Pensata

Gilberto Dimenstein

25/09/2009

Com quem você beberia cerveja?

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Essa questão foi colocada para jovens da elite universitária da cidade de São Paulo (USP, PUC, Unifesp, entre outras). A ideia era, em essência, descobrir quem faz a cabeça daquele pessoal que, mais cedo ou mais tarde, vai comandar o país. Dá para ver a distância com a política no geral e os políticos em particular. Nem Lula consegue se destacar --a íntegra da pesquisa está no www.catracalivre.com.br. Lembre-se que Lula é um dos políticos mais populares da história do Brasil.

A disposição de beber uma cerveja com Lula, Aécio Neves e Gabeira está muito abaixo do que Selton Melo, Wagner Moura, Luciano Huck, Fernanda Lima. O que significa que os políticos não estão conseguindo ter um discurso que provoque empatia com a elite universitária.

Certamente pesa aqui uma visão individualista, que desconsidera a importância da ação coletiva. Mas também pesa os intermináveis escândalos.

O fato é que a futura elite não se dispõe nem a prestar atenção na política. Nem, muito menos, participar de partidos. Como se vai montar um sistema democrático sem partidos que seduzam os talentos da sociedade?

No final, a ação política tende a ficar com os mais desqualificados.

Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.

E-mail: palavradoleitor@uol.com.br

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