Gilberto Dimenstein
Um oásis de emprego para jovens
Quem estiver interessado em modelos para geração de empregos para jovens --um dos grandes problemas nacionais-- deve prestar atenção na cidade de Indaiatuba, uma região industrial no interior de São Paulo, próxima de Campinas. Lá se criou uma espécie de oásis para emprego juvenil.
A prefeitura já tinha uma escola técnica em parceria com o governo federal, aproveitando as vocações econômicas locais, de onde 98% dos alunos saíam empregados; os 2% restantes só não pegavam emprego porque não queriam, oferta não falta.
A cidade foi mais longe, ao fazer uma parceria com o governo estadual, mais uma vez orientada pelas vocações da região. Fizeram uma lista das demandas das empresas e montaram-se cursos técnicos dentro das escolas estaduais, aproveitando espaço ocioso, com ensino a distância combinado com monitoria presencial --esse modelo é inusitado, já que mistura a formação técnica com o ensino regular. A experiência está mais detalhada em meu site www.dimenstein.com.br.
É mínina a chance de um jovem, uma vez formado, ficar sem emprego. Agora que se discute a expansão do ensino técnico, já que muitas empresas reclamam de falta de mão-de-obra qualificada. Além disso, o governo federal lançou uma polêmica ao pedir a remodelação do bilionário Sistema S (Sesi e Senac), a pequena cidade de Indaiatuba aparece com um interessante modelo de tecnologia social.
Poucos problemas são tão relevantes no país como melhorar a produtividade das empresas e incluir os jovens no mercado de trabalho.
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Gilberto Dimenstein, 48, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras. E-mail: palavradoleitor@uol.com.br |
