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11/07/2008 - 13h02

"Viagem ao Centro da Terra" deve ser visto em salas 3D; ouça crítico

da Folha Online

Depois dos lançamentos de "Wall-E" e "Kung Fu Panda", estréiam, nesta semana, os filmes "Viagem ao Centro da Terra - O filme", de Eric Brevig, e "Pequenas Histórias", do diretor Helvécio Ratton.

Christian Petermann, crítico de cinema e colaborador do Guia da Folha, comenta as duas produções que podem ser conferidas pelo público infanto-juvenil durante este mês de férias. Ouça outros podcasts do Guia da Folha Online.

Christian Petermann

Petermann conta que "Viagem ao Centro da Terra" retrata a clássica história de Julio Verne e mostra a aventura de um grupo de cientistas que chegam ao núcleo da Terra.

Segundo ele, apesar da trama já ter sido mostrada em outras montagens, esta versão é em 3D e as cópias podem ser vistas em salas convencionais ou nas poucas que dispõem do recurso, em que o uso de óculos especiais dá a sensação de que os personagens estão saltando da tela.

"Eu recomendo assistir o filme apenas em salas 3D, porque o filme foi feito para isso, para o espectador reagir. São pequenos sustos que fazem o entretenimento ser relevante. Sem o 3D, o filme fica bobinho. O que ele pretende mesmo é agradar com os efeitos especiais", afirma Petermann.

O crítico diz que quem quiser optar por uma produção simples e brasileira deve assistir o filme "Pequenas Histórias", cuja a direção é do responsável por adaptar o "Menino Maluquinho", do Ziraldo, para o cinema.

Petermann comenta que a narradora, a atriz Marieta Severo, é uma costureira que está montando uma colcha de retalhos e que conta quatro "causos". As histórias trazem as participações de Paulo José, como um Papai Noel de shopping center, Patrícia Pillar, como Iara, e Gero Camilo, interpretando Zé Burraldo, o homem mais burro do mundo.

"Um filme que busca as raízes brasileiras, o folclore, a cultura popular das crendices que se espalham no boca a boca e, nesse sentido, se torna um espetáculo para ser visto pelos nossos pequenos espectadores que, quando muito, tem contato com Monteiro Lobato, mas já perderam o bonde do tempo. Poucos sabem da cultura genuína brasileira que Helvécio Ratton tão bem defende em 'Pequenas Histórias'", explica o crítico.

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