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03/07/2008 - 12h57

Libertação de Betancourt pode mudar futuro político da Colômbia; ouça especialista

da Folha Online

A libertação da franco-colombiana Ingrid Betancourt e mais 14 reféns, na quarta-feira (2), pode modificar o futuro da Colômbia e das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

É o que afirma a venezuelana Thania Soto, doutora em relações internacionais pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), mestre em administração pública pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e professora da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).

Thania Soto

Para a professora, a operação é mais uma derrota para as Farc, cuja força vem enfraquecendo. Além disso, Soto nota que o governo de Álvaro Uribe passou de um plano de negociação para um de intervenção. A partir de agora, ela defende uma negociação visando à rendição das Farc, não mais negociações de paz entre a guerrilha e o governo colombiano.

Ela alerta para outra questão do futuro político do país: que a ex-senadora Ingrid Betancourt possa sair de uma cena de seqüestrada para um plano de elegível. "É possível que ela seja uma rival política do presidente Uribe."

Outro aspecto interessante para Soto é o suporte que os Estados Unidos deram à operação. Segundo ela, o mapeamento dos guerrilheiros e o apoio da inteligência americana acabam desestruturando as Farc e comprovam o sucesso de "planos econômicos por parte do governo colombiano de incentivo para os desertores das guerrilhas".

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, envolvido nas negociações de libertação de Betancourt, é outro que sai ganhando, conclui a professora.

Comentários dos leitores
Jorge Bronze (42) 02/12/2009 07h58
Jorge Bronze (42) 02/12/2009 07h58
JR, você deveria dizer que os votos estão sendo comprados juntamente com suas consciências. Os bolsas diversas não dignificam ninguém, apenas resolvem num momento o seu problema, este desgoverno pretende criar mais dois bolsas, o da cultura e o do celular, isso se chama compra de voto, e o PT é PHD nisso, agora falar em 3º mandato para o imcomPeTente, é exatamente fazer o que o lixo do Zelaia iria fazer, se perpetuar no poder como alguns idiotas estão querendo fazer na América Latina, simplificando alguns são cópias baratas do Hugo Chavez e este por sua vez é uma planta nascida do esterco da revolução cubana. Este governo, tem sim laços de amizade com as FARC, pois guerrilheiro defende guerrilheiro, o caso mais conhecido neste governo é a Dilma, que era também colega do heroi do PT "Lamarca", guerrilheiro assassino cruel, assaltante de bancos, (aliás a Dilma também foi), sequestrador, ladrão de armas do exército, desertor, e ainda assim sua familia recebeu mais de um milhão de indenização mais a pensão de coronel. sem opinião
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Ricardo Perrone (48) 12/11/2009 11h26
Ricardo Perrone (48) 12/11/2009 11h26
O Governo colombiano não deveria exercer esse tipo de artifício para capturar assassinos, bandidos ou guerrilheiros. Pagar recompensa é um estímulo a práticas detestáveis do caráter humano, como: ganância, traição e mentira. O governo deveria pegar o valor de tal recompensa e empregar nas atividades investigativas da polícia ou mesmo em sua modernização. O Estado deve ter por meta estimular o bom comportamento na sociedade, banindo práticas detestáveis mesmo que sejam por uma boa causa. 5 opiniões
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O Pacificador (232) 12/11/2009 11h03
O Pacificador (232) 12/11/2009 11h03
"Governo colombiano oferece US$ 1 milhão pelos assassinos de soldados do país..."
Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
sem opinião
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