Obama areja a política norte-americana; ouça professor da PUC
da Folha Online
Barack Obama conseguiu o almejado número de delegados que lhe garantiria a candidatura democrata. Comparado ao que ocorreu com o governo de George W. Bush, o senador abre perspectivas de "arejar" a política norte-americana, já que é um candidato jovem e tem o apoio de eleitores mais novos.
As informações são do cientista político Paulo Edgar Resende, professor do programa de pós-graduação da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica) e coordenador do Naci (Núcleo de Análise de Conjuntura Internacional). Ele também é membro do Gacint (Grupo de Análise da Conjuntura Internacional), da USP (Universidade de São Paulo).
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A eleição nos EUA não envolve apenas a opinião pública, sua projeção mundial envolve o ponto de vista econômico, militar e cultural. A imprensa de diversas localidades tem acompanhado a corrida.
Resende fala que a possibilidade de Hillary Cilnton ser a vice de Obama é classificada pela imprensa americana como a "chapa dos sonhos". Ele diz que não se deve desvalorizar o fato da vitória de Obama, nas primárias realizadas nesta terça-feira, não ser contundente.
"Hillary Clinton teve também um desempenho muito próximo, a ponto de realmente parecer que Barack Obama, uma vez confirmado pela convenção em agosto, deverá tê-la em um posto importante, não apenas em sua campanha, mas em seu governo", afirma.
O cientista político fala que nos moldes de uma democracia liberal, os Estados Unidos se mostram fiel ao modelo, pois, por meio das eleições primárias em cada Estado, o partido pôde verificar o peso de alguns de seus nomes.
O professor diz que, embora o país tenha um regime presidencialista, o candidato eleito está longe de considerar-se com as "mãos livres" em sua política interna e externa, já que o Congresso se faz presente.
"Nós também julgaríamos que a governabilidade de Obama será mais tranqüila, quanto mais ele puder contar com uma maioria no Congresso, seja na Câmara dos representantes, seja no Senado", declara.
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