Lúcio Ribeiro
23/07/2003
When I'm lonely I look at you and go
'You don't have to talk baby, I understand you
When I put you in my body you feel all good and cold
You make me live and shit,
and we can only get you on one planet... so far'"
Ryan Adams, em "H20"
"Kool Thing let me play it with your radio
move me, turn me on, baby-o"
Sonic Youth, em "Kool Thing"
"When I first love her
I knew that I'd love her
When I said goodbye
I knew that I lost her
Now that I missed her
I wish I could kiss her"
Elefant, em "Now That I Miss Her"
Salve. Salve.
Você pode me encontrar no club, com a garrafa cheia de "bub". Eu ia tentar iniciar a coluna de um modo mais sério e tal. Parar com essa história de contar lorotas iniciais para depois entrar de verdade no que interessa. Mas eu simplesmente não consigo. Desculpa aí.
A coluna começa muito preocupada com os EUA, país-irmão das Américas. Os motivos são dois.
Primeiro: será que o presidente Palmer está mesmo morto ou é uma cascata que o Jack Bauer enfartado vai resolver?
Segundo: como eles vão se virar com a chegada dos patinhos de borracha na Costa Leste?
Você ouviu falar dessa história? É sério mesmo, pelo que eu pude apurar no site das Garotas Que Dizem Ni.
Um navio chinês carregado de brinquedos de borracha teria afundado em algum lugar do Atlântico e uma carga considerável de briquedos de borracha ficou vagando no mar, à mercê do movimento das marés. E a previsão é a de que os patinhos, ursinhos e macaquinhos de borracha vão chegar à costa nos próximos dias. Já imaginou Nova York invadida pelos patinhos de borracha?
********************
ELEFANT E O QUE PODE SER O INÍCIO DE UMA REVOLUÇÃO
Mesmo sob o risco de parecer que a coluna está bem animal planet nesta semana, é obrigatório falar da banda Elefant, outro nome bacaníssimo a surgir dos porões de Nova York direto para as revistas e jornais pop descolados.
O Elefant começa a aparecer por todos os lados e as razões são três.
Primeiro porque a banda é boa, estupidamente falando o Suede/Placebo do novo som de Nova York, por causa do romantismo glam de seu rock.
Segundo: o vocalista, tipão que já frequenta editorias de moda de revistas como "Vanity Fair", é... argentino. Diego Garcia é o cara.
Terceiro e o mais importante. Em meio à polêmica do momento, a da indústria do disco americana levar à Justiça a molecada que baixa música na internet, o Elefant lidera um movimento sensacional.
A banda recentemente lançou seu primeiro álbum, o gostoso "Sunlight Makes Me Paranoid", que traz um curioso selo na capa.
"Este CD contém todas as faixas em MP3 de alta qualidade, 'super tagged' (com 'tags', que são todas as informações do conteúdo do MP3: nome, banda, álbum, duração, comentários). Insira o disco em seu computador e mande as músicas para a sua pasta de MP3s."
Deu para entender o que está acontecendo aqui?
* "Hail to the Thief", do Radiohead, foi o álbum mais vazado dos últimos tempos. Além de o disco ser disputadíssimo por vir de uma megabanda adorada como o Radiohead, ele foi parar na rede uns dois meses antes de seu lançamento. Se a distribuição de música na internet é o câncer das vendas, como pregam as gravadoras ou a união delas, eu tenho uma perguntinha: por que o CD de Thom Yorke vendeu 44 mil cópias no primeiro dia só na Inglaterra, mais de 250 mil cópias na primeira semana e virou o disco mais rapidamente vendido no Reino Unido desde agosto do ano passado, quando o "nosso" Coldplay quebrou a banca ao soltar seu milionário "A Rush of Blood to the Head"?
* Músicas do Elefant para ouvir agora: "Bokkie" e "Now That I Miss Her".
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KAISER MUSIC SEM FOO FIGHTERS E COM...
Saiu a escalação oficial para o próximo Kaiser Music. Não rolou mesmo o Foo Fighters. Dave Grohl está amarrando uma turnê sul-americana para novembro e não conseguiria vir só para estrelar o festival da marca de cerveja que acontece em setembro, segundo informações vindas de fonte de um país vizinho.
E no lugar do Foo Fighters vem... Deep Purple. Que beleza!
Chamaram o Sepultura para dar um estofo à escalação, para a enganação não ficar total. E botaram os hard-suecos Hellacopters de lambuja, um show legal de ver e tudo mais. Mas que, na composição geral, e pelo potêncial de atrações que tem a Kaiser para fazer um festival decente, resulta em um festival bem assim-assim.
Pena.
De todo modo, para quem se interessar, as datas do Kaiser Music são:
18 de setembro, Porto Alegre
19, Curitiba
20, São Paulo
21, Belo Horizonte.
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TIM FESTIVAL - SÃO PAULO FORA
Sabe aquelas atrações bacanaças do festival que vai rolar apenas no Rio de Janeiro? Rapture, Erol Alkan, Peaches, Super Furry Animals, talvez White Stripes. Que você, por causa da distância, esperava ver em São Paulo, porque afinal de contas não custava nada eles armarem algumas apresentações por aqui e tal?
Pois é, não vai rolar. Sob o risco de esvaziar o evento carioca, é o argumento.
Rapture e o excelente disco novo?
Não.
Erol Alkan e o melhor DJ set do planeta?
Naninha.
Peaches estilo bitch mostrando a sensacional "Father Fucker", música do seu próximo disco?
Nem.
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COLDPLAY NO BRASIL
* Deve ter sido o anúncio dos shows no Brasil, mas o bom-moço Chris Martin parece que perdeu a cabeça tranquila e foi preso na Austrália. Ele ficou bravo só porque um fotógrafo clicou Chris na hora em que ele estava surfando.
O líder do Coldplay, um excelente músico, mas considerado um mala sem tamanho, perseguiu o fotógrafo e, com uma pedra, estourou o pára-brisa do carro do cara.
E ainda tentou esvaziar os pneus. O fotógrafo foi à delegacia, que enviou policiais para prender o roqueiro. Agora Chris vai ter que voltar à Austrália num belo dia para comparecer diante do júri (só falta ser no dia de algum show no Brasil...).
Pior (para ele): se Chris Martin não queria mesmo aparecer surfando, a pior coisa que ele fez foi encrespar com o fotógrafo. As imagens do surfista do rock foram vendidas para o tablóide inglês "The Sun", que tratou de espalhar as fotos pelo mundo.
* Em tempo, a loira atriz Gwyneth Paltrow não estava presente para acalmar o namorado na hora do ataque ao pára-brisa. Tinha ficado no hotel. Será que ela vem ao Brasil?
* o "Sun", não bastasse ter publicado as fotos, ainda tirou um pêlo da cara do Martin. Disse, em um texto de colunista, que era contra violência e tal, mas que a confusão finalmente fez Chris Martin agir como um verdadeiro roqueiro. E que agora pode ser amigo do Liam Gallagher.
* Os ingressos do Coldplay, segundo a produtora que está trazendo a banda, devem começar a ser vendidos na segunda-feira dia 4. Não há preço definido, ainda. As informaçãos completas serão divulgadas nos próximos dias.
* Você reparou que as datas do Coldplay mudaram, e muitos poucos lugares (esta coluna incluída) informaram corretamente. Na verdade, sofreram uma inversão: acontece em São Paulo primeiro, no dia 3 de setembro (Via Funchal). E, no dia 4, no Rio (ATL Hall).
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SONAR BRASIL
O Sonar Sound, a versão brasileira do famoso festival de Barcelona (Espanha), acontecerá no início de dezembro, esta coluna apurou. A idéia é fazer duas noites e três dias de festival, sempre com um DJ top, outro de porte médio e uma atração ao vivo.
A CIE bota suas ricas garras na música eletrônica, ou de vanguarda, para dar uma maior abrangência. E no sustentáculo da empreitada da gigante empresa de entretenimento trabalham nomes fortes da cena underground, como Coy Freitas e a produtora independente Motor Music, de BH. O que dá esperança de haver um Sonar com atrações que realmente interessam, sem essa de trazer, por exemplo, um "Deep Purple da vanguarda", seja lá o que for isso.
*********************
O CASO URGE OVERKILL
A história é a de sempre, você já leu aqui diversas vezes, contada de diversos jeitos. Mas eu não resisto e acabo sempre voltando a ela.
Dia desses sintonizo a rádio rock 1, no horário da manhã: e nas ondas do rádio ecoa "Girl You'll Be a Woman Soon", do grupo Urge Overkill. Normal.
No mesmo dia, à tarde, este colunista precisa se deslocar de carro por dez minutos. E, ao ligar rapidinho o rádio na estação rock 2, sou brindado com "Girl You'll Be a Woman Soon", do Urge Overkill. Risada é a reação.
A gota d'água foi no dia seguinte, nem sei mais que rádio era. Urge Overkill de novo.
Comecei a raciocinar, preocupado. Devia estar ocorrendo algum fato importante na música que eu, com tantos anos acompanhando (ou tentando acompanhar) os caminhos do pop, não estava entendendo.
Pensei: o Urge Overkill, grosso modo, é uma banda de Chicago surgida nos anos 80, fez um certo sucesso no começo dos anos 80, pegando carona no vapor grunge.
Lançou um álbum de certa repercussão na época, o "Saturation", mas logo foi esquecido. A banda nem existe mais.
"Girl You'll Be a Woman Soon" nem em álbum está. É um lado B de um EP. A música nem é do Urge Overkill. Os caras fizeram uma cover do Neil Diamond.
Acontece que o cineasta bamba Quentin Tarantino pegou a música em 1995 e botou no megasucesso "Pulp Fiction".
E até hoje a música é, também, megasucesso nas rádios brasileiras. E, até onde o satélite desta coluna pode alcançar, só nas rádios brasileiras.
Você pensa o motivo: a banda não existe, a música é velha, não movimenta mercado algum, não pertence a nenhuma cena atual, o fã-clube brasileiro do Urge Overkill (?) não deve ser assim tão atuante, a gravadora que detém a marca Urge Overkill (?) não deve "pressionar", a canção não está em novela, "Pulp Fiction" há muito não está em cartaz.
Mas Urge Overkill e "Girl.." estão bem vivos nas rádios rock brasileira.
Intrigada com esse enigma intransponível e assustador, a Popload procurou os programadores/diretores artísticos da Brasil 2000 FM, 89 FM e Rádio Mix, as três rádios rock de São Paulo, para fazer a simples pergunta: por quê?
Esta coluna, romântica, não quer acreditar no que prega André Midani em entrevistas e palestras. Midani foi um dos principais executivos da indústria fonográfica nacional dos anos 60 aos 90.
Para ele, música velha de banda que não repercute e sem gravadora é colocada na programação para ocupar buraco destinado às músicas que são escaladas para tocar mediante pagamento de jabá. Não tem jabá, então não toca uma música nova. Bota uma dessas canções antigas quaisquer.
O único que se dignou a atender a coluna para explicar o fenômeno Urge Overkill foi Marcos Vicca, coordenador da Mix.
*
Quais os critérios para uma música entrar (ou não) na programação da rádio?
R: Os critérios são simplesmente artísticos. Os lançamentos (no caso das músicas novas) são ouvidos e avaliados levando-se sempre em consideração a proposta do projeto artístico da emissora e o interesse potencial que a canção possa despertar em nossa audiência. Se a música for aprovada nesses 'pré-requisitos', ela poderá entrar na programação, dependendo apenas do espaço dentro do playlist da rádio, uma vez que existe um equilíbrio na programação que não pode ser prejudicado. *
O pedido de ouvinte, por telefone ou email, é levado em conta para determinar a quantidade de vezes que a música é tocada? Ou mesmo para uma música que ele por exemplo ouviu em outro lugar passar a entrar na programação da Mix?
R: Sem dúvida. Como um veículo de comunicação de massa, a opinião do ouvinte (ou leitor, telespectador, etc.) é muito importante e será levada em consideração sempre. Uma música que é muito pedida, certamente será mais executada. Uma música que não toca, mas tem muitos pedidos será analisada. Caso reuna todas as condições para integrar a programação da MIX (desde que respeitados os critérios acima) tem grande chance de ser executada.
*
Por que bandas pequenas como Urge Overkill --ou o caso daqueles grupos bons com a música errada, tipo B-52's ("Love Shack") ou Ramones (importantíssima banda, mas o caso aqui é a específica "Pet Sematary")--, que não existem mais, não movimentam mercado, não dão shows, não fazem parte de uma cena importante, ainda têm vida nas rádios rock paulistanas? Nas três delas, Mix, Brasil 2000 e 89FM?
R: De fato, são muitos os casos em que podemos verificar situações parecidas como estas citadas por você. Você disse três casos, mas certamente poderíamos enumerar mais. Algumas dessas canções marcaram uma época, e também a vida das pessoas. Seja por um filme, um movimento, um sucesso passageiro, um comercial de TV ou um outro acontecimento. É importante que músicas que tenham 'história' na vida das pessoas componham a programação de uma emissora. A rádio não deve apenas buscar novos ouvintes, mas também manter aqueles que a acompanham há anos. Isso é muito importante. Esquecer algumas músicas é esquecer parte da sua audiência e parte da história da própria emissora. Mesmo que as bandas não existam mais ou não signifiquem mais nada, a canção ficou. E tem o detalhe: muitas vezes a canção foi mais forte do que a própria banda. O rock já contou essa história inúmeras vezes.
Diante das explicações de Vicca, agora eu entendi porque uma música como "Girl You'll...", de uma banda como o Urge Overkill, toca tanto nas rádios rock do Brasil.
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24 HORAS
As meninas odeiam, alguns caras torcem o nariz para ela, mas a loirinha Kim vai voltar como agente secreta na terceira temporada de "24", a série. A trama tem sequência três anos depois de onde parou a segunda temporada, com o suposto assassinato do presidente americano e o suposto ataque cardíaco do superagente Jack Bauer. Nos EUA, começa em outubro.
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PULP ELECTRO
O electro já morreu, mas enquanto ele não morre o dândi Jarvis Cocker se traveste de Marilyn Manson do futuro e lança na próxima segunda-feira na Inglaterra o ótimo single de seu novo projeto, Relaxed Muscle.
Vocês já viram o novo visual dele, não é?
No Relaxed Muscle, não chame o Cocker de Cocker. Ele atende agora por Darren Spooner. Sai o ídolo do britpop e entra a estrela do electro-rock.
O single que sai segunda tem duas faixas: "Sexualized" e "Billy Jack".
No site da descoladésima revista francesa "Les Inrockuptibles" (www.lesinrocks.com) dá não só para ouvir as músicas como ver Jarvis Spooner cantando. Corre lá.
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GAROTAS QUE DIZEM NI
Versão algo mais teen do 02 Neurônio, vale conferir o olhar pop dessas moçoilas que dizem "Ni" no site www.garotasquedizemni.com. Foi lá que eu fiquei sabendo da invasão dos patos de borracha na Costa Leste americana. Conheci o trio que arma o site. O legal é que elas falam igualzinho como escrevem. E já estão invadindo a grande imprensa. Liga nelas.
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YES NEW YORK E AS PROMOÇÕES DA SEMANA
Se você está morrendo de saudade dos Strokes, a coluna vai te aliviar. Armei uma cópia caseira para sorteio do ótimo álbum "Yes New York", coletânea com 16 músicas do novo rock nova-iorquino, já nem tão novo blablablá. O CD abre com a melhor versão dos Strokes para "New York City Cops", ao vivo na Islândia. E, de lambuja, tem os espetaculares Radio 4, Rapture, Le Tigre, Interpol, Fever, Walkmen, LCD Soundsystem e outros.
Para concorrer, e-mails para .
É o disco de Nova York ou os CDs oficiais do Yeah Yeah Yeahs ("Fever to Tell", FNM) e também do Electric Six ("Fire", Sum).
Todos os três prêmios são acompanhados pelo último número da revista "Zero" e por dois CDs amostras da Sum Records, que têm de Peaches a McLusky, Ikara Colt, Belly, Pixies, Underworld e Badly Drawn Boy, entre muitas outras coisas.
Vem nessa.
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BALADAÇAS
Tem início hoje uma turnê pós-rock envolvendo a banda americana The Eternals (Chicago) e Hurtmold (SP). Hoje, quinta, o palco é o Sesc Pompéia. Amanhã os grupos tocam em Campinas (CC Evolução). Sábado em BH (Matriz). Domingo acaba no Ritmus (Teodoro Sampaio, 727, 19 horas).// Sábado agora tem a famigerada, a esperada, a disputada festa do Garagem, outro evento do sábado rock do Trip Bar (Fradique Coutinho, o do dragão na porta). Faz parte do projeto All Stars. Nesta edição a festa conta com um convidado luxuoso, para lá de especial: eu! Para não esvaziar tanto o lugar, estão garantidos os badalados sets costumeiros do Paulão e do André Barcinski.//
Também no sábado, no DJ Club (Sound), a banda Smiley divide o espaço com as discotecagens da Érica e do Real.// Show duplo de respeito acontece no Centro Cultural SP (Vergueiro) no domingo, às 18h. O agitado grupo carioca Autoramas e o grande Los Pirata, ambas as bandas com os discos novos no forno, tocam no interessante espaço para ver show indie. Programa bão.//
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Tchauzinho!
Lista dos ganhadores pinta na próxima semana.
Sabia que você ia entender.
O estranho caso Urge Overkill
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"I love you, waterWhen I'm lonely I look at you and go
'You don't have to talk baby, I understand you
When I put you in my body you feel all good and cold
You make me live and shit,
and we can only get you on one planet... so far'"
Ryan Adams, em "H20"
"Kool Thing let me play it with your radio
move me, turn me on, baby-o"
Sonic Youth, em "Kool Thing"
"When I first love her
I knew that I'd love her
When I said goodbye
I knew that I lost her
Now that I missed her
I wish I could kiss her"
Elefant, em "Now That I Miss Her"
Salve. Salve.
Você pode me encontrar no club, com a garrafa cheia de "bub". Eu ia tentar iniciar a coluna de um modo mais sério e tal. Parar com essa história de contar lorotas iniciais para depois entrar de verdade no que interessa. Mas eu simplesmente não consigo. Desculpa aí.
A coluna começa muito preocupada com os EUA, país-irmão das Américas. Os motivos são dois.
Primeiro: será que o presidente Palmer está mesmo morto ou é uma cascata que o Jack Bauer enfartado vai resolver?
Segundo: como eles vão se virar com a chegada dos patinhos de borracha na Costa Leste?
Você ouviu falar dessa história? É sério mesmo, pelo que eu pude apurar no site das Garotas Que Dizem Ni.
Um navio chinês carregado de brinquedos de borracha teria afundado em algum lugar do Atlântico e uma carga considerável de briquedos de borracha ficou vagando no mar, à mercê do movimento das marés. E a previsão é a de que os patinhos, ursinhos e macaquinhos de borracha vão chegar à costa nos próximos dias. Já imaginou Nova York invadida pelos patinhos de borracha?
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ELEFANT E O QUE PODE SER O INÍCIO DE UMA REVOLUÇÃO
Mesmo sob o risco de parecer que a coluna está bem animal planet nesta semana, é obrigatório falar da banda Elefant, outro nome bacaníssimo a surgir dos porões de Nova York direto para as revistas e jornais pop descolados.
O Elefant começa a aparecer por todos os lados e as razões são três.
Primeiro porque a banda é boa, estupidamente falando o Suede/Placebo do novo som de Nova York, por causa do romantismo glam de seu rock.
Segundo: o vocalista, tipão que já frequenta editorias de moda de revistas como "Vanity Fair", é... argentino. Diego Garcia é o cara.
Terceiro e o mais importante. Em meio à polêmica do momento, a da indústria do disco americana levar à Justiça a molecada que baixa música na internet, o Elefant lidera um movimento sensacional.
A banda recentemente lançou seu primeiro álbum, o gostoso "Sunlight Makes Me Paranoid", que traz um curioso selo na capa.
"Este CD contém todas as faixas em MP3 de alta qualidade, 'super tagged' (com 'tags', que são todas as informações do conteúdo do MP3: nome, banda, álbum, duração, comentários). Insira o disco em seu computador e mande as músicas para a sua pasta de MP3s."
Deu para entender o que está acontecendo aqui?
* "Hail to the Thief", do Radiohead, foi o álbum mais vazado dos últimos tempos. Além de o disco ser disputadíssimo por vir de uma megabanda adorada como o Radiohead, ele foi parar na rede uns dois meses antes de seu lançamento. Se a distribuição de música na internet é o câncer das vendas, como pregam as gravadoras ou a união delas, eu tenho uma perguntinha: por que o CD de Thom Yorke vendeu 44 mil cópias no primeiro dia só na Inglaterra, mais de 250 mil cópias na primeira semana e virou o disco mais rapidamente vendido no Reino Unido desde agosto do ano passado, quando o "nosso" Coldplay quebrou a banca ao soltar seu milionário "A Rush of Blood to the Head"?
* Músicas do Elefant para ouvir agora: "Bokkie" e "Now That I Miss Her".
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KAISER MUSIC SEM FOO FIGHTERS E COM...
Saiu a escalação oficial para o próximo Kaiser Music. Não rolou mesmo o Foo Fighters. Dave Grohl está amarrando uma turnê sul-americana para novembro e não conseguiria vir só para estrelar o festival da marca de cerveja que acontece em setembro, segundo informações vindas de fonte de um país vizinho.
E no lugar do Foo Fighters vem... Deep Purple. Que beleza!
Chamaram o Sepultura para dar um estofo à escalação, para a enganação não ficar total. E botaram os hard-suecos Hellacopters de lambuja, um show legal de ver e tudo mais. Mas que, na composição geral, e pelo potêncial de atrações que tem a Kaiser para fazer um festival decente, resulta em um festival bem assim-assim.
Pena.
De todo modo, para quem se interessar, as datas do Kaiser Music são:
18 de setembro, Porto Alegre
19, Curitiba
20, São Paulo
21, Belo Horizonte.
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TIM FESTIVAL - SÃO PAULO FORA
Sabe aquelas atrações bacanaças do festival que vai rolar apenas no Rio de Janeiro? Rapture, Erol Alkan, Peaches, Super Furry Animals, talvez White Stripes. Que você, por causa da distância, esperava ver em São Paulo, porque afinal de contas não custava nada eles armarem algumas apresentações por aqui e tal?
Pois é, não vai rolar. Sob o risco de esvaziar o evento carioca, é o argumento.
Rapture e o excelente disco novo?
Não.
Erol Alkan e o melhor DJ set do planeta?
Naninha.
Peaches estilo bitch mostrando a sensacional "Father Fucker", música do seu próximo disco?
Nem.
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COLDPLAY NO BRASIL
* Deve ter sido o anúncio dos shows no Brasil, mas o bom-moço Chris Martin parece que perdeu a cabeça tranquila e foi preso na Austrália. Ele ficou bravo só porque um fotógrafo clicou Chris na hora em que ele estava surfando.
O líder do Coldplay, um excelente músico, mas considerado um mala sem tamanho, perseguiu o fotógrafo e, com uma pedra, estourou o pára-brisa do carro do cara.
E ainda tentou esvaziar os pneus. O fotógrafo foi à delegacia, que enviou policiais para prender o roqueiro. Agora Chris vai ter que voltar à Austrália num belo dia para comparecer diante do júri (só falta ser no dia de algum show no Brasil...).
Pior (para ele): se Chris Martin não queria mesmo aparecer surfando, a pior coisa que ele fez foi encrespar com o fotógrafo. As imagens do surfista do rock foram vendidas para o tablóide inglês "The Sun", que tratou de espalhar as fotos pelo mundo.
| John Lester/"The Sun" |
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* Em tempo, a loira atriz Gwyneth Paltrow não estava presente para acalmar o namorado na hora do ataque ao pára-brisa. Tinha ficado no hotel. Será que ela vem ao Brasil?
* o "Sun", não bastasse ter publicado as fotos, ainda tirou um pêlo da cara do Martin. Disse, em um texto de colunista, que era contra violência e tal, mas que a confusão finalmente fez Chris Martin agir como um verdadeiro roqueiro. E que agora pode ser amigo do Liam Gallagher.
* Os ingressos do Coldplay, segundo a produtora que está trazendo a banda, devem começar a ser vendidos na segunda-feira dia 4. Não há preço definido, ainda. As informaçãos completas serão divulgadas nos próximos dias.
* Você reparou que as datas do Coldplay mudaram, e muitos poucos lugares (esta coluna incluída) informaram corretamente. Na verdade, sofreram uma inversão: acontece em São Paulo primeiro, no dia 3 de setembro (Via Funchal). E, no dia 4, no Rio (ATL Hall).
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SONAR BRASIL
O Sonar Sound, a versão brasileira do famoso festival de Barcelona (Espanha), acontecerá no início de dezembro, esta coluna apurou. A idéia é fazer duas noites e três dias de festival, sempre com um DJ top, outro de porte médio e uma atração ao vivo.
A CIE bota suas ricas garras na música eletrônica, ou de vanguarda, para dar uma maior abrangência. E no sustentáculo da empreitada da gigante empresa de entretenimento trabalham nomes fortes da cena underground, como Coy Freitas e a produtora independente Motor Music, de BH. O que dá esperança de haver um Sonar com atrações que realmente interessam, sem essa de trazer, por exemplo, um "Deep Purple da vanguarda", seja lá o que for isso.
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O CASO URGE OVERKILL
A história é a de sempre, você já leu aqui diversas vezes, contada de diversos jeitos. Mas eu não resisto e acabo sempre voltando a ela.
Dia desses sintonizo a rádio rock 1, no horário da manhã: e nas ondas do rádio ecoa "Girl You'll Be a Woman Soon", do grupo Urge Overkill. Normal.
No mesmo dia, à tarde, este colunista precisa se deslocar de carro por dez minutos. E, ao ligar rapidinho o rádio na estação rock 2, sou brindado com "Girl You'll Be a Woman Soon", do Urge Overkill. Risada é a reação.
A gota d'água foi no dia seguinte, nem sei mais que rádio era. Urge Overkill de novo.
Comecei a raciocinar, preocupado. Devia estar ocorrendo algum fato importante na música que eu, com tantos anos acompanhando (ou tentando acompanhar) os caminhos do pop, não estava entendendo.
Pensei: o Urge Overkill, grosso modo, é uma banda de Chicago surgida nos anos 80, fez um certo sucesso no começo dos anos 80, pegando carona no vapor grunge.
Lançou um álbum de certa repercussão na época, o "Saturation", mas logo foi esquecido. A banda nem existe mais.
"Girl You'll Be a Woman Soon" nem em álbum está. É um lado B de um EP. A música nem é do Urge Overkill. Os caras fizeram uma cover do Neil Diamond.
Acontece que o cineasta bamba Quentin Tarantino pegou a música em 1995 e botou no megasucesso "Pulp Fiction".
E até hoje a música é, também, megasucesso nas rádios brasileiras. E, até onde o satélite desta coluna pode alcançar, só nas rádios brasileiras.
Você pensa o motivo: a banda não existe, a música é velha, não movimenta mercado algum, não pertence a nenhuma cena atual, o fã-clube brasileiro do Urge Overkill (?) não deve ser assim tão atuante, a gravadora que detém a marca Urge Overkill (?) não deve "pressionar", a canção não está em novela, "Pulp Fiction" há muito não está em cartaz.
Mas Urge Overkill e "Girl.." estão bem vivos nas rádios rock brasileira.
Intrigada com esse enigma intransponível e assustador, a Popload procurou os programadores/diretores artísticos da Brasil 2000 FM, 89 FM e Rádio Mix, as três rádios rock de São Paulo, para fazer a simples pergunta: por quê?
Esta coluna, romântica, não quer acreditar no que prega André Midani em entrevistas e palestras. Midani foi um dos principais executivos da indústria fonográfica nacional dos anos 60 aos 90.
Para ele, música velha de banda que não repercute e sem gravadora é colocada na programação para ocupar buraco destinado às músicas que são escaladas para tocar mediante pagamento de jabá. Não tem jabá, então não toca uma música nova. Bota uma dessas canções antigas quaisquer.
O único que se dignou a atender a coluna para explicar o fenômeno Urge Overkill foi Marcos Vicca, coordenador da Mix.
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Quais os critérios para uma música entrar (ou não) na programação da rádio?
R: Os critérios são simplesmente artísticos. Os lançamentos (no caso das músicas novas) são ouvidos e avaliados levando-se sempre em consideração a proposta do projeto artístico da emissora e o interesse potencial que a canção possa despertar em nossa audiência. Se a música for aprovada nesses 'pré-requisitos', ela poderá entrar na programação, dependendo apenas do espaço dentro do playlist da rádio, uma vez que existe um equilíbrio na programação que não pode ser prejudicado. *
O pedido de ouvinte, por telefone ou email, é levado em conta para determinar a quantidade de vezes que a música é tocada? Ou mesmo para uma música que ele por exemplo ouviu em outro lugar passar a entrar na programação da Mix?
R: Sem dúvida. Como um veículo de comunicação de massa, a opinião do ouvinte (ou leitor, telespectador, etc.) é muito importante e será levada em consideração sempre. Uma música que é muito pedida, certamente será mais executada. Uma música que não toca, mas tem muitos pedidos será analisada. Caso reuna todas as condições para integrar a programação da MIX (desde que respeitados os critérios acima) tem grande chance de ser executada.
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Por que bandas pequenas como Urge Overkill --ou o caso daqueles grupos bons com a música errada, tipo B-52's ("Love Shack") ou Ramones (importantíssima banda, mas o caso aqui é a específica "Pet Sematary")--, que não existem mais, não movimentam mercado, não dão shows, não fazem parte de uma cena importante, ainda têm vida nas rádios rock paulistanas? Nas três delas, Mix, Brasil 2000 e 89FM?
R: De fato, são muitos os casos em que podemos verificar situações parecidas como estas citadas por você. Você disse três casos, mas certamente poderíamos enumerar mais. Algumas dessas canções marcaram uma época, e também a vida das pessoas. Seja por um filme, um movimento, um sucesso passageiro, um comercial de TV ou um outro acontecimento. É importante que músicas que tenham 'história' na vida das pessoas componham a programação de uma emissora. A rádio não deve apenas buscar novos ouvintes, mas também manter aqueles que a acompanham há anos. Isso é muito importante. Esquecer algumas músicas é esquecer parte da sua audiência e parte da história da própria emissora. Mesmo que as bandas não existam mais ou não signifiquem mais nada, a canção ficou. E tem o detalhe: muitas vezes a canção foi mais forte do que a própria banda. O rock já contou essa história inúmeras vezes.
Diante das explicações de Vicca, agora eu entendi porque uma música como "Girl You'll...", de uma banda como o Urge Overkill, toca tanto nas rádios rock do Brasil.
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24 HORAS
As meninas odeiam, alguns caras torcem o nariz para ela, mas a loirinha Kim vai voltar como agente secreta na terceira temporada de "24", a série. A trama tem sequência três anos depois de onde parou a segunda temporada, com o suposto assassinato do presidente americano e o suposto ataque cardíaco do superagente Jack Bauer. Nos EUA, começa em outubro.
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PULP ELECTRO
O electro já morreu, mas enquanto ele não morre o dândi Jarvis Cocker se traveste de Marilyn Manson do futuro e lança na próxima segunda-feira na Inglaterra o ótimo single de seu novo projeto, Relaxed Muscle.
Vocês já viram o novo visual dele, não é?
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No Relaxed Muscle, não chame o Cocker de Cocker. Ele atende agora por Darren Spooner. Sai o ídolo do britpop e entra a estrela do electro-rock.
O single que sai segunda tem duas faixas: "Sexualized" e "Billy Jack".
No site da descoladésima revista francesa "Les Inrockuptibles" (www.lesinrocks.com) dá não só para ouvir as músicas como ver Jarvis Spooner cantando. Corre lá.
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GAROTAS QUE DIZEM NI
Versão algo mais teen do 02 Neurônio, vale conferir o olhar pop dessas moçoilas que dizem "Ni" no site www.garotasquedizemni.com. Foi lá que eu fiquei sabendo da invasão dos patos de borracha na Costa Leste americana. Conheci o trio que arma o site. O legal é que elas falam igualzinho como escrevem. E já estão invadindo a grande imprensa. Liga nelas.
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YES NEW YORK E AS PROMOÇÕES DA SEMANA
Se você está morrendo de saudade dos Strokes, a coluna vai te aliviar. Armei uma cópia caseira para sorteio do ótimo álbum "Yes New York", coletânea com 16 músicas do novo rock nova-iorquino, já nem tão novo blablablá. O CD abre com a melhor versão dos Strokes para "New York City Cops", ao vivo na Islândia. E, de lambuja, tem os espetaculares Radio 4, Rapture, Le Tigre, Interpol, Fever, Walkmen, LCD Soundsystem e outros.
Para concorrer, e-mails para .
É o disco de Nova York ou os CDs oficiais do Yeah Yeah Yeahs ("Fever to Tell", FNM) e também do Electric Six ("Fire", Sum).
Todos os três prêmios são acompanhados pelo último número da revista "Zero" e por dois CDs amostras da Sum Records, que têm de Peaches a McLusky, Ikara Colt, Belly, Pixies, Underworld e Badly Drawn Boy, entre muitas outras coisas.
Vem nessa.
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BALADAÇAS
Tem início hoje uma turnê pós-rock envolvendo a banda americana The Eternals (Chicago) e Hurtmold (SP). Hoje, quinta, o palco é o Sesc Pompéia. Amanhã os grupos tocam em Campinas (CC Evolução). Sábado em BH (Matriz). Domingo acaba no Ritmus (Teodoro Sampaio, 727, 19 horas).// Sábado agora tem a famigerada, a esperada, a disputada festa do Garagem, outro evento do sábado rock do Trip Bar (Fradique Coutinho, o do dragão na porta). Faz parte do projeto All Stars. Nesta edição a festa conta com um convidado luxuoso, para lá de especial: eu! Para não esvaziar tanto o lugar, estão garantidos os badalados sets costumeiros do Paulão e do André Barcinski.//
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Também no sábado, no DJ Club (Sound), a banda Smiley divide o espaço com as discotecagens da Érica e do Real.// Show duplo de respeito acontece no Centro Cultural SP (Vergueiro) no domingo, às 18h. O agitado grupo carioca Autoramas e o grande Los Pirata, ambas as bandas com os discos novos no forno, tocam no interessante espaço para ver show indie. Programa bão.//
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Tchauzinho!
Lista dos ganhadores pinta na próxima semana.
Sabia que você ia entender.
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Lúcio Ribeiro, 41, é colunista da Folha especializado em música pop e cinema. Também é DJ, edita a revista "Capricho" e tem uma coluna na "Bizz". Escreve para a Folha Online às quartas. E-mail: lucio@uol.com.br |




