Pensata

Lúcio Ribeiro

09/07/2003

O que está acontecendo?

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"Why don't you listen to me?
What is your problem, babyyyyy"
Grafiti, em "What Is the Problem"

"I may not always love you
But long as there are stars above you
You never need to doubt it
I'll make you so sure about it"
Beach Boys, em "God Only Knows"

"You say I'm not underground
I'm rich, I'm famous, I'm vanish, I'm glitz
I'm the story, I'm the star you know,
Like the Big Dipper"
Tiga (Felix Da Housecat), em "Madame Hollywood"

"She said "I'll throw myself away,
They're just photos after all"
I can't make you hang around.
I can't wash you off my skin"
Queens of the Stone Age, em "Go with the Flow"





Começamos esta coluna pós-feriado (em São Paulo, sorry demais localidades) ainda adormecidos com uma notícia que chocou o planeta nesta semana. A revista "W", acima, revelou um dos mais bem guardados segredos da humanidade.
"Eu dormi apenas com uma pessoa em toda a minha vida. Nossa relação já tinha dois anos e eu achei que o Justin era 'o' cara. Mas eu estava errada."

* Semana passada São Paulo foi atropelada pelo Fashion Week, evento da moda de descolados para descolados que teve, entre outras coisas, algumas funções pop.
Primeiro provocar festas de electrotechnorock de arrombar. Depois por estabelecer aqui que o hit da hora, assim como lá, é a contagiante "Satisfaction", afetado dance eletrônico quebra-costela do DJ ítalo-francês Benny Benassi. E, last but not least, o evento fashion ajudou a enterrar de vez a onda da calcinha para fora da calça, um lance tão 2002. O negócio agora, segundo estudiosos das manias femininas, é mostrar o... cofrinho. Ou você acha que a cantora e skatista Avril Lavigne revelou o dela de bobeira, ao vivo na TV canadense, semana retrasada (duas colunas atrás)?

Estou mentindo, Aguilera?




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SÃO PAULO FERVE
(O QUE ESTÃO FAZENDO COM O ROCK?)

O cenário pop anda bem confuso, mas isso está longe de ser um mau sinal. O rock está sem graça, o rock está legal. A música eletrônica perdeu a força ou nunca bombou tanto.
O electro acabou ou o electro é a salvação. O nevoeiro em cima das várias tendências está denso, e a "culpa" de tudo isso é a mistura, tão e sempre defendida por esta coluna.
O que acontece, no fim, é que o resultado deste imbróglio pop está levando muito mais roqueiro para as pistas eletrônicas e muito mais clubber para as pistas de rock.
Tem gente que vê o electro como o capeta do rock. Outros acham que o gênero atrai todas as tribos porque, além de ser extremamente dançante, traz elementos que agradam ambas as tendências e "une os povos".
Uma leitora, que parece muito esperta e bem-informada, é do primeiro grupo e mandou um e-mail indignada com o que estão fazendo com o rock. O começo dizia o seguinte:
"Será que estou maluca ou o electro está dando um novo status ao rock em São Paulo?
Não é engraçado que tenha sido necessário surgir um novo estilo, que na verdade não passa de um revival dos anos 80 misturado à música eletrônica para fazer com que o rock saísse do quase gueto em que estava e virasse hype?
É o rock se tornando cool novamente graças à música eletrônica!"
A pergunta que me vem à cabeça é: e daí?
São Paulo ferve como nao fervia desde os anos 80. A noite roqueira On the Rocks, segundas no D-Edge (clube de eletrônica), recebeu quase 600 pessoas nesta semana e bateu seu recorde de público. Você entendeu bem? Clube de rock numa segunda-feira.
O Xingu, na última sexta-feira, em sua noite Electroshock (electro, disco funk, punk funk) nunca recebeu tanta gente, atingindo também seu recorde de visitação.
Na Funhouse, bar de rock, também na sexta passada, pessoas se espremiam enquanto na pista rolava Audio Bullys.
Outro pilar do rock, o DJ Club, na Sound de sábado, tinha um DJ maluco tocando Adam Freeland e Tiga para fãs de rock sacolejar.
Esta movimentação mista da cena musical está empolgante ou é ingenuidade minha?
Opine aí.

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O NOVO NOVO ROCK

O rock pode até estar ganhando um gás maior usando o electro como escada, mas o gênero está longe de pedir socorro. Tanto que já está fugindo do controle a quantidade de novas bandas legais, novas músicas idem que estão surgindo por aí, fazendo Strokes, Hives, Vines e White Stripes cheirarem a dinossauros.
Devo confessar, eu não estou conseguindo dar conta de acompanhar tudo de bom que eu leio sobre, vejo, recebo indicações. Está acontecendo isso com você?
O Kings of Leon, festejado aqui na semana passada, é só a ponta deste levante de novas guitarras que chegam por aí. Do que está dando para correr atrás, segue abaixo uma indicação do que de melhor tem chegado aos ouvidos deste colunista e arrancado interjeições de contentamento. Tudo isso, desnecessário dizer, está ao alcance de mouses mais ágeis.

banda: Kings of Leon
de onde: Tennessee, EUA
o quê: country punk de escola evangélica (hã?) e de extrema sonoridade para uma banda que o mais velho tem 22 anos. Obrigatória.
o que ouvir: "Red Morning Light"

banda: Stellastarr*
de onde: Nova York, EUA
o quê: dizem que é uma mistura de Pixies com Echo & The Bunnymen com jeito de art-rock. O pior é que parece mesmo.
o que ouvir: "Ladyfingers"

banda: The Thrills
de onde: Dublin, Irlanda
o quê: o britpop no que tem de mais hippie. Voz deliciosa, guitarrinha acompanhada de banjo. Para ouvir sentado na relva, com um cabo de mato no canto da boca, que vai cair na hora de cantar junto o refrão. Alguém falou em Beach Boys?
o que ouvir: "Santa Cruz (You're Not That Far)"

banda: Jet
de onde: Melbourne, Austrália
o quê: reencarnação dos Stones e a banda mais anos 60 do mundo são atributos bem colocados para este quarteto australiano de sujeitos engraçados, com barbas jecas e tal. Isso até eles sismarem que são o AC/DC
o que ouvir: "Last Chance"

banda: Elefant
de onde: Nova York, EUA
o quê: garage rock com um dos mais carismático front leader da nova geração. Não torça o nariz pelo fato de o cara ser... argentino. Glamour from Buenos Aires.
o que ouvir: "Bookie"

banda: Grafiti
de onde: Londres (acho)
o quê: projeto de Mike Skinner, o cara por trás do ótimo The Streets. Aqui, mais para o britpop dançante do que para o rap. Mais para Audio Bullys do que para Public Enemy.
o que ouvir: "What Is the Problem"

banda: Sondre Lerche
de onde: de algum lugar da Noruega, mas vive em Nova York
o quê: deliciosas canções pop sobre o amor e suas consequências, boas ou trágicas. O novo Evan Dando? Não foi eu quem falou.
o que ouvir: "Suffused with Love"

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FERNANDA LIMA ENTREVISTA...

Esse "Mochilão MTV" gravado no Reino Unido, como se já não bastasse a Fernanda Lima em si, está bom de se ver. Neste domingo vai ao ar a parte sobre Manchester, com a maneca da emissora musical mostrando o que sobrou do lendário Haçienda; visitando uma lojinha de vinil de Madchester e antes sensacional; passeado na porta do estádio do Manchester United; e entrevistando Mike Joyce e Bonehead, o primeiro ex-Smiths, o último ex-Oasis, que agora têm uma banda juntos.
No mesmo programa ela visita Oxford, mas no caso ficou desinteressante.

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BRITISH SEA POWER

O emissário nova-iorquino desta coluna, Marco Lockmann, grita de Manhattan. "Sorry, mas British Sea Power é a melhor banda do mundo hoje. O Steve Lamaq (DJ da Radio One) já comparou os caras aos Smiths. Acho que o som é diferente, mas é o único grupo depois de Morrissey e Co. a criar um universo de referências em capas de discos/letras etc. BSP fala da Inglaterra pré-rock'n'roll, pássaros empalhados e tal. Para ter uma idéia o ultimo single, 'Carrion' foi lançado em 1.237 cópias em vinil, cada uma com o nome de uma ilha/coral do litoral britânico. E por aí vão as esquisitices. E o mais engraçado é que em um dos sites de fãs do BSP a tua coluna esta linkada:
www.sealy77.freeserve.co.uk/bsparticles.html.

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MICHAEL STIPE E OS SMITHS

O articulador indie carioca Rodrigo Lariú esteve em Londres no final do mês passado e narra em seu blog, www.tefuder.kit.net, um show que viu do REM, no Brixton Academy, no dia 24 de junho. Na descrição do que a banda da Georgia tocou na apresentação, Lariú descreve o papo que Michael Stipe levou com a platéia antes de tocar a fantástica "The One I Love". Ele lembrou certa vez que esteve naquele mesmo Brixton Academy.
"Em 1980 e poucos eu vim aqui no Brixton Academy ver um show de uma banda que vocês talvez nao conheçam... (suspense)... Se chamava The Smiths... (urros). Eu estava na platéia, bem lá atrás igual... igual... (um cara levanta a mão e berra). Isso, igual aquele cara que levantou a mão, usando um sobretudo preto e me achando o mais cool dos londrinos... (risos). E a banda tinha aquele vocalista... Qual era o nome dele mesmo??? (todos: Morrissey!!!)
E ele fazia uma coisa com as mãos, um jeito de dançar, que eu pensei: 'Vou imitar isso!!!' E daí gravamos esta música:"

* E então começa "The One I Love".

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ELECTRIC SIX NO BRASIL

O rock no que o gênero tem de mais divertido. Uma banda com um som sério para não ser levada a... sério. Integrantes com um quê de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. Rock (bom) escrachado, letras inspiradas e certidão de nascimento lavrada em Detroit.
O pop forja o Electric Six, amigos há tempos desta coluna e banda americana com áurea cult que se diz disco-metal, atingiu os primeiros lugares das paradas de música independente e tem seu primeiro disco, 'Fire', lançado no Brasil agora pela Sum Records, quase simultâneo com o mercado europeu e americano.
Originado na Detroit do Eminem, do White Stripes, da Motown e do tecno, o Electric Six é um quinteto, diferente do que o nome sugere. A banda é formada por (atenção aos nomes): Dick Valentine, M, Surge Joebot, Disco e Rock'n'Roll Indian. Quer dizer, era.
Dois meses depois de lançarem o álbum "Fire", o líder do quinteto Six, Dick Valentine, uma espécie de Bozo indie, demitiu todo mundo do grupo menos o baterista, M.

Já recomposto, o Electric Six, então, agora tem a seguinte escalação (atenção para os nomes): Dick Valentine, M, Johnny Na$hinal, The Colonel e Frank Lloyd Bonaventure.
Havia, sim, o sexto Six, o tecladista Tait Nucleus, mas esse ninguém sabe que fim levou.
Nem tão novos assim o Electric Six são. A banda existe de 1996, mas até o meio do ano passado era (pouco) conhecida por Wildbunch. Depois de uma briga na Justiça, tiveram que mudar de nome. Junto com o batismo de Electric Six, veio o sucesso.
A banda começou a ser bastante falada quando, em outubro do ano passado, fizeram seus primeiros shows em Londres, sempre lá.
Depois demorou só o tempo de a excelente disco-metal --o rótulo é deles-- "Danger! High Voltage" ser lançada em single, no começo de janeiro, para a banda literalmente explodir.
"Temos o compromisso pela total diversão. Temos a mais sexy disciplina sonora que o dinheiro pode comprar", disparava o guitarrista Surge Joebot nas primeiras entrevistas para explicar quem ela banda com um hit instantâneo tão dançante e tão barulhento ao mesmo tempo.
E tão sexy: "Fogo na disco. Perigo, perigo. Alta voltagem quando nos tocamos, quando nos beijamos".
E tão misterioso. O que se comenta, e até hoje não está completamente explicado, é se quem faz o backing vocals na música, com voz afeminada, é Jack White, o guitarrista e dono do White Stripes.
"Danger! High Voltage" entrou direto no segundo lugar da parada mainstream de singles na Inglaterra, desbancando o conterrâneo Eminem.
Grande performance no chart inglês teve também o single seguinte, "Gay Bar", outro atrativo do álbum "Fire" e que puxou uma série de três videoclipes imperdíveis (ler texto nesta página).
"Gay Bar", um rock'n'roll básico afetado por guitarras de surf music e vocais sacanas, entrou na quinta colocação entre os mais vendidos no começo do mês passado, no meio de blockbusters como Evanescence e R Kelly.
"Garota, eu quero levá-la a uma boate gay. Vamos começar uma guerra nuclear numa boate gay", gritava Valentine nas rádios já em abril, enquanto os EUA atiravam bombas em Bagdá.
A data inicial do lançamento do single era começo de abril, mas a banda adiou dois meses para não 'ser associada à deprimente atitude americana' da Guerra do Golfo.
Não teve jeito.
Há duas semanas o Electric Six pode provar sua popularidade no gigantesco festival pop Glastonbury, que atestam ter arrastado 120 mil pessoas para a edição deste ano.
Relato do semanário britânico "New Musical Express" fala que o Electric Six obteve um dos maiores "singalong" (quando o público canta junto com a banda uma canção famosa) da história do festival, com "Gay Bar". Isso mesmo antes de eles tocarem a música. A platéia berrava "Gay Bar" em um uníssono impressionante a cada intervalo de música da apresentação do Six.
Quando a banda realmente executou "Gay Bar", Glastonbury, pelo menos nas imediações da tenda onde estava o Electric Six, virou a maior e mais animada pista de dança de tempos recentes.
Já sobre o resto do disco, "Fire", que está sendo lançado no Brasil, o resultado é irregular.
Um punhado de canções rock'n'roll nem ruins, nem entusiasmantes, com um jeitão de disco do Kiss, sem demérito para nenhuma das duas bandas envolvidas.
Mas, para um disco que contém "Danger! High Voltage" e "Gay Bar", para que mais?

* E o Electric Six também é bom para os olhos. Como se não bastassem os vídeos regulares da banda para "Danger! High Voltage" e "Gay Bar", desses que dá até para passar na MTV, a internet ainda provém os fãs da banda com duas versões espetaculares para a segunda delas, "Gay Bar".
O clipe "normal" do engraçado hit que pede por uma guerra nuclear declarada de dentro de uma boate gay traz como personagem principal uma caricatura do ex-presidente americano Abraham Lincoln, em várias poses, trajes (e não trajes) e cantando a letra absurda da música.
A primeira das versões alternativas também caçoa da política americana. E, quando surgiu, no final de março, era atualíssima. Pegaram o discurso que George W. Bush e seu aliado Tony Blair proferiram nos Açores (Portugal) para legitimar a invasão ao Iraque e botaram os dois líderes para cantar "Gay Bar".
A montagem, que se diz pirata mas que parece ser mesmo obra da banda, é bem engraçada. E dá para ver no site www.gaybetamax.co.uk/ nas versões quicktime e flash6.
A edição que sincroniza o movimento da boca do presidente americano e do premier inglês com a letra escrachada de "Gay Bar" é primorosa.
Já o site inglês de animações virtuais Rathergood, que ganhou fama virtual no mundo da música independente por criar vídeos alternativos para hits do momento, também aprontou com a música do Electric Six.
Na sua "leitura" de "Gay Bar". utilizam gatinhos malucos alados ou vestidos com armaduras vikings para interpretar a saga da boate gay criada por Dick Valentine.
A "Gay Bar" felina e absurda está no endereço www.rathergood.com. O site e as sátiras que misturam gatos ao que há de maior destaque na música pop leva a assinatura de Joel Veitch.
O Rathergood virou fama depois que criou clipes alternativos para músicas de outra banda de Detroit, o White Stripes, e para a australiana The Vines.
Na página de Veitch ainda é possível assistir seus gatos tocando e cantando "Fell in Love with a Girl" (White Stripes) e "Outtathaway" (Vines).
O Rathergood traz vídeos, animações e games que não perdoam nem Elvis Presley e Beatles.

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BALADAS

Sábado, na noite Delicious da Funhouse, tem show do ótimo Gasolines, acompanhado de discotecagem de Bruno Saito (Folha de S.Paulo) e Kátia Abreu (B*Scene).// Dando sequência a uma turnê insana em julho, no sábado este colunista pega a estrada para tocar na noite Privilege, no Green Club, em Franca (SP). Antes, na quinta, grava meia hora de discotecagem na rádio Brasil 2000 FM, para ir ao ar na sexta, às 22h, dentro do Balada Brasil 2000, programa que dá dica de bares, clubes e eventos. No sábado, também gravado, quem mostra meia hora de som é o Chuck, guitarrista da banda paulistana Forgotten Boys.// Kid Vinil estréia o projeto All Stars, que vai entupir de rock/pop/eletrônico o Trip Bar (Fradique Coutinho, 1002, Vila Madalena).

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PROMOÇÕES DA SEMANA

Se você leu este troço até aqui sem parar no meio e correr para a coluna do inimputável Humberto Finatti, no site da revista "Dynamite", primeiro meu muito obrigado. Segundo, você então merece concorrer às seguintes delícias pop:

* Uma cópia caseira do espetacular show do Radiohead no recente Glastonbury Festival, com 17 músicas.
* Uma edição limitada do CD "Think Tank", do grande Blur, com capa de veludo vermelha, livrinho com letras e porção multimídia com os vídeos de "Ambulance", "Crazy Beat", "Good Song" e "Out of Time". Tudo gravado ao vivo nos estúdios da MTV em Londres.
* Uma camiseta (a última) do gigantesco Roskilde Festival, o evento da Dinamarca que juntou Queens of the Stone Age e Carlinhos Brown.

O esquemão: e-mails para o lucio@uol.com.br. Como se você não soubesse

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VENCEDORES DA PROMOÇÃO

Toma aí a lista dos papa-prêmios da semana passada.

* Camiseta do Roskilde Festival
Sérgio Torquato
Ribeirão Preto, SP

* CD caseiro do Kings of Leon
Elnive Yivich Sá
Florianópolis, Santa Catarina

* CD oficial do Yeah Yeah Yeahs, o poderoso "Fever to Tell"
Diogo Ribeiro
Embu, SP

* A compilação "Party Anticonformista", do duo de electro-rock Stereo Total
* Jair E. Torres
Maceió, AL

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Tchau mesmo!
Lúcio Ribeiro, 41, é colunista da Folha especializado em música pop e cinema. Também é DJ, edita a revista "Capricho" e tem uma coluna na "Bizz". Escreve para a Folha Online às quartas.

E-mail: lucio@uol.com.br

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