Correspondente viu multidão deixando prédio em Pequim; ouça relato sobre tremor
da Folha Online
Um terremoto de 7,8 graus na escala Richter atingiu a China nesta segunda-feira, o pior em 30 anos na história do país.
Raul Juste Lores, correspondente da Folha em Pequim, diz que estima-se que mais de 8.500 pessoas morreram. Segundo o jornalista, o tremor ocorreu por volta das 14h30 do horário local, com epicentro na Província de Sichuam, sudoeste do país.
De acordo com o correspondente, uma escola desabou e foi soterrada com 900 estudantes em aula no momento do tremor.
O jornalista conta que estava sentado em frente ao computador, quando sentiu a cadeira e a mesa balançar. Olhou pela janela, achando que o tremor estava relacionado a alguma construção da região, quando viu a multidão deixando prédios e deixou o apartamento também.
O terremoto foi sentido em várias regiões da Ásia, como Tailândia e Vietnã. Lores conta que mídia estatal chinesa noticiou de forma superficial o tremor e que o jornal das 19h destinou apenas dois minutos para as informações. Jornalistas estrangeiros perceberam a gravidade da situação quando o primeiro ministro Wen Jiabao foi para Sichuan.
"O que é incomum. O governo chinês é acusado de dar respostas lentas a grandes tragédias que acontecem no país e, às vezes, de esconder doenças, como aconteceu com a epidemia Sars que afetou a China em 2003", diz Raul Juste Lores.
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