Visita de Kirchner ao Brasil ajuda a relançar seu governo; ouça correspondente
da Folha Online
Nesta segunda-feira, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Cristina Kirchner (Argentina) confirmaram o início do comércio em moeda local entre os dois países. A operação deve começar de forma experimental, a partir de 6 outubro, e vai possibilitar que exportadores brasileiros e argentinos comercializem seus produtos não só em dólar, mas em pesos e em reais.
Adriana Küchler, correspondente da Folha na Argentina e responsável pelo blog Tangos e Tragédias da Folha Online. Ela diz que o sistema deve reduzir custos de operações principalmente para pequenas e médias empresas.
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"Segundo jornais argentinos, a medida não provoca nenhuma mudança radical na relação dos dois países, já que vai beneficiar poucas empresas. As grandes companhias preferem usar o dólar", declara.
A jornalista avalia que esta foi a única medida realmente palpável e com data marcada que resultou do encontro bilateral que Lula e Kirchner pretendem realizar a cada semestre.
"Entre os projetos que foram discutidos entre os dois presidentes, ainda estão a construção da hidrelétrica de Garabi, a compra de aviões da Embraer pela Aerolíneas Argentinas, a fabricação de partes de aviões da Embraer, na Argentina, a compra de barcos argentinos pela Petrobras, além da discussão de um padrão comum para a TV digital nos dois países", afirma a correspondente.
De acordo com Küchler, Lula ainda defendeu que a Argentina participe da construção da infra-estrutura necessária para a exploração do petróleo da camada pré-sal.
"Apesar de não trazer muitos resultados concretos, a primeira visita de Cristina Kirchner como presidente ao Brasil é importante, porque ajuda a mandatária relançar seu governo, depois de uma crise de quatro meses com o setor agropecuário e de uma significativa queda em sua popularidade", explica a jornalista.
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