Pensata

Lúcio Ribeiro

25/09/2003

Confusão, confusão

"'Show me how you do that trick
The one that makes me scream', she said
'The one that makes me laugh", she said
And threw her arms around my neck"
Cure, em "Just Like Heaven"

"I called you on the telephone cause I was lonely
I called you up just to hear your.
Your eyes I know are a cold cold blue
Pale white skin dead like a mannequin
Seem to fade."
Rapture, em "Olio"

"Back on one of those other block rockin' beats
We are about to rock steady
We are about to rock steady"
Chemical Brothers, em "Block Rockin' Beats"

"Wait
I'm not gonna give you a break
I'm not your friend."
Strokes, em "Automatic Stop"

Tô aqui, tô aqui.
Fala aí, Biu.
O que você está para ler pode chocar. Portanto esteja preparado, afaste a mão das crianças do mouse e tal.
A história envolve o Radiohead.

Que a banda é a principal formação de rock do planeta, hoje, (quase) ninguém tem dúvida. Mas o que todo mundo (mesmo) tem muita dúvida é sobre que tipo de som esquisito é aquele que o grupo faz. Qual o estilo, onde se enquadra? Por que fazem isso hoje? O Thom Yorke é mesmo um terráqueo?

Eu, que sou um cara que adoro rotular coisas, bandas e músicas, fico meio perdido diante de tantas perguntas.

Também fica o jornalista Rob Harvilla, do jornal "East Bay Express", semanário que cobre algumas regiões de San Francisco, na Califórnia.
A banda ia tocar na área e o jornal queria encontrar um modo diferente de fazer a apresentação do grupo para seus leitores. Harvilla começou um texto de duas semanas atrás dizendo não é possível ter uma opinião original sobre o Radiohead.

Os endeusados álbuns da banda, as críticas sempre em dessintonia dos especialistas pop, as entrevistas intrigantes, as fotos nunca normais, o website estranhíssimo.

Diz Harvilla que, quando você ouve o Radiohead, você não está na verdade ouvindo o Radiohead. Você está ouvindo a opinião de todo mundo sobre o Radiohead.

Ele defende que é impossível separar o que você ouve do que você lê. E no caso do Radiohead, lê-se bastante, exatamente pela curiosidade de saber o que uma outra pessoa achou do Radiohead. Dito tudo isso, vem o seguinte:

O "East Bay Express", atrás de uma opinião honesta, insuspeita e não influenciada sobre o Radiohead, teve a idéia de tentar encontrar o "significado" do grupo mostrando suas músicas para crianças de idades entre 9 e 12 anos, alunos de uma escola de nível primário de San Leandro.

O jornal fez uma seleção de algumas canções que marcaram a carreira da banda até hoje e municiaram a meninada com lápis e papel em branco. O proposto foi que as crianças, que nunca tinham ouvido falar do Radiohead, ouvissem as músicas e fossem desenhando no papel o que as canções sugerissem para elas. O que viesse à cabeça.

Tocaram de "Everything in Its Right Place" a Creep", the "There There" a "The Bends". E, fácil, "Paranoid Android" estava no playlist.

Segundo o relato, nas cinco primeiras músicas a criançada quase nem se moveu. E a cara era de perturbação, confusão. As que tinham uma introdução instrumental muito grande, na hora em que aparecia o vocal torturado de Yorke a molecada ria. Ria nervosamente. Aos poucos, foram desenhando.

O resultado final pode ser visto no www.eastbayexpress.com/ na parte de música. Muitos dos desenhos (em um total de 30) serveriam bem para ser uma capa de disco do Radiohead.

E um número grande deles remetiam à morte, suicídio, tempestades. Em um desenho maluco tinha a figura de um ET.

Abaixo está um exemplo do que uma criança percebe do som do Radiohead. É do garoto Jeffrey, de 9 anos, que em um cartaz entre as figuras macabras de seu desenho está escrito "free suicides".

Divulgação



























***********************

R-A-P-T-U-R-E

Uma das bandas favoritas desta coluna desde que "House of Jealous Lovers" já quebrava assoalhos no ano passado, o Rapture está muito aí.
Toca no Tim Festival em outubro e seu disco, "Echoes", de fato o álbum de estréia do quarteto, acaba de chegar às lojas brasileiras
O grupo, em menor escala que o Radiohead e em uma situação bem diferente, também tem causado certa confusão.

Confunde o pop com seu som, um punk funk delicioso que clubbers adora e uma dance sacolejante que faz bastante sucesso em pistas roqueiras.
A revista eletrônica "Jockey Slut" diz que ninguém na música, hoje, é tão importante quanto o Rapture. Já o chapa e colunista do Folhateen, Álvaro Pereira Júnior, desanca a banda dizendo que o disco é hediondo e que o Rapture é ordinário.

Diante da polêmica já estabelecida, a Popload quis imitar o "East Bay Express" e o caso Radiohead acima, para tentar entrar em um acordo se o Rapture presta ou não.

Como juntar crianças ia dar muito trabalho, a coluna encontrou uma alternativa bem interessante.

A amiga Maria Prata, editora de moda, nunca deu bola para música pop. Sempre dedicou seu tempo a coisas mais interessantes que ouvir discos e tal. No máximo, segundo ela, ficou apaixonada anos atrás pelo The Cure, por causa de uma fita (fita!) que alguém esqueceu em seu carro.

Insuspeita e de alma pura quanto às idas e vindas da música pop, suas influências, decorrências e bifurcações, Prata recebeu deste colunista o disco "Echoes", do Rapture. No lugar do lápis e da folha de papel, ela usou seu próprio computador para expressar o que achou da banda.

Rapture para meninas

"The Cure, Pixies, Violent Femmes e Jane's Addiction. É o que toca no meu carro há uns dois anos, graças a minha cunhada, que esqueceu uma fita lá dentro. Mas na semana passada minha vida (ou pelo menos a trilha sonora dela) mudou. Ganhei um CD do Rapture e a minha cultura musical microcósmica evoluiu imensamente. Vou explicar (mas atenção: explicação puramente sentimental, de alguém que até uma semana atrás não sabia nem o que era The Rapture).

Primeiro de tudo: menina a-do-ra ouvir música com letrinha fácil de cantar, que falam de amor. Mas encontrar músicas lindas com letras lindas é difícil. É aí que entra o Rapture. Músicas lindas, com letras lindas, sem melodias romantiquinhas e chatas. O som dos caras é um Cure mais moderno, gostoso de ouvir, com deliciosos barulhinhos eletrônicos por trás (depois aprendi: é um pós-punk moderninho, tem um pouco de pop, funk, disco, house. Ufa). E ainda: os caras são uns fofoluchos. Luke, Vito, Gabe e Mattie são quatro nova-iorquinos de Williamsburgh (bairro bacaninha dos "artistas" descolados), de cabelos compridinhos e barba por fazer, que amam suas mulheres (e cachorros) e não têm vergonha de cantar para o mundo "Love is all my crippled soul will ever need" (o amor é só o que minha alma deformada vai sempre precisar). Tem que falar mais?"


********************

TIM FESTIVAL - $$$$$

Saíram os preços dos ingressos para o Tim Festival. Quem comprar entrada para o Tim Stage vai poder ver só os shows do Tim Stage do dia. Para o After Hours, que rolará depois no mesmo lugar, tem que ter o ingresso apropriado. Provavelmente vai ter que sair para entrar de novo no mesmo lugar.

Para o Tim Stage, paga-se R$ 60, a não ser no primeiro dia, o "calmo" (Lambchop, Beth Gibbons), que terá mesa e cadeiras e para o qual será cobrado R$ 80.

Para o After Hours, a quantia a ser desembolsada será de R$ 30.
Os ingressos começam a ser vendidos no próximo dia 29, semana que vem.


********************


COMO SER ELECTRO-ROCK

E agora? A bagunça está generalizada. Tem clubber em dançando White Stripes, tem roqueiro frequentando pistas de música eletrônica. O que o electro tem a ver com isso. O electro está vivo ou está morto? Você acredita em electroclash?

Pensando em botar você bonito na cena, as meninas do 02 Neurônio dão as 10 dicas para você ser um electro-rock, seja lá o que for isso.

Regra 1
Diga que o electro já era. Sim, diga que você já foi electro, mas que essa onda acaba de passar. E que você está em outra agora: o fadoclash, uma nova tendência de som que mistura DJs finlandeses com remixes de música portuguesa. Ou invente algo melhor. Lambatronic, música de lambada feita por DJs de house da Groenlândia. Polca-jam, grandes jam sessions que envolvem músicos aposentados de polca com guitar-heroes.

Regra 2
Peça a seu tio que viveu os anos 80 para lhe dar dicas. Descole os vinis do titio e tire onda com a galera. Se alguém vier lhe falar de novos DJs ou de artistas do gênero, diga assim: "Desculpe, eu só ouço Bambaatta e Kraftwerk". Prefiro a velha-guarda. Diga isso mesmo que você tenha 12 anos. Ou diga que prefere funk carioca. Faça polêmica: "O verdadeiro electro é o funk carioca".

Regra 3
O make eletroclash: olhos bem pretos. Nos anos 80, existia um lance chamado kajal, que adorávamos. Era um bastão preto que borrava totalmente. E isso voltou à moda. Não é preciso ser um gênio para fazer um make electro. Basta ter coragem para sair com um make electro. Passe kajal ou lápis preto e depois borre. Como? Esfregando os olhos. Ou então, pensando em algo bem triste -do tipo um pé-na-bunda básico. Lágrimas virão, e você ficará com o look perfeito!

Regra 4
Faça um corte de cabelo esquisito, com uns repartidos caminho de rato. Bem esquisito!

Regra 5
Faça performances. Invente qualquer coisa loucona para fazer na pista.

Regra 6
Nunca, jamais, diga que você gosta da Miss Kittin. Ela era uma artista tudo do electro até janeiro. Mas aí ela veio ao Brasil, tocou algumas vezes e foi embora falando mal daqui. Todo mundo passou a odiá-la.

Regra 7
Tudo é uma questão de remix. Você pode falar que gosta de qualquer música, desde que seja um remix incrível de um DJ incrível. Só não vale remix da Miss Kittin.

Regra 8
Esqueça os hits do electro, como "Frank Sinatra" (da já citada Miss Kittin), "Emerge" (do Fisherspooner) e "Sunglasses at Night" (versão do Tiga), porque essas músicas já tocaram tanto que dataram.

Regra 9
Nomes que você precisa decorar: Lux (clube de Nova York), Adult, Chicks on Speed, 2 Many DJs, electropunk. Misture tudo isso e invente uma frase usando qualquer espécie de verbo.

Regra 10
E como a gente sabe de tudo isso??? Ah, porque a gente adora electro. E, assim como a grande maioria da turma de 1% das pessoas de São Paulo e do Rio que não querem perder o bonde da modernidade..., nós adoramos electro! Apesar de ele ser datado!

***************

HITS DE ABALAR O QUARTEIRÃO


A EMI promete lançar em três semanas, no Brasil, a coletânea "Singles 93-03", dos superstars DJs do Chemical Brothers, que chega às lojas inglesas no próximo dia 30. Espetacular lançamento pela razão básica: tem as músicas mais legais destes dez anos de irmãos químicos, reunidas em disco duplo. Lá fora sai com DVD, aqui não.

O setlist inclui "Song to the Siren", "Leave Home", "Block Rockin' Beats", "Hey Boy Hey Girl", "Out of Control", "Loops of Fury" e "Elektrobank (Live from the Roxy, NYC, NOV. 96)". Foda.

* No começo de novembro quem vem com seu primeiro Greatest Hits é o Primal Scream, uma das principais bandas britânicas da história. Terá o sugestivo nome de "Dirty Hits" e lista especularmente as seguintes músicas: Loaded, Movin' On Up, Come Together, Higher Than the Sun, Rocks, Jailbird, (I'm Gonna) Cry Myself Blind, Burning Wheel, Kowalski, Long Life, Swastika Eyes, Kill All Hippies, Accelerator, Shoot Speed Kill Light, Miss Lucifer, Deep Hit Of The Morning Sun, Some Velvet Morning, Autobahn 66.

Mais? Uma edição limitada traz um disco bônus com remixes de Massive Attack, Alec Empire, The Orb e o escambau.

***************

STROKES MANDA AVISAR

A banda mais legal do planeta dá seu recado oficial depois de tempos. Anuncia a turnê européia e a americana e diz ao Brasil que vem para cá no ano que vem se tudo der certo: "YES, we're planning on coming there....we haven't figured out when yet... hang in there, we'll see you sometime next year!"


****************

GOIÂNIA MANDA AVISAR


Vem aí mais uma edição cabulosa do Goiânia Noise, um dos principais festivais indies do Brasil. Rola entre os dias 7 e 9 de novembro. As atrações principais são Mundo Livre (PE) + Los Pirata (SP) na sexta; Ratos de Porão (SP) +
Mukeka de Rato (ES) no sábado; e Guitar Wolf (Japão) + Autoramas (RJ), no domingo. E dos inquietos MQN ao Objeto Amarelo, boa parte das boas bandas indies do país estão escaladas.

* Espécie de Ramones malucos do Japão, banda que canta em inglês sem o vocalista saber o que significa "you". O grande Guitar Wolf estende sua tour brasileira a São Paulo no período. Sempre com o Autoramas. As datas e locais ainda estão para ser confirmadas.

*******************

PRAZERES PROIBIDOS


Tem gente que gosta do Rouge e do White Stripes. Confessaram que têm uma queda por Adriana Calcanhoto. Um grande amigo não aguentou e revelou: Bon Jovi é muito bom. E não sou só eu que gosta de Charlie Brown Jr., não.

Pencas de e-mails embaraçosos chegaram à minha caixa postal nesta semana, estimulados pela premiação da semana. Alguns me ameaçaram se eu revelar o conteúdo.
Mas, claro, não dá para aguentar. Tenho que entregar alguém. Desculpa aí, Ana Weezer. Ela fez um Top 5 do pecado que é muito bom. Confira.


5-Alanis Morrissete
Ela grita, é irritante, tem musiquinhas meia-boca.
Mas, poxa, ela é a cara da minha irmã!
Como posso não me simpatizar com ela?
E, afinal, ela é Deus!

4-Smash Mouth
"All Star" fala por si só, mas eu gosto, fazer o quê... Mas a regravação de "I'm a Believer" ficou muito boa. Além disso, a música toca no "Shrek".

3-Dire Straits
Cada música tem um estilo próprio, e, acredite,
ouvi uma esses dias que era muito rock'a'billy.
Sem contar que (juntamente com "Runaway Train")
"Money for Nothin´" (and chicks for free!) me persegue.

2-Midnight Oil
Batuques e gaitas estranhas, mas
"Blue Sky Mine" é muito boa!
(Who´s gonna save me?)

1-Bonnie Tyler
"Total Eclipse of the Heart" é a melhor música (brega)
de amor de todos os tempos! A letra é pura poesia!
Adoro a parte quando a Bonnie se empolga e ouve-se
trovoadas ao fundo.


********************

PERIGO: FÃ DOS SMITHS

Quem botou uma orelha mínima nos acontecimentos internacionais nos últimos dias ouviu/viu que a ministra das relações exteriores da Suécia, Anna Lindh, foi morta a facadas, por razões socioeconômicas.
O assassino, descobriu-se, era um fã xiita da banda de Morrissey e toda segunda à noite ia à boate The Farm, em Estocolmo, conhecida por só tocar músicas dos Smiths e do Morrissey.

**********************

O AMOR ESTÁ VENCENDO

A música "Maps", dos Yeah Yeah Yeahs, é o clipe indie mais pedido na MTV2 européia.


*********************

BRINCADEIRA PORNÔ

Quer brincar de usar a palavra "fuck" e "shit" em cima de bases sonoras dançantes ou barulhentas?
Quer ver uma mulher barbada fazendo gestos obscenos e dizendo palavras não menos?

Em um oferecimento da nossa Amiga Peaches, brincadeiras pornomusicais são liberadas no site www.fatherfucker.net, armado para promover seu novo álbum, "Fatherfucker", que será lançado em outubro, mas está nu na internet.

Logo mais a Peaches vai estar pertinho de nós.

*********************

LONDRES CHAMA

A amiga Graziela Prancheri, antena esperta dos bons sons e residente em Londres, explica o que significa "Cameltoe", nome da música das meninas do Fannypack, hit na Inglaterra que toca até na badalada noite Trash, QG do DJ Erol Alkan.

Diz a Graziela: "Fannypack é aquele grupo funk bagaceira com tres cocotinhas. Aliás, você sabe o que significa 'cameltoe', não? O 'dedo do camelo' é quando a mulher coloca a calça tão apertada, mas tão apertada, que o formato da genitália fica tão exposto que parece que tem uma 'bundinha' na frente. Nojeeeento, mas a música pegou que nem chiclete por aqui."

* Graziela promete explicar, na próxima semana, porque uma banda como o Darkness é febre na Inglaterra.

* Na última segunda-feira, diz ela, a noite Trash recebeu uma visita muitíssimo especial: Dona Deborah Harry, do Blondie. "A-c-a-b-a-d-a", segundo Graziela.

*********************

BALADAS

Hoje (quinta), no Jive, eu, o Paulão do Garagem e a loiraça Larissa mandamos rock. // A Funhouse apresenta neste sábado o show de Diego Medina e convidados. Diego foi o líder da extinta banda gaúcha Video Hits. Os convidados de Diego Medina são sempre uma surpresa indie agradável. Nas picapes, o valoroso DJ convidado é o intrépido José Flávio Jr., da Usina do Som, que tem em sua "case" os CDs separados em ordem alfabética.// Ainda sábado, mas no Trip Bar, mais uma festa quente do Garagem. A convidada para tocar entre André Barcinski e Paulão (o que não é fácil) será a Vivis, da MTV.// O sábado agitado ainda apresenta o sexypop de Luca & Liana no Supperclub (Brigadeiro Galvão, na Barra Funda). Vá quente.//Segunda que vem, na On the Rocks (D-Edge), tem este colunista mais o onipresente Paulão.

********************

PRÊMIOS DESCOLEX


Um simples e-mail bem enviado te coloca na fita para concorrer aos seguintes discos da promo da semana:
* "Echoes", o espetacular CD da banda nova-iorquina Rapture
* "Tour de France Soundtrack", álbum do lendário Kraftwerk, pai dos boing bumtchak.
* Kings of Leon e seu energético primeiro disco.
Aos e-mails.


********************

VENCEDORES DAS PROMOS

Já, já, a lista dos ganhadores da semana passada (estou devendo) e desta. Volta aqui para ver.


*********************

DESPEDIDA

Tchau aí.


********************

Lúcio Ribeiro, 41, é colunista da Folha especializado em música pop e cinema. Também é DJ, edita a revista "Capricho" e tem uma coluna na "Bizz". Escreve para a Folha Online às quartas.

E-mail: lucio@uol.com.br

Leia as colunas anteriores

FolhaShop

Digite produto
ou marca