Entenda o processo eleitoral nos EUA; ouça Sérgio Dávila
da Folha Online
O ato de votar no Texas exemplifica como é confuso o processo eleitoral norte-americano, considerado por alguns como "democracia em seu estágio mais avançado" e por outros como "burocracia em sua mais pura forma."
As informações são de Sérgio Dávila, correspondente da Folha em Washington e enviado especial a Austin, no Texas. Ouça outros podcasts sobre as eleições nos EUA.
Sérgio Dávila explica que, do lado democrata, o eleitor tem que se registrar até 30 dias antes das eleições primárias. No dia do voto, deve comparecer ao seu distrito, mostrar a identidade e votar.
"Não importa se esse eleitor é democrata, republicano ou independente. Nos EUA, ao tirar o equivalente ao título de eleitor brasileiro, o cidadão tem de declarar o partido ao qual é afiliado ou com o qual simpatiza."
Segundo Dávila, quando terminam as primárias começam os "caucus", que significa "reunião", e, os que votaram nas primárias poderão também participar do "caucus" nas próximas três horas, que indicará mais um número de delegados.
O jornalista diz que no mês de junho será realizada a convenção do partido, que definirá os demais delegados. Há ainda os superdelegados, geralmente integrantes da elite democrata e que não são selecionados por ninguém.
"Esses delegados escolhidos nas primárias, os escolhidos nos caucus, os escolhidos na convenção estadual, e os superdelegados, vão representar o Estado do Texas na convenção nacional, que acontece em agosto."
De acordo com Dávila, somente nesta ocasião é decidido, com outros delegados de outros Estados, quem irá se candidatar para presidente dos EUA e, finalmente, no mês de novembro a população vai às urnas escolher quem será o sucessor de George W. Bush.
"Entendeu? Nem eu", brinca o jornalista.
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