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28/07/2008 - 12h44

Custo da assinatura torna telefone fixo um artigo de luxo; ouça Maria Inês Dolci

da Folha Online

A privatização das teles, que completa dez anos nesta terça-feira (29), evitou que o Brasil ficasse na "rabeira" das telecomunicações pela incapacidade do Estado investir o necessário para atender a demanda dos consumidores. Hoje, o custo elevado da assinatura básica torna o telefone fixo um artigo de luxo e empurra os mais pobres para o telefone celular pré-pago, cujas tarifas são até 100% mais caras do que o pós-pago.

As informações são de Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste, colunista da Folha e responsável por um blog da Folha Online. Ouça outros podcasts com a participação da advogada.

Maria Inês Dolci

Segundo a colunista, por ocasião do aniversário, certamente reportagens e comentários devem mencionar a espantosa propagação do uso de telefones celulares, o acesso à internet e os números expressivos dos usuários de telefonia fixa.

"Os mais pobres, aqueles que fazem parte dos discursos de todos os candidatos ao Legislativo e ao Executivo, continuam em segundo plano, pois os serviços públicos, como os orelhões, não se disseminam na velocidade adequada", declara a coordenadora.

Dolci diz que a Anatel, agência que deveria regular as telecomunicações, dobra sua espinha às operadoras em detrimento dos usuários. "O pior de tudo, porém, é a 'mão pesada' do governo praticamente impondo a fusão da Brasil Telecom com a Oi. Um despropósito colossal para um governo que se diz do trabalhador", afirma a advogada.

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