Morte do líder das Farc vai dificultar libertação de Ingrid Betancourt
da Folha Online
A morte de Raúl Reyes, líder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), durante ação militar colombiana no último sábado, foi comemorada pelo governo Álvaro Uribe como a maior vitória sobre a guerrilha.
Fabiano Maisonnave, correspondente da Folha em Caracas, diz que a celebração por parte de Uribe deve-se ao que eles consideram de "primeira vez que um dos membros do secretariado é abatido."
Maisonnave conta que, como conseqüência da morte de Reyes, o governo do Equador expulsou o embaixador colombiano em Quito e mobilizou tropas para a área da fronteira. O presidente Rafael Correa ainda chamou o colombiano Álvaro Uribe de mentiroso por afirmar que a operação foi iniciada após as Farc atacarem os militares do lado equatoriano.
Segundo o jornalista, Hugo Chávez também ordenou o envio de batalhões militares à fronteira, o fechamento de sua embaixada em Bogotá e disse que se acontecesse algo semelhante na Venezuela seria motivo de "declaração de guerra" entre os países.
O jornalista conta que Reyes era a "face política da guerrilha", encarregado das relações públicas das Farc e interlocutor da guerrilha com os mediadores internacionais.
"O chanceler Bernard Kouchner, que mantinha contato com Reyes, disse que a morte dificultará as negociações para liberar os demais seqüestrados, entre os quais a ex-candidata Ingrid Betancourt", explica

