Valdo Cruz
Muitas dúvidas, raros esclarecimentos
Brasília vive uma fase de interrogações. Ninguém esclarece nada a contento. Tudo, ou quase tudo, está sob suspeição. O pior é que, como são muitos os que devem respostas esclarecedoras, a tendência histórica indica o grande risco de tudo, ou quase tudo, ficar como está. E de novos escândalos surgirem daqui alguns anos, num ciclo que insiste em se repetir por aqui.
Ontem mesmo, veja você, caro internauta, o senador Tião Vianna (PT-AC) disse a amigos que o ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia oferecia empréstimos a fundo perdido a senadores. Isso mesmo, a fundo perdido. Dava o dinheiro e não pedia de volta.
Diz o petista que não aceitou. Mas que sabe que muitos aceitaram. Quem são? De onde vinha o dinheiro que Agaciel Maia oferecia aos senadores? Por que ele emprestava a fundo perdido? Se era mesmo a fundo perdido, com que intenção ele fazia esse gesto tão caridoso aos senadores?
O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio, subiu à tribuna do Senado para protestar contra o que considera uma chantagem de Agaciel. Enxerga suas digitais na notícia publicada nos últimos dias. Notícia apontando que seu chefe de gabinete pegou dinheiro emprestado com Agaciel para cobrir despesas de viagens do tucano no exterior.
Tudo indica que o senador não estava sabendo do que exatamente aconteceu quando viu seu problema financeiro resolvido no exterior. Seu chefe de gabinete, contudo, para que tudo realmente fique esclarecido, deveria vir a público e apresentar o recibo do depósito com a devolução do dinheiro ao ex-diretor-geral. Caso contrário, será mais uma dúvida circulando pelo ar infestado do Senado.
Essas são apenas as dúvidas mais recentes. Até agora, por exemplo, ninguém sabe exatamente quem dava as ordens para que atos do Senado ficassem sob sigilo, não circulassem, fossem mantidos em segredo. Os dedos condenatórios, por enquanto, apontam para Agaciel Maia. Mas é muito difícil, praticamente impossível, acreditar que ele agia sem o conhecimento de ninguém do comando da Casa.
O fato é que Agaciel Maia sabe muito. Sabe o que muitos senadores também sabem. Mas eles não querem que mais ninguém saiba. Só que o vento pode estar mudando. Muitas dúvidas podem ser esclarecidas. Como os questionamentos sobre como está o apoio do presidente do Senado, José Sarney, dentro da Casa. O peemedebista corre o risco de ficar sem o suporte dos democratas. Se, de fato, perder esse apoio, pode ser apenas o início de uma debandada de outros partidos. A conferir.
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Valdo Cruz, 48, é repórter especial da Folha. Foi diretor-executivo da Sucursal de Brasília durante os dois mandatos de FHC e no primeiro de Lula. Ocupou a secretaria de redação da sucursal. Escreve às terças. E-mail: valdo@folhasp.com.br |

Eu te respondo EDUARDO. Adianta sim Eduardo. Se a eleição for anulada, mudaremos todos os deputados federais e 2/3 do senado, isto no próximo pleito.
Se vai melhorar eu não sei e acho que ninguém sabe.
Só saberemos tentando. Se nunca tentar-mos, como vamos saber. Por isso, temos que tentar. Além do mais, ao anular-mos uma eleição, estaremos mostrando aos políticos que deixamos de ser vaquinhas de presépio e sabemos o que queremos. Se quiser, pode continuar dizendo que não adianta, enquanto eu, contnuarei insistindo na minha campanha pelo voto nulo.
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Que se mate.Não fará falta a Itália nem ao Brasil.
Contudo seria interessante ver a JUSTIÇA brasileira
acatar assassino cruel, perverso, covarde e contumaz como mero criminoso político. Ficaria bem
evidente para qualquer um onde está o foco de todo o mal que vem arruinando o povo brasileiro há
mais de 100 anos de República.
FALTA JUSTIÇA DE VERDADE.
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Os partidos não têm boas opções a oferecer.
A legislação continua a mesma, induzindo e estimulando a corrupção e todo tipo de imoralidade
política-administrativa na esfera federal, na estadual e na municipal.
Deus salve o Brasil!
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