Libertação de Betancourt pode mudar futuro político da Colômbia; ouça especialista
da Folha Online
A libertação da franco-colombiana Ingrid Betancourt e mais 14 reféns, na quarta-feira (2), pode modificar o futuro da Colômbia e das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
É o que afirma a venezuelana Thania Soto, doutora em relações internacionais pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), mestre em administração pública pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e professora da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).
Para a professora, a operação é mais uma derrota para as Farc, cuja força vem enfraquecendo. Além disso, Soto nota que o governo de Álvaro Uribe passou de um plano de negociação para um de intervenção. A partir de agora, ela defende uma negociação visando à rendição das Farc, não mais negociações de paz entre a guerrilha e o governo colombiano.
Ela alerta para outra questão do futuro político do país: que a ex-senadora Ingrid Betancourt possa sair de uma cena de seqüestrada para um plano de elegível. "É possível que ela seja uma rival política do presidente Uribe."
Outro aspecto interessante para Soto é o suporte que os Estados Unidos deram à operação. Segundo ela, o mapeamento dos guerrilheiros e o apoio da inteligência americana acabam desestruturando as Farc e comprovam o sucesso de "planos econômicos por parte do governo colombiano de incentivo para os desertores das guerrilhas".
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, envolvido nas negociações de libertação de Betancourt, é outro que sai ganhando, conclui a professora.
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Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
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