação e da separação e harmonia dos poderes, devem ser permanentes, sob pena da cidadania ficar à mercê de eventuais retrocessos, para autoritarismos de quaisquer matizes. Revisão constitucional, sim, mas com preservação do que acima consta, e dentro dos mecanismos admitidos na Carta Maior."
LUIZ FELIPE DA SILVA HADDAD (Niterói, RJ)
"O desconhecimento da legislação é o grande vilão, segundo comentários do dr. Fausto, diretor-presidente da ANS, autarquia que deveria cuidar dos interesses também dos usuários dos planos de saúde ('Ressarcimento ao SUS: a ANS esclarece', 'Tendências/Debates', 8/8).
Desafio o dr. Fausto a comentar _sem o auxílio de seu núcleo duro_ metade das resoluções operacionais (RO's), ou de diretoria colegiada (RDC's) ou mesmo as portarias que essa autarquia produziu durante esses seus 5 anos e pouco de existência.
A carga de informação produzida superou até o conhecimento específico de seus próprios técnicos, que se embaralham para explicá-las quando inquiridos nos 0800 disponibilizados com essa finalidade. Não vou aqui lembrar do vexame da transição dos planos novos e antigos, verdadeira barbárie cometida contra todos os cidadãos brasileiros.
Por certo que quem tem o poder de legislar em causa própria, como é o caso da ANS, pode brincar à vontade e depois voltar atrás, sempre protegida com o escudo da autoridade competente, produzindo quilos de informação destinada a normatização e fiscalização da saúde privada, num país de carentes e iletrados."
CARLOS ALBERTO SEIXAS JR. (São Paulo, SP)
Ataques
"A declaração do governador Cláudio Lembo, dizendo-se 'surpreso' com a nova onde de ataques, expõe de forma muito clara que não temos o principal: um serviço de inteligência que possa mapear toda a estrutura do PCC e antecipar suas ações, única forma de conseguir vencer o crime organizado.
Não parece óbvio que ficar simplesmente reagindo (se é que dá para considerar 'reações' proteger as delegacias e parar motoqueiros) não irá melhorar em nada a situação?
Surpresos estamos nós, governador, ao perceber cada vez mais que o único governo estruturado e eficiente é o do crime organizado!"
MÁRCIA ANDRADE PRADO (São Paulo, SP)
"Curiosa São Paulo. Em 1º de maio, presenciei mais de 1 milhão de pessoas na Paulista. Este ano, mais uma vez, mais de 1 milhão de pessoas fizeram a Parada Gay. Mas após os atentados da bandidagem, nada aconteceu. Nem 15 minutos de paralisação geral, nem ao menos mil pessoas na Paulista. Não sei o que é mais assustador, a ousadia dos bandidos ou a passividade da população."
SEVERO RUPPEL (Curitiba, PR)
"Não dá para entender como um Estado da importância de São Paulo tem como secretário da segurança pública um cidadão como o sr. Saulo de Castro. Eu acompanhei a sua entrevista na Band segunda-feira à noite e em outras oportunidades. Este cidadão é um despreparado e, acima de tudo, desequilibrado. Não merece o respeito do povo de São Paulo. Tem que ser demitido já. E já é tarde. Será que o sr. Cláudio Lembo não está vendo isso?"
VALTAIR CAETANO APOLINÁRIO (Toledo, PR)
"Qualquer pessoa sensata fica abismada com a postura irresponsável do governo paulista neste triste episódio dos ataques do crime organizado.
Cegos pelo fraco desempenho do candidato peessedebê/pefelista, penalizam o mais populoso Estado da nação ao não aceitar ajuda federal. Preferem bater boca querendo levar o povo a pensar que há falta de empenho do governo Lula em resolver o problema.
Ora, nem é Lula que aparece na mídia para oferecer essa ajuda, e sim o ministro da Justiça. A maior parte da população sequer sabe se ele é ligado ao PT, o que derruba qualquer ilação de aproveitamento político.
O que o governo paulista, e por extensão os candidatos da oposição, precisam nesse momento é deixar a paranóia e a mesquinharia de lado e pensar na população."
CHARLES GEORGES (São José da Lapa, MG)
"O freqüente e ininterrupto estado de sítio que vive a sociedade da cidade de São Paulo teria de ser, obrigatoriamente, o primeiro dos pronunciamentos dos candidatos, porém, eles sequer tocam no assunto _como bem lembrou Janio de Freitas ('O crime à vontade', Brasil, 8/8), provavelmente os candidatos não têm e não sabem o que dizer para resolver o problema da segurança."
MARCOS BARBOSA (Casa Branca, SP)
"Uma assustadora face da sociedade se revela em momentos de crise como o de agora, que não é da segurança pública, mas uma crise geral deste nosso arranjo social de desigualdades gritantes. Esta face repreesora e brutal da sociedade brasileira. Pois, ao invés de procurarmos, nós, a sociedade civil, combater as causas de tamanhas mazelas, gritamos por socorro àqueles que nos aterrorizaram no passado e que contribuíram decisivamente para que chegássemos à situação atual: o Exército Nacional. E nada mais avesso à paz que repreensão pura e destilada."
WADY ISSA FERNANDES (São Paulo, SP)
Corrupção
"Parece-me proposital a insistência dos meios de comunicação de carimbar como crime organizado somente os bandidos pé-rapados do PCC e do Comando Vermelho. Com isso tentam desviar a atenção das demais organizações criminosas que vêm saqueando e aterrorizando os brasileiros há muito mais tempo. Os criminosos do PCC e do CV, que agem nos presídios e na exploração das drogas, estão na faixa de 25 anos de idade, enquanto as quadrilhas dos sanguessugas, mensalão, privatização, Banestado, venda de sentenças e corrupção institucionalizada, em geral, já acumulam cabelos brancos e muitos anos de impunidade. A investigação feita pela Polícia Federal e a prisão de surpresos 'senhores acima de qualquer suspeita', recentemente em Rondônia, vêm confirmar que os mais importantes grupos e siglas do crime organizado estão infiltrados em nossas instituições democráticas, cooptando até os novos do Ministério Público, em quem depositamos tantas esperanças no combate à corrupção sistêmica existente em nosso país."
JOSÉ RENATO M. DE ALMEIDA (Salvador, BA)
Alckmin
"Pior do que dizer que não dispunha de dados sobre o ensino no Estado e não apresentar nenhum plano para a segurança foi o candidato Alckmin dizer em sua entrevista no 'Jornal Nacional' que já 'temos' dois mortos quando se referiu à ação da 'sua' polícia no dia. Não precisa ser um expert em políticas públicas para saber que, no fundo, essas coisas estão muito relacionadas."
MARCÍLIO GODOI (São Paulo, SP)
"Quero externar minha opinião sobre a postura do JN, na figura de William Bonner e Fátima Bernardes, na entrevista com Geraldo Alckmin.
Não ocorreu, nas perguntas dos jornalistas, uma entrevista com o candidato a presidente _nada foi perguntado sobre seu plano de governo e suas propostas para o cargo em disputa.
Havia apenas cobranças a ele como ex-governador, perguntas pertinentes e críticas, porém referentes apenas ao passado, sem abrir oportunidade para o mesmo se manifestar em relação ao cargo que está em disputa.
Para haver uma justa isonomia, aguardo as entrevistas com os demais candidatos, especialmente com o presidente Lula. O JN terá que também ser incisivo, crítico e imparcial, notadamente sobre todos os fatos do escândalo do mensalão e suas evasivas da época.
Ainda tenho na lembrança a famosa edição do JN pós-segundo debate de 1989, entre Collor e Lula, onde a edição veiculada foi explicitamente privilegiando o primeiro, que maculou por tantos anos a imagem de idoneidade do JN."
GUILHERME MORAIS (São Paulo, SP)
Eleições
"Já estamos em agosto, faltando menos de dois meses para elegermos presidente da República, governador, senador, deputado federal e estadual.
Tenho ouvido e lido muito que os eleitores têm que escolher muito bem seus representantes. No entanto, fico preocupado. Como é que um povo desassistido, pobre, carente e ignorante vai escolher seus representantes? O pedido para ele utilizar critérios rigorosos para sua escolha vai passar necessariamente pelo assistencialismo prestado por alguns candidatos. 'Vou votar no fulano de tal porque ele me arrumou um par de óculos'. E o candidato continua por lá, com suas gordas verbas de gabinete, fazendo assistencialismo barato com o dinheiro que a população gera e que, por direito, deveria ser-lhe devolvido em benefícios sociais.
Como escolher um nome se quase a totalidade dos atuais ocupantes dos cargos políticos são candidatos à reeleição? Um Congresso que tem mais de 100 deputados envolvidos em atos irregulares (para não falar em crimes contra a população) vai fazer alguma coisa para mudar este atual quadro? Só sabem legislar em causa própria, acobertados pelos seus pares _uma mão lava a outra.
Que Deus ilumine não o nosso voto, mas a cabeça daqueles que tivermos que eleger."
LUIZ ROBERTO SILVEIRA (Paranaguá, PR)
"Chegou a hora do povo mostrar a sua capacidade de reação, banindo da vida pública aqueles que fizeram do mandato político, que lhes foi outorgado para defender os interesses da coletividade, gazuas para assaltar os cofres públicos. O sistema eleitoral brasileiro, reconhecidamente repleto de imperfeições, não impede o eleitor de punir os corruptos, sejam políticos ou apaniguados, que perdem o poder derrotados nas urnas.
Há, entretanto, o risco de manipulação da vontade do povo, já que o processo de votação com máquinas eletrônicas, embora o melhor do mundo, facilite a fraude na computação dos resultados."
ROSANE GUIMARÃES MACHADO (Rio de Janeiro, RJ)
"Ao ler o artigo 'Tudo Azul', de Eliane Cantanhêde (Opinião, 8/8), mais uma vez penso que minha idéia sobre eleições no Brasil é cada vez mais válida: como ninguém que for eleito tem o interesse de fazer algo de bom, seria melhor que, ao invés de serem gastos milhares de reais, fossem realizados sorteios, ou seja, os nomes dos interessados aos cargos seriam colocados numa sacola e sorteados: presidente, vice, deputados, senadores, governadores. Pelo menos assim não teríamos o arrependimento de votarmos em algum candidato."
BRAZ FERRAZ CARLOMANHO (Piracicaba, SP)
Constituinte
"Primoroso, sob todos os aspectos, o artigo do jurista Ives Gandra da Silva Martins ('Constituinte exclusiva', 'Tendências/Debates', 8/8).
Acredito ser indispensável a inclusão de cláusula impeditiva de participação, como Constituinte, de detentores de mandato e proibição de se candidatarem na próxima legislatura _de preferência, nas duas próximas.
O nível de degradação e ausência de valores éticos e morais que temos verificado em todos os níveis, tanto legislativo, executivo, judiciário e boa parcela dos operadores de direito, nos impõe urgência na adoção de medidas para execução dessa premissa."
JOSÉ CASSIANO DOS SANTOS (Presidente Venceslau, SP)
"Como magistrado e professor na área jurídica, lembro respeitosamente ao mestre Ives Gandra Martins que os direitos fundamentais, escritos na Constituição, não apenas de caráter individual, mas também os sociais básicos, e os ditames essenciais da república, da federação e da separação e harmonia dos poderes, devem ser permanentes, sob pena da cidadania ficar à mercê de eventuais retrocessos, para autoritarismos de quaisquer matizes. Revisão constitucional, sim, mas com preservação do que acima consta, e dentro dos mecanismos admitidos na Carta Maior."
LUIZ FELIPE DA SILVA HADDAD (Niterói, RJ)
ANS
"O desconhecimento da legislação é o grande vilão, segundo comentários do dr. Fausto, diretor-presidente da ANS, autarquia que deveria cuidar dos interesses também dos usuários dos planos de saúde ('Ressarcimento ao SUS: a ANS esclarece', 'Tendências/Debates', 8/8).
Desafio o dr. Fausto a comentar _sem o auxílio de seu núcleo duro_ metade das resoluções operacionais (RO's), ou de diretoria colegiada (RDC's) ou mesmo as portarias que essa autarquia produziu durante esses seus 5 anos e pouco de existência.
A carga de informação produzida superou até o conhecimento específico de seus próprios técnicos, que se embaralham para explicá-las quando inquiridos nos 0800 disponibilizados com essa finalidade. Não vou aqui lembrar do vexame da transição dos planos novos e antigos, verdadeira barbárie cometida contra todos os cidadãos brasileiros.
Por certo que quem tem o poder de legislar em causa própria, como é o caso da ANS, pode brincar à vontade e depois voltar atrás, sempre protegida com o escudo da autoridade competente, produzindo quilos de informação destinada a normatização e fiscalização da saúde privada, num país de carentes e iletrados."
CARLOS ALBERTO SEIXAS JR. (São Paulo, SP)