Musharraf sai, mas instabilidade fica; ouça ex-correspondente
da Folha Online
A queda do presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, era esperada desde que seu partido foi derrotado nas eleições parlamentares no início deste ano. O fato de o ditador renunciar antes de sofrer um certo processo de impeachment talvez garanta um pouco menos de turbulência em um país islâmico equipado com a bomba atômica.
As informações são de Igor Gielow, secretário de Redação da Sucursal de Brasília da Folha. Ouça outros podcasts com a participação do jornalista.
"O que não quer dizer muito, já que há tantos problemas para resolver que a tradicional convulsão política paquistanesa deverá continuar", afirma o jornalista.
De acordo com Gielow, agora é o momento do principal patrocinador de Musharraf, os EUA, tomarem uma decisão sobre qual tipo de política irão aplicar ao país.
Segundo o jornalista, além da bomba atômica, que por ora está segura e sob o controle dos militares, o Paquistão é um celeiro de radicais fundamentalistas que não vem sendo reprimido pelo atual governo.
"Só que como haverá mudança de comando em Washington no ano que vem, teremos alguns meses de perigoso vácuo nesse relacionamento. O risco de instabilidade é maior do que nunca", declara Gielow.
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