Farc perde sua refém mais importante; ouça professor
da Folha Online
A franco-colombiana Ingrid Betancourt, três americanos e onze militares reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) foram libertados nesta quarta-feira (2) em uma operação do Exército da Colômbia.
Para Thiago Rodrigues, coordenador do curso de relações internacionais da Faculdade Santa Marcelina, Betancourt era a refém mais importante em poder da guerrilha colombiana, que se enfraqueceu muito depois da morte de Raúl Reyes (número dois da guerrilha) e de seu líder e fundador, Manuel Marulanda.
"O que se espera é que as Farc fiquem mais acuadas do que estão no momento, que não consigam recuperar a posição que tiveram no final dos anos 90 e que sejam chamadas a negociar, ou definitivamente atacadas em um movimento repressivo mais definitivo pelo governo colombiano que implique numa derrota militar", avalia o professor.
Segundo ele, os sinais de sobrevivência das Farc são "pouco favoráveis" à guerrilha, e o Estado colombiano "nunca esteve tão forte e tão próximo" de colocar fim a guerra civil na Colômbia, que vem desde os anos 60.
"O prognóstico é bastante desfavorável para as Farc e de fortalecimento de Uribe, que é um governo centralizador, altamente repressivo e vem alavancando uma certa admiração e apoio de outros Estados da região, que de forma mais ou menos entusiástica tem dado suporte à política chamada de segurança democrática que Uribe tem desenvolvido nesses últimos anos", conclui Rodrigues.
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Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
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