Gilberto Dimenstein
Dilma será o novo Ronaldo?
da Folha Online
Entre os políticos, o câncer teria abalado as pretensões presidenciais de Dilma Rousseff. Mas é o contrário na opinião pública: segundo pesquisa Vox Populi seu apoio é expressivamente maior ( 33%) entre os eleitores informados sobre sua doença. É o efeito resiliência --e só mostra que se ela vencer a doença, o que é bem possível, segundo os especialistas, sairá mais forte politicamente.
É um tema de crescente interesse entre psicólogos e educadores, por revelar a capacidade de enfrentar desafios.
Acaba de ser lançado um livro intitulado "Recomeços", em que várias pessoas, muitas delas célebres como Bárbara Paz, João Carlos Martins, Rita Cadilac, Paulo Borges e Lily Marinho, falam sobre como se reinventaram diante das dificuldades -- alguns trechos estão no www.catracalivre.com.br.
É rigorosamente impossível não se emocionar com cada depoimento. Isso porque admiramos (e perdoamos) resilientes --o caso mais recente é o do jogador Ronaldo.
O fato é que, enquanto para os racionais políticos, a doença de Dilma trouxe debates como prorrogação de mandatos ou terceiro mandato, para a opinião pública trouxe empatia, como se vê na pesquisa --e só tende a aumentar.
Em suma, se a doença não atrapalhar sua candidatura, a ministra vai sair dessa politicamente muito mais forte --afinal, será o caso mais popular de resiliência.
Se esse toque emocional é bom ou ruim numa disputa eleitoral é outra questão --afinal, o mais importante critério para escolher um governante é sua capacidade de gestão.
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Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras. E-mail: palavradoleitor@uol.com.br |

Devemos mudar a mentalidade através da educação e importar modelos que deram certo.
Devemos incentivar o espirito empreendedor, através de escolas e universidades e fazer uma limpeza no setor público.
Infelizmente não é essa a visão do governo Lula-PT e nem foi do FHC-PSDB.
Estamos com uma mentalidade colonial, onde o sonho de muitoso cidadãos é trabalhar para o "rei" devido às regalias.
Em universidades de ponta, como USP, estudantes de engenharia, fisica,matematica querem ser funcionarios públicos. E como surgerá empresas e tecnologia com tal mentalidade?
[]s
Eduardo.
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O sucesso de Lula esta sendo financiado pelo Estado, estatais e especulações publicitárias e sobrecarregando o setor privado.
Como cidadão, estou vendo o dinheiro dos impostos sendo mal gasto. Suor de muita gente indo pelo "ralo" e virando folha de pagamento por ai.
Mais alguns anos de PT, adeus plano Real e equilibrio público.
[]s
Eduardo
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