Fracasso de Bush não destrói força republicana na eleição
da Folha Online
O índice de aprovação da gestão do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, foi de 26%, segundo Pesquisa do instituto Zogby International divulgada no mês passado.
Daniel Bergamasco, correspondente da Folha em Nova York, conta que, desde o início das prévias, muitos colegas no Brasil têm feito a seguinte pergunta: "Será mesmo que, depois de oito anos de Bush, com guerra no Iraque, com crise econômica, os americanos podem eleger de novo um republicano?" Ouça outros podcasts sobre as eleições nos EUA.
Segundo o jornalista, os americanos se ressentem muito de não terem vencido a guerra no Iraque e por Bush ter ajudado a piorar a imagem do país no resto do mundo. "O americano não se tornou contra guerras em geral, ele é contra essa guerra específica do Iraque, porque acha que está perdendo dinheiro e vidas nessa batalha."
Bergamasco diz que enquanto os candidatos Barack Obama e Hillary Clinton ainda estão na disputa para serem a opção democrata na eleição de 4 de novembro, as pesquisas mostram que John McCain, candidato republicano já escolhido pelo partido, tem grande chance nessa briga.
"O que é preciso entender é que o Partido Republicano é o mais antigo e muito forte no país, emplacou a maioria dos presidentes americanos e dentro dele há correntes ideológicas diversas, o que fica muito claro em um país com apenas dois partidos políticos de expressão", diz repórter.
De acordo com Bergamasco, Hillary e Obama defendem assistência médica para todos, mas, ao contrário do Brasil, isso é muito controverso nos EUA, pois muitos acham que a tendência é de o Estado cobrar mais imposto. Já aqueles que são contra a medida tendem a concordar com John McCain, que não está disposto a conceder tal benefício.
"Por isso, sempre digo que o Bush talvez não ganhe eleição para síndico de prédio, mas o Partido Republicano continua firme e forte no país", conclui o jornalista.
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