China proíbe entrada de jornalistas estrangeiros no Tibete
da Folha Online
Pelo menos 16 pessoas morreram em manifestações na China desde a semana passada. Os protestos começaram como uma reação à notícia de que monges budistas teriam sido presos depois de realizar uma passeata para marcar os 49 anos de um levante tibetano contra o domínio chinês.
Raul Juste Lores, correspondente da Folha em Pequim, conta que o governo chinês informou a morte de 16 civis inocentes, enquanto autoridades do governo tibetano no exílio afirmam que foram 100 pessoas assassinadas pela polícia chinesa.
"O problema é que realmente dá para desconfiar da China por não permitir o menor acesso da imprensa estrangeira ao Tibete. Até os turistas foram retirados de Lhasa e os jornalistas estrangeiros são proibidos de irem para lá e para outras Províncias onde há protestos de tibetanos", diz o jornalista.
Lores explica que as pessoas em Pequim estão sem acesso ao YouTube e a sites de notícias como o "The Guardian", "The Economist", "The Times", bloqueados por citarem o Tibete em seus conteúdos. "É um sinal de que os chineses não querem que a gente saiba o que de fato aconteceu lá."
De acordo com o correspondente, a China quer passar uma imagem positiva e de uma potência emergente ao resto do mundo, mas o que se vê é um país que não consegue dialogar com uma província que tem vários problemas como o Tibete. "Ao tentar esconder algo da imprensa e do resto do mundo, faz com que a imaginação de qualquer espectador desses fatos comece a pensar o que de fato aconteceu no Tibete", conclui.
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