Filme mexicano retrata fragilidade da segurança dos centros urbanos
da Folha Online
Neste feriado uma das principais estréias nos cinemas é a produção mexicana "Zona do Crime", o primeiro longa-metragem de ficção do cineasta Rodrigo Plá.
Sérgio Rizzo, crítico da Folha, conta que a ação do filme se ambienta na cidade do México, mas poderia ser vivida em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte (MG) e até em Porto Alegre (RS). "Fala a respeito de desigualdade social e da tentativa de moradores de condomínios de luxo de se isolarem do mundo que os cerca", diz ele. Ouça outros podcasts com a participação do jornalista.
"A Zona" é o nome de um condomínio isolado com segurança máxima do restante da cidade, encravado no meio de uma grande favela. Em uma noite de chuva, ocorre no condomínio uma tentativa de roubo que resulta em assassinato.
Para Rizzo, "Zona do Crime" trata de desigualdade social sem populismo e sem responsabilizar determinado grupo pelo estado das coisas. "Ele atira o espectador no meio desse estado e provoca nele um inevitável mal-estar", avalia o crítico.
O cineasta Rodrigo Plá disse em entrevistas que gostaria que o espectador não saísse indiferente à situação após assistir o seu filme. "Eu diria que é quase impossível sair indiferente. Se você é um morador de grandes centros urbanos vai enxergar nessa história, que é de ficção, algo que poderia perfeitamente ocorrer cotidianamente conosco."
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