Lúcio Ribeiro
17/04/2002
And I get so high I just can't feel it"
(Oasis)
Feliz Ano Novo!
O bicho começa a pegar aqui por estes lados do hemisfério. Vamos falar a respeito já, já.
Antes queria agradecer esse momento bonito de amizade entre esta coluna e seus leitores. Cerca de 30 boas almas ofereceram fitas do episódio perdido (por mim) do fantástico seriado "24 Horas", da Fox.
Desde já está fundado um "clubinho" do "24 Horas", braço articulado para atender os desesperados por um capítulo da série. Aliás, já contei sobre o lance de como dá para descobrir que é "bom" e quem é "mau" no seriado?
Outro troço que eu queria mencionar antes de descarregar minhas besteiras é que, muito por causa dos prêmios do balacobaco (homenagem ao Sargentelli) oferecidos na semana passada, este espaço pop bateu seu recorde histórico de e-mails recebidos em sete dias. Foi algo em torno de 1.500.
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SEMANINHA BOA
Para alguns povos, o ano começa no dia 1º de janeiro. Para 90% dos brasileiros, depois do Carnaval.
E na próxima sexta o ano de 2002 tem início para uma certa raça, a que se move ao som de batidas e/ou guitarras.
É que a temporada dos bons shows internacionais dá a largada agora, em Recife e, principalmente, para os seres que habitam São Paulo e arredores.
Falando o que todo mundo já sabe. Na capital pernambucana acontece, de sexta a domingo, a décima edição do Abril Pro Rock (www.abrilprorock.com.br), o mais importante festival indie nacional.
No sábado, SP leva para as pistas de Interlagos, no Skol Beats, muitas das ramificações da cena eletrônica.
Durante a próxima semana, Stephen Malkmus, ex-líder do Pavement, a banda britânica Charlatans e o veterano grupo The Mission se distribuem por palcos paulistanos, fazendo a sombra sulista do Abril Pro Rock.
Então fica assim:
* sexta, 19: Mission, Textículos de Mary (PE) e Prot(o) (DF) mandam pau no primeiro dia do APR recifense;
* sábado, 20: enquanto Attack 77 (Argentina) e Sepultura dão peso ao APR, SP sacode com a música eletrônica patrocinada pelo Skol Beats, que traz de Goldie a Groove Armada.
* domingo, 21: Malkmus e Charlatans fecha o 10º APR, enquanto SP vê as darkices do Mission no Olympia.
* segunda, 22: o Charlatans toca no mesmo Olympia, pela primeira vez no Brasil.
* terça, 23: o Mission parte para um show acústico, desta vez na Broadway (SP)
* quarta, 24: Malkmus estréia temporada no Sesc Pompéia. Na choperia, o que é melhor.
* quinta, 25: Malkmus repete a dose, para quem perdeu ou quer ver de novo.
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O QUE NÃO DÁ PARA PERDER
* Groove Armada (SP)
O duo inglês de, hã, dance music traz a turnê do álbum "Goodbye Country, Hello Nightclub", um dos discos mais iluminados do ano passado, um ano cheio de discos iluminados. Tem dois hits retumbantes (?!?), as hipnóticas "Superstylin'" e "Fogma". Segundo recente entrevista a Leandro Fortino, da "Ilustrada", um dos membros da dupla entregou que, fugindo dos padrões de shows de música eletrônica, será "quase um show ao vivo". Explica Andy Cato: "Temos algumas sequências pré-gravadas com uns sons do estilo acid, do tipo que humanos não podem tocar muito bem. Quase todo o resto é tocado ao vivo: bateria, violão, percussão, teclados, trombone, trompete... É uma banda com sete pessoas."
* Charlatans (Recife e SP)
Preciosa banda que nasceu na indie dance da Madchester (começo dos 90), carregou destemida a bandeira do melhor do britpop (meados da década) e ainda hoje consegue fazer disco bom. A voz do figuraça Tim Burgess, o da foto, é única. A banda tem uma coleção de pérolas pop de matar. Se o repertório do show for bem escolhido e trouxer um mix dos 12 anos de carreira do grupo, o ingresso vale o triplo. Melhor: segundo apurei de uma importante fonte de um site rival, os shows do Charlatans no Brasil vão ser gravados. Se a banda curtir, vai integrar o "Charlatans Live" que o grupo pretende lançar no meio do ano. Cool.

* Stephen Malkmus
Um dos gênios do rock americano da década passada, foi o líder, guitarrista, cantor e compositor do brilhante Pavement. Malkmus é o responsável pelo surgimento de pelo menos metade das bandas brasileiras de indie rock atuais. Seu disco solo é bom, o homônimo, que deve ser a base de seu setlist aqui no Brasil. Mas sua banda, não espere muito, está longe de ter a pegada do Pavement. De qualquer forma, Malkmus é Malkmus. E, em contato por e-mail nesta semana, com este colunista, o astro indie adiantou que deve tocar duas músicas de sua ex-banda.
"Vamos fazer um último ensaio amanhã [nesta quarta] e devo ensinar à banda duas músicas do Pavement para tocar aí. Queria saber o que as pessoas daí mais gostariam de ouvir", disse Malkmus.
Se coubesse a mim escolher, "Perfume-V" e "Loretta's Scars".
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PROMOÇÃO INGRESSOS
Esta é boa. A coluna, diante de semana tão agitada, vai botar para dentro dos shows indies dois felizardos leitores. Em sorteio estarão um par de ingressos para a apresentação do The Mission (domingo no Olympia) e outro par para o show do Charlatans (segunda, no Olympia). Para concorrer, e-mails até sábado de manhã para lucio@uol.com.br, com telefone para contato. Os vencedores terão as respostas no sábado à tarde, através do telefone disponibilizado (existe isso?).
Vou tentar o mesmo esquema para algum dos shows do Malkmus. Se rolar, na próxima semana anuncio.
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PROMOÇÃO STEPHEN MALKMUS
Para esquentar as apresentações do Malkmus no Brasil, a Velvet CDs (www.velvetcds.com.br), loja paulistana especializada em som independente, oferece aos leitores deste colóquio pop um CD ao vivo do ex-líder do Pavement, já em carreira solo, gravado no ano passado no clube Melkweg, em Amsterdã, Holanda. Tem 17 músicas e foi gravado direto da mesa de som. Está a fim? Então: lúcio@uol.com.br
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NOVA REVISTA POP BRASILEIRA
Informações extra-oficiais dão conta de que uma revista pop chamada "Superstar" está sendo articulada pela poderosa editora Abril. O projeto está em franco andamento. Não deve atender totalmente, desconfio, ao leitor de um pop mais (vá lá) refinado. Mas é uma revista nova na praça, anyway.
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OH, NÃO! AIR MIXING????
Essa eu só vou acreditar vendo. Depois do air guitar, air teclado, air gaita e o escambau, parece que está crescendo pelas pistas a prática do "air mixing", por parte dos cyber dancers.
Consiste em imitar os movimentos de DJs, mudando discos (de vinil), fazendo scratchers e mais.
O Skol Beats deverá ser a apoteose dessa espécie. Vamos ver.
**********
NADA PODE DETER A INTERNET
Não tem jeito. Os novos do Oasis ("Heathen Chemistry") e Moby ("18") voam livremente, tal qual gaivotas, pela internet. O primeiro sai em julho, dia 1º, e o outro, em algum dia de maio. Baixe o seu você também.
* veredicto Oasis: ouvi, ouvi e ouvi o novo CD, desde que registrei minhas primeiras impressões aqui, na semana passada. Não dá para esconder o gosto de frustração com o álbum. Nota 8.
* veredicto Moby: este não escutei muito. Parece sim, achei, com o "Play", diferentemente do que apontam por aí. Isso tirando o single, "We Are All Made of Stars", que sai na semana que vem e é rock'n'roll puro. Assim, de pronto, leva 8.
* PROMO OASIS (empréstimo). Não quis fazer na semana passada um sorteio do disco novo do Oasis, que escapou inteiro pela internet e provocou uma caça aos internautas promovida pela Sony. Mas acho que "emprestar" a minha cópia para quem quiser ouvir não tem muito problema legal. Então é isso aí: quer "emprestado" o novo Oasis. Pede no lucio@uol.com.br. Pode devolver quando quiser.
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A-HA NOVO
Pela quantidade dos e-mails que recebi a respeito do tema, deduzo que várias pessoas de um fã-clube do grupo norueguês A-Ha, aquele, resolveram me escrever para pedir informações e opinião sobre o novo disco da banda, "Lifelines".
Vou ficar devendo.
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AH, NÃO! 2002, O ANO DE...
Sem chance. Por mais que eu tente não falar mais do nosso gênio Caetano Veloso, não tem como evitar. O cara é notícia e ponto. Não adianta os leitores deste espaço pedirem para ignorá-lo e tal.
Então, respira fundo. As duas últimas de Caê:
* Essa nem tem o sujeito como "alvo", na verdade. Está lá, na mais nova e "remodelada" "Revista da MTV", publicação direcionada para o público jovem, que ouve 89FM e vibra com as novidades da emissora de rádio, tipo Offspring e Men at Work. Aí esse carinha de 16 anos, que assiste MTV, pega a revista e numa certa página está lá o título: "Alegria Genuína". É uma entrevista com Caê, cuja "motivação" para ela ser feita talvez seja porque o músico baiano vai completar 60 anos em algum dia de 2002.
Alguns momentos da entrevista, corajosamente reproduzidos abaixo:
R. da MTV: (O pessoal traz comida japonesa. Sashimi. Caetano almoça.) Você não comeu nada...
Caê: Como não? Comi todo o salmão. E um pouco do atum.
R. da MTV: Por isso que você é tão magro!
Caê: Você acha? Não estou, não. Tenho 10 quilos a mais há uns dez anos...
R. da MTV: Pra gente não fez diferença... Para você fez?
Caê: Fez! Foi a única coisa que melhorou em mim!
R. da MTV: Como assim a única coisa que melhorou?
Caê: Agora estou no peso que deveria ter. Se eu tivesse esse peso aos 35, seria um Deus perfeito! (...)
R. da MTV: Deus sabe o que faz!
(continua...)
* Talvez você não esteja informado, mas é bom ficar sabendo? 2002 é o "Ano Caetano". Está no anúncio de lançamento de DVD do ícone publicado em todos os jornais. É um que tem, em letras garrafais, a chamada: "É lindo!"
Depois os "Simpsons" é que estão errados...
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ESPAÇO DE MODA
Não tenho a catega da Erika Palomino, mas costumo dar uns pitacos nas últimas das passarelas, porque acho que os leitores daqui devem ter estilo e coisa e tal.
No último domingo, no honorável programa "A Turma do Didi", o nosso amigo Didi Mocó trajava uma camiseta básica com o seguinte "escrito", na altura do peito: "Cuma?!".
* Faz a minha camiseta "Free Winona" parecer do Hard Rock Cafe Miami
* Sobre a volta dos "Trapalhões", adiantada neste espaço na semana passada, o que corre é que o programa vai ter o mesmíssimo formato do clássico humorístico do passado, com o Didi liderando uma turma de quatro patetas (incluindo ele). Mas terá novo nome, o Kléber Big Brother como o Dedé e o Jacaré É o Tchan como Mussum. Será, hein?
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TRICÔ
Sobre a história da semana passada, reveladora de que a prática de tricotar está virando hit entre meninas e meninos, que virou um ato de amor puro e de protesto, que garotos sacam as agulhas da bolsa enquanto esperam o show de sua banda de rock começar...
Pois, então. Recebi alguns e-mails bacanas à respeito do tema. Seguem abaixo.
"Escrevo para dar a sua coluna um depoimento exclusivo e tocante. Jornalismo verdade é isso aí. Vamos lá: Quando eu tinha 17 anos e estava no colegial, EU TRICOTEI UM CACHECOL PARA A MINHA NAMORADA!!!! Sim, é verdade mesmo. Minha mãe me ensinou e eu achava uma puta terapia. E fazer o cachecol ajudou a ganhar a menina. Pena que alguns meses depois a insensível me trocou por um mauricinho imbecil só porque o cara tinha carro e eu, lógico, não. Uma merda."
Thales de Menezes
ex-jornalista da Folha e hoje "capo" da revista "Playboy"
"Sabe que esse papo de tricô e crochê também rola por aqui? Meu ex-namorado, todo Pavement, vivia fazendo cintinhos de crochê pra mim (muito bem feitos, por sinal). Recomendo a todos. É o máximo receber um presente assim, com o adicional de que ninguém vai ter um igual ao seu."
Cristiane Carvalho
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SERIADOS MATADORES
* "24 Horas", o tão-falado, está me matando. Quando o capítulo acaba, estou cansado, tenso. E ainda está no período das 7h às 8h da manhã. Ainda falta muito para meia-noite chegar.
* No dia 28 de abril, mais conhecido como domingo da outra semana, estréia na HBO o seriado "A Sete Palmos" ("Six Feet Under"). Pelo nome, dá para perceber que o assunto aqui é a morte.
A série, como muitas outras, trata dos percalços do dia-a-dia de uma família: tem a mãe que traiu o pai, o filho que é loser e tenta se dar bem com mulheres, o outro filho gay, a filha teen rebelde.
O lance é que a família tem seu próprio negócio, de onde tira seu sustento: uma agência funerária. Nos EUA, quando alguém morre, fica a cabo de uma agência cuidar do velório, do enterro, avisar os parentes, vestir o morto, maquiar o infeliz, contratar o padre, descolar o caixão.
Em "A Sete Palmos", em todo capítulo, alguém desconhecido morre no início. Os serviços da família protagonista são contratados. E aí misturam-se o drama do cotidiano de nossos amigos e uma busca para saber quem era o tal falecido, cujo enterro a família funerária vai cuidar.
A série pode ser meio tétrica, mas é bem boa de ver.
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LYNCH E O ABSURDO
Entra em cartaz neste final de semana, finalmente, o filme "Mulholland Drive", do polêmico David Lynch. No Brasil, o nome é "Cidade dos Sonhos".
O filme gera dois comentários, invariavelmente: "incompreensível e chato" ou "incompreensível e maravilhoso". Minha opinião é a segunda.
David Lynch vinha pisando na bola há muito tempo, com filmes xaropes e pretensiosos.
Parecia que o diretor de "O Homem-Elefante" e responsável pela espetacular série de TV "Twin Peaks" tinha esgotado seu perturbador repertório no começo dos 90, com "Coração Selvagem" e "Fire Walk with Me", uma prequela, para o cinema, de "Twin Peaks".
Mas aí Lynch saca agora da cartola esse "A Cidade dos Sonhos", um filme sobre e para Hollywood. Minúcias críticas, além de ocuparem as revistas semanais, vão estar em todos os jornais, na sexta-feira. Então vou poupá-los.
Mas, dá para adiantar, ver o filme é como estar assistindo a um pesadelo dos mais cabeludos, da primeira à última cena. A cada momento, o filme vai ficando mais non-sense, mexendo com memória, seres esquisitos, invertendo papéis. Sem nunca fazer o espectador perder o interesse em onde a coisa vai parar.
"A Cidade dos Sonhos", que de sonho não tem nada, tem certas passagens que eu pensei que só eu já havia vivido, em meus pesadelos mais absurdos.
Vou ver o filme de novo.
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HOMEM-ARANHA
Já pode ser visto no cinema e na internet o trailer do aguardadíssimo filme sobre o super-herói aracnídeo, que pelas imagens parece bem esperto.
Vi um nesta recente viagem a NYC que é diferente do que passa por aqui, mas ambos dão muita água na boca.
O filme tem lançamento no Brasil em maio, dia 17. É dirigido pelo grande Sam Raimi, da ótima série de horror "A Morte do Demônio" ("Evil Dead"). Seu nome puxa a qualidade do filme para cima.
Nos Estúdios Universais, de Miami, o do complexo Disney, tem um dos brinquedos com o Homem-Aranha como tema. É daqueles em que você entra em um carrinho e os movimentos mecânicos e a imagem projetada à frente dão a sensação de que você é o personagem, de tão real.
A hora em que você cai de um prédio de 100 andares até o chão, ao percorrer bandidos pulando de edifício em edifício, causou o maior gelo de estômago que já senti na vida.
* TRILHA: e o soundtrack do filme, que será lançado em maio na Europa e nos EUA, tem Strokes ("When It Started") e The Hives ("Hate to Say I Told You So"). Belezura.
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STROKES LOUCURA
(para as meninas)
* Quer dar um beijo em seu stroke predileto? O site www.efanguide.com/thestrokes/interactive/kiss.html libera os meninos e até seu empresário para umas bitocas virtuais das fãs.
* Loja de Nova York (rua 7, entre a 1ª avenida e a A) vende grande memorabília da banda mais famosa da cidade. De tênis dos Strokes a bonequinhos tipo aqueles do Kiss. Dá uma olhada na vitrine:
* David Letterman: a banda é a atração musical do programa do famoso entrevistador americano, que o Brasil vê nesta quinta às 22h. De lambuja, o programa terá um papo do Letterman com a Camerón Diaz.
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STROKES LOUCURA - PROMOÇÃO
Japonesada insana. Banda mandando ver. Músicas inéditas legais.
Tudo isso está no sensacional "bootleg" dos Strokes que descolei na ida a Nova York, vendido nas lojas de rock mais descoladas da cidade. O show foi em Osaka, no dia 12 de fevereiro deste ano. E começa com "Hard to Explain", depois de uma abertura com "Girls Just Wanna Have Fun", da Cindy Loper. Tem as inéditas "Ze Newie" e "Meet Me in the Bathroom", bem boas.
E o que tem mesmo é uma cópia deste disco para sorteio aqui na coluna, para os que mandarem sua "inscrição" para lucio@uol.com.br.
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MAIS E MAIS
* Esqueci de colocar no item "semaninha boa", a dos vários shows em SP. A banda americana Creedence Clearwater Revisited, a versão malaca do grande C.C. Revival, toca quarta e quinta no Credicard Hall. Estou brincando, claro. Aliás, a banda já deve ter casa no Brasil, de tanto que vem para cá, o único lugar que ela tem público no mundo.
* O discaço "Gold", do americano Ryan Adams, ídolo atual do country pop americano, sai agora em maio no Brasil, em lançamento da esperta FNM.
* O livro "Kurt Cobain - Fragmentos de uma Autobiografia", de Marcelo Orozco, caprichadíssima contribuição brasileira à bibliografia de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, é o tema da próxima festa do programa Garagem. O evento indie acontece nesta sexta, a partir das 23h, no Galpão 16 (rua Fradique Coutinho, 1416, Vila Madalena, SP). Terá discotecagem de Paulão e André Barcinski, sorteio de cópias de "Kurt Cobain". E Orozco estará autografando os livros na noite.
* A banda que mais influenciou o importante semanário musical britânico "New Musical Express" nos 50 anos da publicação foi o fabuloso quarteto The Smiths.
A façanha levou em consideração o número de capas dedicadas à banda de Morrissey e Marr, a quantidade de reportagens provocada pelo grupo e o grau de respostas dos leitores, entre outras coisas.
Os Smiths encabeçam a lista dos 50 artistas ou grupos que mais marcaram o "NME", resultado que está na edição especial desta semana da publicação cinquentenária.
O top 5 de influência da "NME" é:
1- The Smiths
2- The Beatles
3- Stone Roses
4- David Bowie
5- Sex Pistols
6- Oasis
7- Radiohead
8- Paul Weller/The Jam
9- U2
10- Public Enemy
* Deu na californiana "Entertainment Weekly": nas últimas seis semanas, uma empresa de turismo de Hollywood fez até 20 tours por dia até a frente da mansão de Beverly Hills onde está acontecendo o seriado "The Osbournes", reality show campeão da MTV que retrata o cotidiano da família de Ozzy. O fenômeno "The Osbournes" estréia na MTV brasileira no dia 7 de maio.
* Arnaldo Antunes e toda sua genialidade estão de volta. Foi lançado o livro "Palavra Desordem", seu novo livro. O livro trata do seguinte, segundo o "release" da obra: "Composto de frases independentes, uma por página, "Palavra Desordem" pode ser lido em sua seqüência, ou em qualquer ordem. A síntese, a concentração e o gosto lúdico pela linguagem dão o tom de seu discurso. Epigramas, ditados, aforismos, máximas, axiomas, provérbios ou refrões. Slogans, ou antes, anti-slogans, já que não se prestam a divulgar nenhum produto, nem transformar em produto nenhuma idéia". Deve ser sensacional.
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VENCEDORES DA PROMOÇÃO
A lista da alegria está aí embaixo. Confira se você está nessa. Os episódios exclusivos dos Simpsons no Brasil e o "The Osbournes" provocaram uma avalanche de pedidos. Ia sorteá-los de novo nesta semana, mas, por causa da lista de prêmios "urgentes" oferecida na atual coluna, Simpsons e Ozzy ficam para a semana que vem. Agora os vencedores:
* Fita do primeiro episódio de "The Osbournes"
- João Carlos Moraes Perdigão - Belo Horizonte, MG
* Os Simpsons avacalhando o Brasil - CD (RealPlayer)
- Everton Cazzo - Marília, SP
* Os Simpsons avacalhando o Brasil - fita de vídeo
- Angela Bonoso - Rio de Janeiro, RJ
* Livro do Nick Hornby - "Como Ser Legal"
- Elcio Takeshi Mauta - Recife, PE
* CD "The Best Bootlegs in the World Ever" - músicas híbridas
- Janice M. Poncan - São Paulo, SP
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Até mais, gorgeous
2002 começa agora (ou 2002, o ano Caetano)
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"God give me soul in your rock and roll band/And I get so high I just can't feel it"
(Oasis)
Feliz Ano Novo!
O bicho começa a pegar aqui por estes lados do hemisfério. Vamos falar a respeito já, já.
Antes queria agradecer esse momento bonito de amizade entre esta coluna e seus leitores. Cerca de 30 boas almas ofereceram fitas do episódio perdido (por mim) do fantástico seriado "24 Horas", da Fox.
Desde já está fundado um "clubinho" do "24 Horas", braço articulado para atender os desesperados por um capítulo da série. Aliás, já contei sobre o lance de como dá para descobrir que é "bom" e quem é "mau" no seriado?
Outro troço que eu queria mencionar antes de descarregar minhas besteiras é que, muito por causa dos prêmios do balacobaco (homenagem ao Sargentelli) oferecidos na semana passada, este espaço pop bateu seu recorde histórico de e-mails recebidos em sete dias. Foi algo em torno de 1.500.
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SEMANINHA BOA
Para alguns povos, o ano começa no dia 1º de janeiro. Para 90% dos brasileiros, depois do Carnaval.
E na próxima sexta o ano de 2002 tem início para uma certa raça, a que se move ao som de batidas e/ou guitarras.
É que a temporada dos bons shows internacionais dá a largada agora, em Recife e, principalmente, para os seres que habitam São Paulo e arredores.
Falando o que todo mundo já sabe. Na capital pernambucana acontece, de sexta a domingo, a décima edição do Abril Pro Rock (www.abrilprorock.com.br), o mais importante festival indie nacional.
No sábado, SP leva para as pistas de Interlagos, no Skol Beats, muitas das ramificações da cena eletrônica.
Durante a próxima semana, Stephen Malkmus, ex-líder do Pavement, a banda britânica Charlatans e o veterano grupo The Mission se distribuem por palcos paulistanos, fazendo a sombra sulista do Abril Pro Rock.
Então fica assim:
* sexta, 19: Mission, Textículos de Mary (PE) e Prot(o) (DF) mandam pau no primeiro dia do APR recifense;
* sábado, 20: enquanto Attack 77 (Argentina) e Sepultura dão peso ao APR, SP sacode com a música eletrônica patrocinada pelo Skol Beats, que traz de Goldie a Groove Armada.
* domingo, 21: Malkmus e Charlatans fecha o 10º APR, enquanto SP vê as darkices do Mission no Olympia.
* segunda, 22: o Charlatans toca no mesmo Olympia, pela primeira vez no Brasil.
* terça, 23: o Mission parte para um show acústico, desta vez na Broadway (SP)
* quarta, 24: Malkmus estréia temporada no Sesc Pompéia. Na choperia, o que é melhor.
* quinta, 25: Malkmus repete a dose, para quem perdeu ou quer ver de novo.
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O QUE NÃO DÁ PARA PERDER
* Groove Armada (SP)
O duo inglês de, hã, dance music traz a turnê do álbum "Goodbye Country, Hello Nightclub", um dos discos mais iluminados do ano passado, um ano cheio de discos iluminados. Tem dois hits retumbantes (?!?), as hipnóticas "Superstylin'" e "Fogma". Segundo recente entrevista a Leandro Fortino, da "Ilustrada", um dos membros da dupla entregou que, fugindo dos padrões de shows de música eletrônica, será "quase um show ao vivo". Explica Andy Cato: "Temos algumas sequências pré-gravadas com uns sons do estilo acid, do tipo que humanos não podem tocar muito bem. Quase todo o resto é tocado ao vivo: bateria, violão, percussão, teclados, trombone, trompete... É uma banda com sete pessoas."
* Charlatans (Recife e SP)
Preciosa banda que nasceu na indie dance da Madchester (começo dos 90), carregou destemida a bandeira do melhor do britpop (meados da década) e ainda hoje consegue fazer disco bom. A voz do figuraça Tim Burgess, o da foto, é única. A banda tem uma coleção de pérolas pop de matar. Se o repertório do show for bem escolhido e trouxer um mix dos 12 anos de carreira do grupo, o ingresso vale o triplo. Melhor: segundo apurei de uma importante fonte de um site rival, os shows do Charlatans no Brasil vão ser gravados. Se a banda curtir, vai integrar o "Charlatans Live" que o grupo pretende lançar no meio do ano. Cool.

* Stephen Malkmus
Um dos gênios do rock americano da década passada, foi o líder, guitarrista, cantor e compositor do brilhante Pavement. Malkmus é o responsável pelo surgimento de pelo menos metade das bandas brasileiras de indie rock atuais. Seu disco solo é bom, o homônimo, que deve ser a base de seu setlist aqui no Brasil. Mas sua banda, não espere muito, está longe de ter a pegada do Pavement. De qualquer forma, Malkmus é Malkmus. E, em contato por e-mail nesta semana, com este colunista, o astro indie adiantou que deve tocar duas músicas de sua ex-banda.
"Vamos fazer um último ensaio amanhã [nesta quarta] e devo ensinar à banda duas músicas do Pavement para tocar aí. Queria saber o que as pessoas daí mais gostariam de ouvir", disse Malkmus.
Se coubesse a mim escolher, "Perfume-V" e "Loretta's Scars".
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PROMOÇÃO INGRESSOS
Esta é boa. A coluna, diante de semana tão agitada, vai botar para dentro dos shows indies dois felizardos leitores. Em sorteio estarão um par de ingressos para a apresentação do The Mission (domingo no Olympia) e outro par para o show do Charlatans (segunda, no Olympia). Para concorrer, e-mails até sábado de manhã para lucio@uol.com.br, com telefone para contato. Os vencedores terão as respostas no sábado à tarde, através do telefone disponibilizado (existe isso?).
Vou tentar o mesmo esquema para algum dos shows do Malkmus. Se rolar, na próxima semana anuncio.
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PROMOÇÃO STEPHEN MALKMUS
Para esquentar as apresentações do Malkmus no Brasil, a Velvet CDs (www.velvetcds.com.br), loja paulistana especializada em som independente, oferece aos leitores deste colóquio pop um CD ao vivo do ex-líder do Pavement, já em carreira solo, gravado no ano passado no clube Melkweg, em Amsterdã, Holanda. Tem 17 músicas e foi gravado direto da mesa de som. Está a fim? Então: lúcio@uol.com.br
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NOVA REVISTA POP BRASILEIRA
Informações extra-oficiais dão conta de que uma revista pop chamada "Superstar" está sendo articulada pela poderosa editora Abril. O projeto está em franco andamento. Não deve atender totalmente, desconfio, ao leitor de um pop mais (vá lá) refinado. Mas é uma revista nova na praça, anyway.
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OH, NÃO! AIR MIXING????
Essa eu só vou acreditar vendo. Depois do air guitar, air teclado, air gaita e o escambau, parece que está crescendo pelas pistas a prática do "air mixing", por parte dos cyber dancers.
Consiste em imitar os movimentos de DJs, mudando discos (de vinil), fazendo scratchers e mais.
O Skol Beats deverá ser a apoteose dessa espécie. Vamos ver.
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NADA PODE DETER A INTERNET
Não tem jeito. Os novos do Oasis ("Heathen Chemistry") e Moby ("18") voam livremente, tal qual gaivotas, pela internet. O primeiro sai em julho, dia 1º, e o outro, em algum dia de maio. Baixe o seu você também.
* veredicto Oasis: ouvi, ouvi e ouvi o novo CD, desde que registrei minhas primeiras impressões aqui, na semana passada. Não dá para esconder o gosto de frustração com o álbum. Nota 8.
* veredicto Moby: este não escutei muito. Parece sim, achei, com o "Play", diferentemente do que apontam por aí. Isso tirando o single, "We Are All Made of Stars", que sai na semana que vem e é rock'n'roll puro. Assim, de pronto, leva 8.
* PROMO OASIS (empréstimo). Não quis fazer na semana passada um sorteio do disco novo do Oasis, que escapou inteiro pela internet e provocou uma caça aos internautas promovida pela Sony. Mas acho que "emprestar" a minha cópia para quem quiser ouvir não tem muito problema legal. Então é isso aí: quer "emprestado" o novo Oasis. Pede no lucio@uol.com.br. Pode devolver quando quiser.
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A-HA NOVO
Pela quantidade dos e-mails que recebi a respeito do tema, deduzo que várias pessoas de um fã-clube do grupo norueguês A-Ha, aquele, resolveram me escrever para pedir informações e opinião sobre o novo disco da banda, "Lifelines".
Vou ficar devendo.
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AH, NÃO! 2002, O ANO DE...
Sem chance. Por mais que eu tente não falar mais do nosso gênio Caetano Veloso, não tem como evitar. O cara é notícia e ponto. Não adianta os leitores deste espaço pedirem para ignorá-lo e tal.
Então, respira fundo. As duas últimas de Caê:
* Essa nem tem o sujeito como "alvo", na verdade. Está lá, na mais nova e "remodelada" "Revista da MTV", publicação direcionada para o público jovem, que ouve 89FM e vibra com as novidades da emissora de rádio, tipo Offspring e Men at Work. Aí esse carinha de 16 anos, que assiste MTV, pega a revista e numa certa página está lá o título: "Alegria Genuína". É uma entrevista com Caê, cuja "motivação" para ela ser feita talvez seja porque o músico baiano vai completar 60 anos em algum dia de 2002.
Alguns momentos da entrevista, corajosamente reproduzidos abaixo:
R. da MTV: (O pessoal traz comida japonesa. Sashimi. Caetano almoça.) Você não comeu nada...
Caê: Como não? Comi todo o salmão. E um pouco do atum.
R. da MTV: Por isso que você é tão magro!
Caê: Você acha? Não estou, não. Tenho 10 quilos a mais há uns dez anos...
R. da MTV: Pra gente não fez diferença... Para você fez?
Caê: Fez! Foi a única coisa que melhorou em mim!
R. da MTV: Como assim a única coisa que melhorou?
Caê: Agora estou no peso que deveria ter. Se eu tivesse esse peso aos 35, seria um Deus perfeito! (...)
R. da MTV: Deus sabe o que faz!
(continua...)
* Talvez você não esteja informado, mas é bom ficar sabendo? 2002 é o "Ano Caetano". Está no anúncio de lançamento de DVD do ícone publicado em todos os jornais. É um que tem, em letras garrafais, a chamada: "É lindo!"
Depois os "Simpsons" é que estão errados...
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ESPAÇO DE MODA
Não tenho a catega da Erika Palomino, mas costumo dar uns pitacos nas últimas das passarelas, porque acho que os leitores daqui devem ter estilo e coisa e tal.
No último domingo, no honorável programa "A Turma do Didi", o nosso amigo Didi Mocó trajava uma camiseta básica com o seguinte "escrito", na altura do peito: "Cuma?!".
* Faz a minha camiseta "Free Winona" parecer do Hard Rock Cafe Miami
* Sobre a volta dos "Trapalhões", adiantada neste espaço na semana passada, o que corre é que o programa vai ter o mesmíssimo formato do clássico humorístico do passado, com o Didi liderando uma turma de quatro patetas (incluindo ele). Mas terá novo nome, o Kléber Big Brother como o Dedé e o Jacaré É o Tchan como Mussum. Será, hein?
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TRICÔ
Sobre a história da semana passada, reveladora de que a prática de tricotar está virando hit entre meninas e meninos, que virou um ato de amor puro e de protesto, que garotos sacam as agulhas da bolsa enquanto esperam o show de sua banda de rock começar...
Pois, então. Recebi alguns e-mails bacanas à respeito do tema. Seguem abaixo.
"Escrevo para dar a sua coluna um depoimento exclusivo e tocante. Jornalismo verdade é isso aí. Vamos lá: Quando eu tinha 17 anos e estava no colegial, EU TRICOTEI UM CACHECOL PARA A MINHA NAMORADA!!!! Sim, é verdade mesmo. Minha mãe me ensinou e eu achava uma puta terapia. E fazer o cachecol ajudou a ganhar a menina. Pena que alguns meses depois a insensível me trocou por um mauricinho imbecil só porque o cara tinha carro e eu, lógico, não. Uma merda."
Thales de Menezes
ex-jornalista da Folha e hoje "capo" da revista "Playboy"
"Sabe que esse papo de tricô e crochê também rola por aqui? Meu ex-namorado, todo Pavement, vivia fazendo cintinhos de crochê pra mim (muito bem feitos, por sinal). Recomendo a todos. É o máximo receber um presente assim, com o adicional de que ninguém vai ter um igual ao seu."
Cristiane Carvalho
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SERIADOS MATADORES
* "24 Horas", o tão-falado, está me matando. Quando o capítulo acaba, estou cansado, tenso. E ainda está no período das 7h às 8h da manhã. Ainda falta muito para meia-noite chegar.
* No dia 28 de abril, mais conhecido como domingo da outra semana, estréia na HBO o seriado "A Sete Palmos" ("Six Feet Under"). Pelo nome, dá para perceber que o assunto aqui é a morte.
A série, como muitas outras, trata dos percalços do dia-a-dia de uma família: tem a mãe que traiu o pai, o filho que é loser e tenta se dar bem com mulheres, o outro filho gay, a filha teen rebelde.
O lance é que a família tem seu próprio negócio, de onde tira seu sustento: uma agência funerária. Nos EUA, quando alguém morre, fica a cabo de uma agência cuidar do velório, do enterro, avisar os parentes, vestir o morto, maquiar o infeliz, contratar o padre, descolar o caixão.
Em "A Sete Palmos", em todo capítulo, alguém desconhecido morre no início. Os serviços da família protagonista são contratados. E aí misturam-se o drama do cotidiano de nossos amigos e uma busca para saber quem era o tal falecido, cujo enterro a família funerária vai cuidar.
A série pode ser meio tétrica, mas é bem boa de ver.
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LYNCH E O ABSURDO
Entra em cartaz neste final de semana, finalmente, o filme "Mulholland Drive", do polêmico David Lynch. No Brasil, o nome é "Cidade dos Sonhos".
O filme gera dois comentários, invariavelmente: "incompreensível e chato" ou "incompreensível e maravilhoso". Minha opinião é a segunda.
David Lynch vinha pisando na bola há muito tempo, com filmes xaropes e pretensiosos.
Parecia que o diretor de "O Homem-Elefante" e responsável pela espetacular série de TV "Twin Peaks" tinha esgotado seu perturbador repertório no começo dos 90, com "Coração Selvagem" e "Fire Walk with Me", uma prequela, para o cinema, de "Twin Peaks".
Mas aí Lynch saca agora da cartola esse "A Cidade dos Sonhos", um filme sobre e para Hollywood. Minúcias críticas, além de ocuparem as revistas semanais, vão estar em todos os jornais, na sexta-feira. Então vou poupá-los.
Mas, dá para adiantar, ver o filme é como estar assistindo a um pesadelo dos mais cabeludos, da primeira à última cena. A cada momento, o filme vai ficando mais non-sense, mexendo com memória, seres esquisitos, invertendo papéis. Sem nunca fazer o espectador perder o interesse em onde a coisa vai parar.
"A Cidade dos Sonhos", que de sonho não tem nada, tem certas passagens que eu pensei que só eu já havia vivido, em meus pesadelos mais absurdos.
Vou ver o filme de novo.
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HOMEM-ARANHA
Já pode ser visto no cinema e na internet o trailer do aguardadíssimo filme sobre o super-herói aracnídeo, que pelas imagens parece bem esperto.
Vi um nesta recente viagem a NYC que é diferente do que passa por aqui, mas ambos dão muita água na boca.
O filme tem lançamento no Brasil em maio, dia 17. É dirigido pelo grande Sam Raimi, da ótima série de horror "A Morte do Demônio" ("Evil Dead"). Seu nome puxa a qualidade do filme para cima.
Nos Estúdios Universais, de Miami, o do complexo Disney, tem um dos brinquedos com o Homem-Aranha como tema. É daqueles em que você entra em um carrinho e os movimentos mecânicos e a imagem projetada à frente dão a sensação de que você é o personagem, de tão real.
A hora em que você cai de um prédio de 100 andares até o chão, ao percorrer bandidos pulando de edifício em edifício, causou o maior gelo de estômago que já senti na vida.
* TRILHA: e o soundtrack do filme, que será lançado em maio na Europa e nos EUA, tem Strokes ("When It Started") e The Hives ("Hate to Say I Told You So"). Belezura.
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STROKES LOUCURA
(para as meninas)
* Quer dar um beijo em seu stroke predileto? O site www.efanguide.com/thestrokes/interactive/kiss.html libera os meninos e até seu empresário para umas bitocas virtuais das fãs.
* Loja de Nova York (rua 7, entre a 1ª avenida e a A) vende grande memorabília da banda mais famosa da cidade. De tênis dos Strokes a bonequinhos tipo aqueles do Kiss. Dá uma olhada na vitrine:
| themodernage.com |
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| A vitrine! |
* David Letterman: a banda é a atração musical do programa do famoso entrevistador americano, que o Brasil vê nesta quinta às 22h. De lambuja, o programa terá um papo do Letterman com a Camerón Diaz.
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STROKES LOUCURA - PROMOÇÃO
Japonesada insana. Banda mandando ver. Músicas inéditas legais.
Tudo isso está no sensacional "bootleg" dos Strokes que descolei na ida a Nova York, vendido nas lojas de rock mais descoladas da cidade. O show foi em Osaka, no dia 12 de fevereiro deste ano. E começa com "Hard to Explain", depois de uma abertura com "Girls Just Wanna Have Fun", da Cindy Loper. Tem as inéditas "Ze Newie" e "Meet Me in the Bathroom", bem boas.
E o que tem mesmo é uma cópia deste disco para sorteio aqui na coluna, para os que mandarem sua "inscrição" para lucio@uol.com.br.
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MAIS E MAIS
* Esqueci de colocar no item "semaninha boa", a dos vários shows em SP. A banda americana Creedence Clearwater Revisited, a versão malaca do grande C.C. Revival, toca quarta e quinta no Credicard Hall. Estou brincando, claro. Aliás, a banda já deve ter casa no Brasil, de tanto que vem para cá, o único lugar que ela tem público no mundo.
* O discaço "Gold", do americano Ryan Adams, ídolo atual do country pop americano, sai agora em maio no Brasil, em lançamento da esperta FNM.
* O livro "Kurt Cobain - Fragmentos de uma Autobiografia", de Marcelo Orozco, caprichadíssima contribuição brasileira à bibliografia de uma das maiores bandas de rock de todos os tempos, é o tema da próxima festa do programa Garagem. O evento indie acontece nesta sexta, a partir das 23h, no Galpão 16 (rua Fradique Coutinho, 1416, Vila Madalena, SP). Terá discotecagem de Paulão e André Barcinski, sorteio de cópias de "Kurt Cobain". E Orozco estará autografando os livros na noite.
* A banda que mais influenciou o importante semanário musical britânico "New Musical Express" nos 50 anos da publicação foi o fabuloso quarteto The Smiths.
A façanha levou em consideração o número de capas dedicadas à banda de Morrissey e Marr, a quantidade de reportagens provocada pelo grupo e o grau de respostas dos leitores, entre outras coisas.
Os Smiths encabeçam a lista dos 50 artistas ou grupos que mais marcaram o "NME", resultado que está na edição especial desta semana da publicação cinquentenária.
O top 5 de influência da "NME" é:
1- The Smiths
2- The Beatles
3- Stone Roses
4- David Bowie
5- Sex Pistols
6- Oasis
7- Radiohead
8- Paul Weller/The Jam
9- U2
10- Public Enemy
* Deu na californiana "Entertainment Weekly": nas últimas seis semanas, uma empresa de turismo de Hollywood fez até 20 tours por dia até a frente da mansão de Beverly Hills onde está acontecendo o seriado "The Osbournes", reality show campeão da MTV que retrata o cotidiano da família de Ozzy. O fenômeno "The Osbournes" estréia na MTV brasileira no dia 7 de maio.
* Arnaldo Antunes e toda sua genialidade estão de volta. Foi lançado o livro "Palavra Desordem", seu novo livro. O livro trata do seguinte, segundo o "release" da obra: "Composto de frases independentes, uma por página, "Palavra Desordem" pode ser lido em sua seqüência, ou em qualquer ordem. A síntese, a concentração e o gosto lúdico pela linguagem dão o tom de seu discurso. Epigramas, ditados, aforismos, máximas, axiomas, provérbios ou refrões. Slogans, ou antes, anti-slogans, já que não se prestam a divulgar nenhum produto, nem transformar em produto nenhuma idéia". Deve ser sensacional.
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VENCEDORES DA PROMOÇÃO
A lista da alegria está aí embaixo. Confira se você está nessa. Os episódios exclusivos dos Simpsons no Brasil e o "The Osbournes" provocaram uma avalanche de pedidos. Ia sorteá-los de novo nesta semana, mas, por causa da lista de prêmios "urgentes" oferecida na atual coluna, Simpsons e Ozzy ficam para a semana que vem. Agora os vencedores:
* Fita do primeiro episódio de "The Osbournes"
- João Carlos Moraes Perdigão - Belo Horizonte, MG
* Os Simpsons avacalhando o Brasil - CD (RealPlayer)
- Everton Cazzo - Marília, SP
* Os Simpsons avacalhando o Brasil - fita de vídeo
- Angela Bonoso - Rio de Janeiro, RJ
* Livro do Nick Hornby - "Como Ser Legal"
- Elcio Takeshi Mauta - Recife, PE
* CD "The Best Bootlegs in the World Ever" - músicas híbridas
- Janice M. Poncan - São Paulo, SP
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Até mais, gorgeous
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Lúcio Ribeiro, 41, é colunista da Folha especializado em música pop e cinema. Também é DJ, edita a revista "Capricho" e tem uma coluna na "Bizz". Escreve para a Folha Online às quartas. E-mail: lucio@uol.com.br |


