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19/09/2008 - 09h05

Refilmagem de "Violência Gratuita" é idêntica ao original; ouça Sérgio Rizzo

da Folha Online

Estréia hoje no cinema "Violência Gratuita", o filme foi escrito e dirigido pelo austríaco Michael Haneke. O longa é uma refilmagem da própria obra do cineasta, criada em 1997.

Sérgio Rizzo, crítico da Folha, diz que um dos casos mais conhecidos de refilmagens é o do diretor Alfred Hitchcock, que fez duas versões de "O Homem que Sabia Demais" --uma em 1934 e outra em 1956. Ouça outros podcasts com a participação do crítico.

Sérgio Rizzo

"Violência Gratuita" retrata a história de uma família de classe média que, em férias numa casa de campo, se torna refém de dois jovens que promovem uma série de perversões.

O longa original foi produzido na Áustria e rodado na Europa, diz Rizzo. Já a versão recente é uma co-produção entre EUA, França, Inglaterra, Áustria, Alemanha e Itália.

"Os filmes são rigorosamente idênticos, ou seja, o cuidado de repetir todos os enquadramentos do primeiro filme foi tomado por Michael Haneke", afirma o crítico.

Segundo Rizzo, a produção de 11 anos atrás possuía um elenco de atores austríacos e alemães. Nessa refilmagem, falada em inglês e rodada nos EUA, há nomes conhecidos como Naomi Watts, Tim Roth, Michael Pitt e Brady Corbet.

"Fica a pergunta: por que Michael Hanecke quis optar por esse tipo de procedimento? Ele não viu motivos para acrescentar nada à obra original? Se não viu motivos, por que fez a refilmagem? A refilmagem se justifica porque ela é ambientada num outro país e, agora, ela talvez queira dizer outras coisas? As especulações ficam todas por conta do espectador", conclui o crítico.

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