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07/03/2008 - 16h47

"Meu filho foi seqüestrado"; ouça pai do mestrando retido em Madri

da Folha Online

Pedro Luiz da Silva Lima, mestrando que foi retido no aeroporto de Madri, quando ia fazer uma escala para participar de um congresso de ciências sociais em Lisboa, irá desembarcar no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, no vôo 6025 da Ibéria, com previsão de chegada para às 18h40.

A informação é de Luiz Carlos do Rego Lima, pai de Pedro, que conversou com ele pela última vez nesta quinta-feira às 0h, quando informou o resultado do jogo do Flamengo para o filho.

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Lima é doutor em literatura comparada e leciona na UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e sua esposa, Rosaly Silveira da Silva é doutora em química orgânica, ministra aulas na UFF (Universidade Federal Fluminense).

Ele conta que o filho, estudante da Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro) foi representar o Brasil em um evento, mas sofreu um ato de seqüestro por ficar dez horas sem água, alimentação e sem poder de se comunicar com o Brasil.

"O Itamaraty, os nossos cônsules, têm que agir com mãos firmes, pois são responsáveis pela cidadania do brasileiro fora do Brasil, e não foi isso que ocorreu, estes brasileiros não tiveram sua cidadania respeitada", afirma Lima.

Luiz Carlos diz que a polícia espanhola foi arrogante e que a declaração de que não houve maus-tratos aos brasileiros feita pelo embaixador da Espanha no Brasil, Ricardo Peidró, foi insensata.

"Ele legitimou que há um confronto. A Europa é a civilização e os países do Terceiro Mundo representam a barbárie", declara.

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