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11/07/2008 - 02h27

Campanha de Obama tem "enchido o papo" de dólares e de votos; ouça Daniel Bergamasco

da Folha Online

Nos últimos dia 9 e 10, o senador Barack Obama esteve em Nova York para "passar o chapéu" entre a elite poderosa da cidade. Para participar, o cidadão tinha que fazer uma doação de pelo menos US$ 250 e no máximo de US$ 2.300 dólares.

As informações são de Daniel Bergamasco, correspondente da Folha em Nova York. Ouça outros podcasts sobre as eleições nos EUA.

Daniel Bergamasco

"Aqui nos EUA, a doação de campanha é super controlada. Só pode ser feita por pessoa física e em valor máximo de US$ 2.300 dólares para as primárias e mais US$ 2.300 para a segunda fase da disputa, quando cada partido já definiu seu candidato", explica o jornalista.

Segundo Bergamasco, empresas não podem doar diretamente, apenas por meio de uma brecha chamada de PAC (comitês de arrecadação), meio pelo qual muitos candidatos, como o Barack Obama, são críticos por dizerem que isto pode favorecer a criação de lobby.

"E ainda assim a arrecadação de Obama está na casa dos US$ 300 milhões de dólares até agora. É mais ou menos como se cada um dos americanos, pobre, rico, miserável, criança, adulto, tivesse contribuído com uma nota de dólar para a campanha", declara.

O jornalista conta que quase metade dos doadores do Obama contribuíram com menos de US$ 200 dólares para a campanha, enquanto para o John McCain, que não arrecadou nem a metade, 25% cederam menos de US$ 200 dólares.

"Até o final do ano, a fantástica máquina de fazer dinheiro do Obama pode atingir o meio bilhão de dólares. E a fantástica máquina de gastar dinheiro também do candidato continua bem azeitada, já que com US$ 300 milhões, tendo entrado na conta corrente da campanha, ele ainda tem saldo negativo", explica Bergamasco,.

De acordo com o jornalista, este dinheiro é muito bem utilizado, a julgar pelo evento do qual participou no Hotel Hyatt. Ele conta que o encontro parecia lançamento das produções cinematográficas de Hollywood.

Em um clipe de Obama, que pareceria filme, abriu a noite, em um saguão com lustre de cristal. No evento, regado a vinho, com bandejas servindo carpaccio de salmão, o público estava vestido como se fosse para um casamento.

"O vinho, a entrada no evento, claro, tudo era vendido para conseguir mais fundos para essa campanha quase bilionária de Obama, que, de salmão em salmão, de eleitor em eleitor, tem enchido o papo de dólares e de votos", afirma Bergamasco.

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Comentários dos leitores
Luiz Castro (109) 11/10/2008 11h06
Luiz Castro (109) 11/10/2008 11h06
Cortem sua cabeça!! traidor!! terrorista!! explodam ele!!! Os gritos da platéia nos comícios de MacCain/Palin dão o tom da temperatura que os ataques republicanos provocaram. MacCain com sua eterna dubiedade, primeiro fingiu-se de morto perante o problema, para dias depois de tentar destruir a imagem de Obama ao dizer que ele é um homem de família, honesto e merece respeito. Tal como no episódio da crise de Wall Street, quando abandonou a campanha para "ajudar" no pacote, MacCain nada mais faz que tentar tirar proveito político das situações. Usando a teoria do bode, onde alguém coloca o animal no meio da sala, e dias depois quando o desespero familiar já fêz com que todos brigassem entre si pela presença do animal, a mesma pessoa que o colocou tem a brilhante idéia de retira-lo, deixando assim todos muito agradecidos. Ao ir a Washington MacCain só atrapalhou as negociações, e agora depois de muitos xingamentos provocados pelos próprios ataques de sua campanha o candidato coloca panos quentes para acalmar sua turma e assim parecer respeitador. Ao não focar na crise financeira MacCain só mostra que tendo oito casas para morar está totalmente afastado da realidade da classe média que luta para manter seus lares e economias. A irresponsabilidade eleitoral é tanta que partidários republicanos que imprimiram cédulas eleitorais (oficiais) no estado de New York escreveram Barack Osama no campo de marcação do voto. Vale tudo.
Os números mostram que isso não funciona, é o fim.
sem opinião
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Leon Diniz Diniz (56) 10/10/2008 15h30
Leon Diniz Diniz (56) 10/10/2008 15h30
E lá vem o golpe! Eu venho cantando esta bola ha tempos. Senhores, eu ouví, numa rádio no dia de hoje o comentário de um jornal de São Paulo, que os republicanos estão tentando repetir o ocorrido na Flórida em 2000 e Ohio 2004. Nos Estados controlados por repúblicanos, está se exigindo identificação especial e desnecessária para alijar possíveis eleitores democratas.
Segundo a imprensa, na Indiana e na Geórgia já estão exigindo carteira de habilitação com foto, o que deixará fora do pleito aqueles que não possuem carro.
Um estudo recente mostra que apenas 22% entre os 80% dos americanos que possuem carro, são negros. Ainda segundo este noticiário, no Condado de Orange, Flórida, dos 672 registros de eleitores negados, 50% são democratas e 10% são republicanos.
É, parece que o lobo perde o pelo, mas não perde o vício. Eu avisei! Cuidado Senador Obama não durma no ponto, exija olheiros internacionais porque o jogo vai ser duro e desleal.
No ano de 1998, escrevi uma monografia universitária de nome "O Grande Meggido". Nela eu afirmei que Bush seria candidato a presidência. E que ele venceria a eleição pois o partido democrata não ajudaria Al Gore. E afirmei que Bush faria um governo desastroso entregando o país quebrado ao seu sucessor. BINGO!!! Acertei mais uma na mosca, pena que não tive recursos para publica-lo. Meu raciocínio foi simples, fiz as contas e ví que Bush estaria completando nos EUA o domínio de 27 anos de GOG o Anti-Cristo da visão de Nostradamus e João.
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Vladimir Tzonev (142) 10/10/2008 14h36
Vladimir Tzonev (142) 10/10/2008 14h36
COMENTÁRIO SOBRE A MATÉRIA: "10/10/2008 - 09h31
Pesquisa aponta vitória inédita de Obama em Colégio Eleitoral
O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama... pela primeira vez... superou os 270 votos necessários no Colégio Eleitoral para ganhar a eleição de 4 de novembro.
.. o senador democrata tem 277 votos eleitorais contra apenas 158 da chapa republicana. Outros 103 votos continuam em acirrada disputa, mas, mesmo considerando que John McCain ganhe todos, ele perderia para o rival democrata.
...Esta conquista é muito mais representativa para Obama do que as pesquisas de intenção de voto, já que a eleição nos Estados Unidos é indireta...
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sabem porque a lingua escrita em frances e ingles é tão diferente da falada?
era a maneira encontrada, na idade média, para dificultar a alfabetização dos pobres e assim impedir a sua ascenção social.
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e um sistema eleitoral, como o americano, tão complexo, longo, indireto e no qual é necessário ter muito dinheiro para propaganda eletoral, porque lá não tem horário gratuíto na tv, comos temos no brasil?
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pode ser chamado de democrático?
é feito para favorecer a quem?
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passam um ano em campanha eleitoral, para governar...só 4 anos!
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eu, que nada tenho a ver com esta eleição, já estou cansado e de saco cheio, imagine os candidatos...
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