Pensata

Magaly Prado

20/07/2002

A maldita fluminense volta ao ar

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Novidade pra lá de boa! Já alardeiam que a Fluminense volta ao ar pelo dial de FM. A rádio Fluminense foi há 20 anos atrás a primeira rádio segmentada em rock no Brasil. Lançou muita banda independente que só bem depois partiram para a profissionalização. Está em AM e volta, ao que tudo indica para o FM. Leiam mensagem do Marcelo na Tribuna.

Semana passada publiquei aqui uma conversa que tive com Romilson sobre a Antena 1, do Rio. Toda a conversa está ok, meu erro foi apenas na primeira frase: "Conversei com Romilson que cuida da Antena 1 do Rio", o que acabou tornando tudo sem pé nem cabeça, pois o Romilson não é quem cuida atualmente, não é o diretor.

Tudo começou quando uma de minhas fontes me avisou que ele estava na Antena, de São Paulo. Estaria negociando sua vinda para cá? Colocaria toda sua experiência de Antena 1 carioca para os paulistanos? etc e tal.

Só que conversei com ele achando que ele era o atual diretor e só falamos da Antena. Conclusão: ele não me falou que não estava mais, até porque nem perguntei. No mínimo, ele imaginou que eu soubesse. Minha fonte também deve ter imaginado isso.

Dá para ter uma idéia do que provocou, não? Claro que o pessoal da Antena carioca caiu matando pra cima de mim. E com razão. Afinal, porque não chequei, questionavam eles. Por uma simples razão: eu achava estar falando com o próprio diretor. Nem me passou pela cabeça ligar e perguntar se o diretor era o diretor mesmo. Afinal, quando minha fonte me passou seu contato, ele me respondeu tintin por tintin o que eu perguntava sobre a Antena, outra rádio não foi citada. Enfim, peço mil desculpas pelo engano, que se tornou erro.

Aproveito para contar um pouco mais sobre como anda a Antena 1. Conversei, dessa vez, com a Suzana Masetti, coordenadora de programação, leia sua respostas às minhas perguntas.

"Atualmente, entre as primeiras colocações do Ibope carioca, a rádio Antena 1, do Rio de Janeiro acompanha a tendência mundial de segmentação do meio radiofônico e continua tendo como conceito básico ser uma rádio adulta (+25 anos) e qualificada, oferecendo ao seu ouvinte (classe AB) uma programação de alto nível, nunca ultrapassada.

A Rádio Antena 1- Rio de Janeiro não faz alarde de sua programação, não bombardeia incessantemente o ouvinte com os sucessos do momento, dosa todo o seu playlist (o melhor do flashback e da música adulto - contemporânea) e por isso mesmo oferece um excelente trabalho pautado em muita música e pouca conversa.

A Rádio Antena 1 aposta e investe na interatividade com o ouvinte. Ele tem a liberdade e facilidade de telefonar para a emissora sempre que desejar uma informação, assim como também, através de sua homepage, pode tirar as suas dúvidas que, incondicionalmente, serão respondidas pela equipe responsável.

A locução é toda feminina, o que é único no Rio, dando suavidade e leveza ao formato. O jornalismo, dinâmico e eficiente, em pequenas notas a cada 20 minutos, se propõe a manter o ouvinte informado do que acontece no Brasil e no mundo.

As promoções veiculadas na emissora são essencialmente culturais e feitas através de sua homepage.

Dados gerais:
Freqüência: 103,7 MHz
Alcance: 100 quilômetros em linha reta
Tipo de audiência: público adulto e qualificado (Classe AB)
Web Site: www.antena1rio.com.br
E-mail: radio@antena1rio.com.br
Diretor Regional: Paulo Mello (No cargo desde 1987)
Coordenadora Artística Rádio Antena1 - Rio: Suzana Masetti (no cargo desde 1993)
Consultor Técnico Rádio Antena 1 - Rio: João Pedro Cunha Nascimento (No cargo desde 1990)"

Atenção meus leitores-ouvintes cariocas. Contem-me como anda a Antena 1 na opinião de vocês.

TRIBUNA DO LEITOR-OUVINTE

SANDOVAL

Olá Magaly, por falar em Romilson, me lembrei de outro fundador da Rádio Cidade: Eládio Sandoval. Você sabe por onde ele anda? Grande abraço, Waldyr.

Resp.: Não sei, Waldyr, mas registro aqui, assim se alguém souber...



FLUMINENSE, O RETORNO

Leiam atentamente o recado do Marcelo.

***

Prezados internautas. Convoco todos os que gostam de rock para ouvirem a rádio Fluminense FM, cujo retorno ao ar foi marcado para o dia 2 de agosto de 2002.

Podem acreditar: a "Maldita" (no bom sentido, é claro) voltará, após ter feito história nos anos 80, e depois de ter saído do ar, em 1994. Agora, a Fluminense está pronta para fazer história no século XXI.

Quem for do Grande Rio, poderá sintonizá-la em FM 94,9 MHz. Quem for de fora, aguarde a entrada na Internet do portal http://www.radiofluminense.com.br , que possivelmente terá também o som da transmissão.

Porque faço esta convocação urgente? Porque nenhuma empresa de comunicação séria (como a Fluminense FM) sobrevive se não tiver público. Outros veículos de rock, como a revista Rock Brigade, só estão aí ha anos porque têm um público fiel.

Porque a Fluminense FM valoriza a inteligência do ouvinte, ao contrário de centenas de veículos de mídia pelo país afora.

Porque o Grupo Fluminense merece ser recompensado, após perceber que uma programação de rock autêntico é mais rentável do que qualquer programação pasteurizada, como as das FMs movidas a jabá. E mais rentável do que qualquer franquia de rede via satélite.

Enquanto a Fluminense não volta para casa (os 94,9), devemos lembrar que a Flu FM só sobreviverá, se participarmos da rádio, se cobrarmos bons programas, se criticarmos maus profissionais que se atrevam a trabalhar lá (como os coordenadores que mataram a Flu FM em 1994),

se prestigiarmos as promoções, se dermos preferência para os anunciantes da Maldita, e se prestigiarmos os bons shows de rock, de bandas grandes ou pequenas.

Afinal, estamos num século em que nome não garante futuro a nada. Nem mesmo à Fluminense. Por fim, devo agradecer publicamente aos Srs. Alexandre Torres (o concessionário das rádios Fluminense AM e FM), José Roberto Mahr e Leandro Souto Maior, que ha um ano colocaram a "Maldita" no ar em AM 540, acreditando que o rock e o rádio podem, sim, se unirem e vencerem juntos.Como fizeram, um dia, os Srs. Alberto Torres, Luiz Antonio Mello e Samuel Wainer Jr. Obrigado pela atenção. Atenciosamente, Marcelo de Jesus Delfino, Rio de Janeiro - RJ.
Magaly Prado é jornalista e radiomaker. Escreve para a Folha Online aos sábados

E-mail: magalyprado@uol.com.br

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