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08/07/2008 - 11h53

Dantas e Nahas se aproximaram do PT; ouça Kennedy Alencar

da Folha Online

No período do governo tucano, Daniel Dantas construiu um império na privatização das teles. Nesta época, criou arranjos societários que permitiram controlar grandes negócios com pequena participação acionária. Era o início de sua imagem de empreendedor que joga pesado, recorrendo a grampos e a dossiês para obter da esfera pública apoio a projetos privados.

As informações são de Kennedy Alencar, colunista da Folha Online e repórter especial da Folha em Brasília. Ouça outros podcasts com a participação do jornalista.

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O jornalista diz que Dantas começou como um menino prodígio que ficaria rico no mundo financeiro e esse passo foi dado com o seu talento.

"No governo Lula foi tratado de cara como inimigo. Com o tempo, aproximou-se de Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT e estrela do mensalão, e também do polêmico advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula. Na época, Dantas travava uma disputa contra os fundos de pensão a respeito do controle da Brasil Telecom", explica o colunista.

Alencar diz que, nos bastidores da política, Dantas acumulou munição contra os petistas e contra o governo atual e sua prisão irá esclarecer duas coisas. "Número um: averiguar se tem tal munição; número dois: saber se vai usá-la. Dantas acaba de fazer um grande acordo com fundos de pensão em empresas privadas na compra da Brasil Telecom pela Oi", declara

O jornalista afirma que o mesmo pode se dizer de Naji Nahas, um empresário de carreira malufista que se aproximou do PT quando o partido chegou ao governo federal. Segundo o colunista, Nahas pode saber segredos financeiros do PT.

"Dantas e Nahas viraram uma espécie de vilões de plantão em um país que está recheado deles", comenta Kennedy Alencar.

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