Podcast
02/10/2008 - 17h45

Chá de saquinho não valoriza o sabor da erva; ouça

da Folha Online

O chá de saquinho normalmente não valoriza o sabor da erva, esse é o motivo pelo qual muita gente diz que não gosta de tomá-lo. Para quem não se importa em preparar a bebida em casa, vale a pena fazer a infusão na água quente e dispensar os produtos industrializados. O processo faz com que a seiva se desprenda e deixe o chá com um sabor agradável.

Quem ensina é Jorge Sabongi, proprietário da Khan el Khalili, uma casa de chá temática com 15 ambientes, alguns deles com tendas árabes e espaço para fumar narguilé. O local também promove apresentações de música e serve vinhos e destilados. Ouça outros podcasts do Guia da Folha Online.

Jorge Sabongi

No cardápio, estão inclusos chás nacionais e importados, oferecidos em sistema de rodízio. O mais pedido é o karkadêh egípcio, preparado à base de flor seca de hibiscos. "É o chá que todo mundo toma em qualquer lugar do Cairo ou nas cidades próximas que você vai visitar", diz Sabongi.

Segundo ele, os chás de jasmim, alfazema e pêssego também são bem solicitados, principalmente gelados. Há ainda os chamados de "sultanas". Eles são preparados à base de mate, mas levam em sua essência açaí, abacaxi, maçã verde, maracujá e pêssego em calda.

São aproximadamente 25 sabores preparados por uma cozinheira especialista, explica o proprietário da casa. De acordo com ele, mesmo com a variedade, a bebida não é associada a efeitos terapêuticos.

"Os chás trazem em si uma certa propriedade. Todos eles têm algum tipo de atrativo em termo de saúde, mas não quer dizer que são especificamente medicinais", declara.

"Khan el Khalili"
Quando: Ter. a qui.. das 14h às 24 h; sex. e sáb., das 14h às 2h.
Onde: r. Dr. José de Queirós Aranha, 320 - Vila Mariana, região sul, São Paulo, tel.: 0/xx/11 5575-6647
Quanto: R$ 10 (Vallet)

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