Eduardo Ohata
14/05/2006
Claro, a maior controvérsia gira em torno dos golpes baixos, que acabaram por definir a luta.
Mas... eles foram mesmo?
Da minha posição (quase) à beira do ringue, da sexta fileira, pareceu que o golpe que resultou na primeira dedução de pontos do brasileiro foi realmente baixo.
Mas os outros dois?
Pegaram na cintura do calção. Ou seja, tecnicamente, poderiam até ser considerados "baixos". Mas nessa região não teriam o poder para causar a dor que Eric "Super Mouse" Aiken parecia estar sentindo. Na dúvida, o melhor critério para definir o que fazer é o bom senso. Que faltou ao árbitro Charlie Dwyer.
Espantosamente, até mesmo o manager de Aiken, Mike Powers, não quis se comprometer e preferiu não cravar que os três golpes foram baixos. Limitou-se a dizer que teria de rever o teipe.
Claro, o juiz errou. E feio. Mas uma questão ficou no ar.
Se havia percebido que o árbitro estava mal intencionado, por que Sertão seguiu jogando aqueles golpes abertos na linha de cintura? Quer dizer, de certa maneira, ele acabou colocando a decisão da luta nas mãos do juiz.
Em um mundo perfeito, Sertão não precisaria se preocupar com as atitudes do árbitro. Claro, se esse fosse um mundo perfeito, o que não é o caso, não estaríamos todos passíveis de ser vitimados por injustiças perpetradas por alguns cretinos que necessitam aprender ao menos um pouco sobre como é ao menos se passar por um ser humano.
Estupro no ringue
Sertão foi roubado no sábado à noite.Claro, a maior controvérsia gira em torno dos golpes baixos, que acabaram por definir a luta.
Mas... eles foram mesmo?
Da minha posição (quase) à beira do ringue, da sexta fileira, pareceu que o golpe que resultou na primeira dedução de pontos do brasileiro foi realmente baixo.
Mas os outros dois?
Pegaram na cintura do calção. Ou seja, tecnicamente, poderiam até ser considerados "baixos". Mas nessa região não teriam o poder para causar a dor que Eric "Super Mouse" Aiken parecia estar sentindo. Na dúvida, o melhor critério para definir o que fazer é o bom senso. Que faltou ao árbitro Charlie Dwyer.
Espantosamente, até mesmo o manager de Aiken, Mike Powers, não quis se comprometer e preferiu não cravar que os três golpes foram baixos. Limitou-se a dizer que teria de rever o teipe.
Claro, o juiz errou. E feio. Mas uma questão ficou no ar.
Se havia percebido que o árbitro estava mal intencionado, por que Sertão seguiu jogando aqueles golpes abertos na linha de cintura? Quer dizer, de certa maneira, ele acabou colocando a decisão da luta nas mãos do juiz.
Em um mundo perfeito, Sertão não precisaria se preocupar com as atitudes do árbitro. Claro, se esse fosse um mundo perfeito, o que não é o caso, não estaríamos todos passíveis de ser vitimados por injustiças perpetradas por alguns cretinos que necessitam aprender ao menos um pouco sobre como é ao menos se passar por um ser humano.
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Eduardo Ohata, 34, é jornalista do caderno Esporte da Folha e comentarista da ESPN. É colunista de boxe há mais de 10 anos. Escreve para a Folha Online, quinzenalmente, aos sábados. E-mail: eohata@folhasp.com.br |
