Kennedy Alencar
Transferência de votos
Antes do primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva era um tremendo cabo eleitoral, com facilidade surpreendente de transmitir votos para os candidatos que apoiasse. Passada a primeira fase, Lula virou quase um pato manco, incapaz de transferir sua popularidade para os aliados. As duas avaliações são equivocadas.
Lula continua a ser um cabo eleitoral importante. Sua influência é menor em pleitos municipais e tende a ser maior na disputa nacional de 2010. Esse negócio de poste ter futuro na política é exceção, não a regra.
Para começar, uma obviedade. Os temas das eleições municipais são municipais. Saúde, por exemplo, é a preocupação campeã nas pesquisas. Se há um cenário nacional econômico positivo, isso reforça ainda mais a discussão de temas paroquiais, no bom sentido.
Gestões bem avaliadas tendem a continuar no poder ou a vitaminar a campanha de sucessores. É o caso da candidatura do prefeito Gilberto Kassab, que obteve 61% de índice ótimo/bom, segundo o Datafolha divulgado na quinta-feira (09/10).
A eleição paulistana ficou muito difícil para a ex-prefeita Marta Suplicy, candidata do PT de Lula. O mesmo Datafolha mostrou simulação de segundo turno na qual Kassab bate Marta por 54% a 37%.
Mantida essa tendência, a derrota de Marta em São Paulo será um revés para Lula e para o PT. A hoje provável vitória de Kassab se transformará numa vitória política para o governador de São Paulo, José Serra.
Qual a influência desse resultado sobre a sucessão presidencial de 2010? Para Serra, muito bom. Ajuda-o na disputa contra o governador Aécio Neves (MG) pela candidatura tucana ao Palácio do Planalto, apesar de o mineiro ainda estar no jogo. Para Lula, ruim. O resultado é evidência da dificuldade do PT na maior cidade do país, um campo de batalha importante na disputa presidencial.
No entanto, a eleição presidencial será um palco mais adequado para avaliar a real capacidade de transferência de votos de Lula para o seu candidato. Hoje, ele está comprometido até o pescoço com o projeto presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Na disputa municipal, Lula pode argumentar que será um grande parceiro do candidato do seu partido, mas esse discurso é contraditório com a prática e as próprias palavras do presidente de que não faz discriminação administrativa. Na eleição presidencial, a conversa será outra.
Os oito anos do governo Lula estarão sob julgamento. O presidente deverá se licenciar em parte do período eleitoral para subir no palanque e fazer campanha. Ele estará empenhado em defender a sua obra. O discurso está pronto. Gostou da gestão Lula? Vote em Dilma.
Claro que outros fatores influenciarão o voto. O eleitorado precisará "comprar" o candidato. Kassab, por exemplo, foi aceito por setores da classe média situados na centro-esquerda do espectro político. Dilma vai encantar?
A situação econômica em 2010 será importante elemento para avaliar as chances da situação. Se Lula manejar bem a atual crise, poderá colher frutos de boa governança que lhe são negados pela oposição. Se o Brasil se afundar ou piorar muito, a oposição terá boa chance de vencer a parada.
Resumo da ópera: o teste de transferência de votos de Lula se dará em 2010, e tudo indica que ele terá papel para lá de relevante.
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Opinião federal
Quem esteve com Lula recentemente ouviu que ele acha um erro Marta associar Kassab ao ex-prefeito Celso Pitta. Para o presidente, a grande maioria do eleitorado não dá a menor bola para isso.
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Reflexão oportuna
O deputado federal Leonardo Quintão (PMDB) foi um dos fenômenos do primeiro turno. Obrigou dois pesos-pesados da política mineira, o governador Aécio Neves (PSDB) e o prefeito Fernando Pimentel (PT), a enfrentar uma segunda etapa. O candidato da dupla, Márcio Lacerda (PSB), esperava vencer na primeira rodada.
Ser bom de TV e ter carisma são atributos de Quintão, mas isso é pouco. Mais: a história recente do PMDB em Minas não recomenda esperança de boa gestão em Belo Horizonte. Talvez o susto faça bem a Aécio e Pimentel, que poderão se empenhar para convencer o eleitor a optar por um candidato que parece representar um projeto político mais moderno.
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Janela de oportunidade
Analistas de pesquisa avaliam que Marta teve uma chance de levar a eleição no primeiro turno e a perdeu. No momento em que o tucano Geraldo Alckmin (PSDB) começou a cair e Gilberto Kassab (DEM) iniciou a arrancada para superar o tucano, a petista teria tido a chance de capturar um eleitorado de classe média decisivo.
No mapa dos distritos paulistanos, Marta venceu na periferia, entre os mais pobres. Mas perdeu no centro mais rico --talvez menos pobre seja mais adequado. Os mesmos analistas que achavam que ela tinha uma chance de ganhar a parada no primeiro turno acreditam que ela está perto de uma derrota.
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Kennedy Alencar, 41, colunista da Folha Online e repórter especial da Folha em Brasília. Escreve para Pensata às sextas e para a coluna Brasília Online, sobre bastidores do poder, aos domingos. É comentarista do telejornal "RedeTVNews", de segunda a sábado às 21h10, e apresentador do programa de entrevistas "É Notícia", aos domingos às 23h30. |

Assim nasce a história contemporanea do Brasil.
Como nossos politicos (politiqueiros) fazem um Estado inconsequente e irresponsavel, com burocracia, inventada criada para gerar estruturas solidas como sustentaculos da corrupção.
E assim se faz um Estado Aristocratico, de dar inveja a qualquer sistema totalitario do Universo, ou aos grandes senhores Feudais donos de escravos e seus latifundios, imprestaveis, ou se prestando para tirarem dinheiro do Estado inconsequente, corrupto e totalmente oportunista.
Esse é o atual o hoje do Estado Brasileiro, tambem foi ontem, e antes de ontem tambem, e quem algum dia tentou terminar com o Poder da Aristocracia como Getulio Vargas eles matão, cruelmente e comem seu coração, como se fossem algozes do mal.
E se um dia Bandeiras de liberdade se levantaram para por fim aos privilégios de uma escravidão, tambem as pessoas os herois os valentes farropilhas, foram assassinados, não eles! mas covardemente suas mulheres e filhos, porque covardes não lutam com homens os detroem destruindo o bem mais grandioso de um homem sua familia.
Hoje, o amanhã os ventos são frios e gelidos, congelo nosso sangue e somos levados por sistemas que portegem os donos do Poder.
O Poder tem interesses, os donos se interagem para lucrar, para sugar todo o sangue de uma Nação que está sendo destruida, ou não é destruir aceitar a violencia de mais de 40.000 mil homicidios por ano.
Não dar oportunidade para dignidade, é destruir!
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Muito Grato.
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Também verificando título de matérias na folha online, vejo que foi feita menção a ela(vigília), onde os senadores Paulo Pain, Mão Santa, Mário Couto e José Neri entre outros, se revesarão até as 06h00 de amanhã(19/11) com pronunciamentos na defesa dos aposentados.
Realmente há uma necessidade de recomposição de seu valor, assim como a extinção do fator previdenciário, pelo qual o benefício do INSS sofre uma redução em relação ao valor base de cálculo das contribuições.
A alegação do governo é que não possui recursos, entretanto para socorrer empresas que possivelmente não souberam se administrar ou assumiram compromissos além de suas possibilidades não está faltando, motivo que nos leva a uma indignação.
Porque dois pesos e duas medidas, vale então a pena contribuir para o INSS ou não será melhor optar por uma previdência privada, são dois gumes cortantes, que não se sabe qual a melhor opção, pois na previdência privada existe o problema da garantia e respectiva gestão dos recursos.
Resumindo, ser aposentado neste país é uma questão de insegurança.
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