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25/06/2008 - 17h17

McCain é favorável ao álcool de cana-de-açúcar do Brasil; ouça Daniel Bergamasco

da Folha Online

No Brasil, há um grande interesse sobre as eleições americanas, pois existe a possibilidade de que seja eleito pela primeira vez um presidente negro nos EUA e também pela expectativa de que George W. Bush saia da Casa Branca.

As informações são de Daniel Bergamasco, correspondente da Folha em Nova York. Ouça outros podcasts sobre as eleições nos EUA.

Daniel Bergamasco

Segundo Bergamasco, também é discutido sobre qual candidato seria melhor para o Brasil, o democrata Barack Obama, 46, ou o republicano John McCain, 71.

"O que pode ser melhor para São Paulo, pode não ser para o Paraná. Tem sempre várias discussões envolvidas", explica o correspondente.

O jornalista diz que nesta semana ficou claro que, no que se refere a questão da importação do álcool brasileiro de cana-de-açúcar, a vitória de McCain seria melhor para o Brasil.

"Ele é contra dar subsídios, como o governo Bush já faz hoje, para a produção de etanol de milho. Ele disse que seria muito melhor importar o álcool de cana-de-açúcar brasileiro, que é muito mais eficiente e a produção gasta muito menos energia do que a produção de álcool de milho", explica.

Bergamasco fala que o provável candidato democrata Barack Obama tem uma posição exatamente oposta, pois é a favor da ampliação aos subsídios para o álcool de milho dos EUA e contra a importação. O senador questiona a troca da dependência externa do petróleo pela do álcool brasileiro.

Nesta semana, uma reportagem no jornal "The New York Times" divulgou que dois dos principais assessores do Barack Obama são ligados à industria de álcool de milho.

"Ou seja, ele está muito próximo do lobby de álcool de milho. Então, foi colocado em xeque se esta defesa veemente que ele faz do álcool de milho americano não passa também por essa proximidade com lobistas das usinas", afirma o jornalista.

 

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