Podcast
25/09/2008 - 10h09

"A voz transmite a alma de quem fala"; ouça José Paulo de Andrade

da Folha Online

Em 25 de setembro, é comemorado o Dia do Rádio no Brasil. Assim como na ocasião da inauguração da TV no Brasil, em 1950, muitos questionam se o rádio pode acabar devido ao surgimento de novas mídias na internet.

José Paulo de Andrade, 66, apresentador e comentarista da rádio Bandeirantes (AM, 840 kHz; FM, 90,9 MHz), diz categoricamente que não. Segundo ele, a internet alavanca a audiência do rádio, que é "o mais descomplicado dos meios de comunicação".

José Paulo de Andrade

"O rádio transmite a voz, e a voz transmite a alma de quem fala. O rádio é o mais sincero meio de comunicação, aquele que o ouvinte se identifica por uma voz", afirma o apresentador.

O jornalista e radialista, que trabalha na emissora desde 1º de fevereiro de 1963, diz que há 35 anos se dedica ao programa "O Pulo do Gato", recordista de permanência no ar no rádio brasileiro. Andrade declara que sua paixão pelo radialismo começou na infância.

"Eu tinha oito anos de idade e comecei a acompanhar as transmissões esportivas na época de Aurélio Campos, na rádio Tupi, e de Geraldo José de Almeida, na rádio Record. Um pouco mais tarde, as transmissões de Pedro Luiz, um grande narrador esportivo, na rádio Bandeirantes", comenta.

O âncora fala que quando era adolescente, dizia que iria jogar futebol na esquina de casa e pegava um ônibus até a rua Sebastião Pereira, no bairro de Santa Cecília, zona central de São Paulo. No local, José Paulo de Andrade acompanhava os programas de auditório da Rádio Nacional, que o deixavam deslumbrado.

"O rádio é um instrumento fácil de comunicação, em que a gente precisa usar muitas palavras para falar o que uma imagem de televisão fala em poucos segundos", explica o apresentador.

Neste podcast, José Paulo de Andrade também conta como surgiu a sua primeira oportunidade no rádio.

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