"Brasil incentivou boas relações entre judeus e não-judeus", diz Sobel
da Folha Online
Nesta quinta-feira, comemora-se os 60 anos do Estado de Israel. O país teve sua independência proclamada no dia 14 de maio de 1948. No entanto, o calendário judaico é lunar e, portanto, o feriado ocorre, a cada ano, em diferentes datas dos meses de abril ou maio.
Henry Sobel, nascido em Lisboa (Portugal) e criado nos Estados Unidos, vive há 37 anos no Brasil e é ex-presidente do Rabinato da Congregação Israelita Paulista (CIP). Ele comenta que Israel é um porto seguro para o judeu. "Se tivéssemos um Estado de Israel há 80 anos, garanto-lhes que não teria havido um holocausto. Hitler sabia perfeitamente que os judeus da Alemanha não tinham um porto seguro. Eles não tinham para onde ir."
Sobel diz que o Brasil é um país muito importante para o povo judeu, pois acolheu os imigrantes e refugiados durante a Segunda Guerra Mundial, o que não ocorreu em outros países. "Os judeus podem viver aqui no Brasil sabendo que o impossível não vai acontecer. O impossível significa anti-semitismo", diz ele.
Segundo Sobel, o Brasil cultivou e incentivou boas relações entre judeus e não-judeus. "Por ter um aliado forte, Israel também passa a viver em segurança, sabendo que nunca mais haverá uma omissão perante o genocídio, perante o holocausto."
Nascido em Lisboa em 1944, Sobel cresceu em Nova York e chegou no Brasil em 1970.
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Também tem a questão do holocausto, sendo usado como recurso para vitimizar os judeus e colocar os palestinos como substitutos dos alemães. Isso obviamente é irônico, pois inverte os papéis da vítima e do algoz.
Falar em holocausto lembra revisionismo, mentirosamente chamado de negação do holocausto. Não se nega o holocausto e sim se revisa. O máximo que se nega é a versão oficial.
Há um projeto de lei, do Dep. Marcelo Itajiba, que pretende criminalizar a negação do holocausto (e obviamente sua revisão). Se o revisionismo é algo inválido, bastariam simples explicações para desmentir. Só. Mas o fato de criarem lei proibindo pensar, duvidar, indagar, já é motivo para se desconfiar. E não é a toa, pois o revisionismo não só apresenta outra versão, mas também denuncia a chamada industria do holocausto, onde o sofrimento das vítimas seria usado como forma de lucro fácil, além de ter ajudado a forçar a criação do estado de Israel. Só a mentira precisa de censura, e comparar revisionismo com apologia ao nazismo é no mínimo covardia de quem quer fugir de dar explicações e responder certas questões.
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Os palestinos estavam lá e os judeus simplesmente foram chegando, tendo o antigo testamento como escritura de terras. Ao invés de uma justificativa, deram uma desculpa, de que seus ancestrais ali viveram a milênios, portanto as terras são suas.
Israel assassinou inocentes, até crianças. Claro que os palestinos não ficariam sem fazer nada. Não só podem como DEVEM lutar contra invasores. Desejar o fim do estado de Israel é o mínimo, tendo em vista que este estado está promovendo o fim do povo palestino.
E é bom deixar claro algumas coisas: Hamas, Hezbollah e Fatah não são grupos terroristas, como a mídia teima em afirmar. O Brasil oficialmente os reconhece como partidos políticos. Do ponto de vista palestino, Kadima e Likud é que seriam grupos terroristas.
Também tem a questão do holocausto. Usar isso como desculpa para matar palestinos é absurdo. Querem compensar o holocausto judeu com um holocausto palestino? Por isso digo que os sionistas fizeram um curso de genocídio na faculdade de Auschwitz, com o professor Menguele, cujo reitor era Adolf Hitler. Dali sairam com diploma de mestrado e doutorado.
Se os judeus tinham algum direito àquelas terras, deveriam simplesmente ir chegando com bons modos, respeitando seus anfitriões. Pelo que fizeram aos inocentes palestinos, já perderam o direito de estar ali a muito tempo. Portanto, não reclamem depois se ocorrer uma nova diáspora.
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