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08/10/2008 - 14h28

Argentina vai criar comitê para acompanhar crise mundial; ouça

da Folha Online

A presidente argentina, Cristina Kirchner, insistiu nas últimas semanas que a crise financeira mundial não vai atingir o país. Ela afirmou que a economia da Argentina está sólida e segura e até deu conselhos para que os Estados Unidos resolvam os seus problemas. "Mas, os sinais do governo, mostram outra coisa."

As informações são de Adriana Küchler, correspondente da Folha na Argentina e responsável pelo blog Tangos e Tragédias da Folha Online. Ouça outros podcasts com a participação da jornalista.

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Adriana Küchler

Segundo Küchler, a Argentina estréia nesta semana um comitê de crise formado pelos responsáveis por organismos como Ministério de Economia, Banco Central e a Secretaria de Finanças. "O objetivo desse grupo é acompanhar com detalhes a crise mundial e os efeitos que ela pode ter por aqui."

Uma das maneiras como a economia argentina pode ser afetada mais diretamente pela crise é com a queda do preço internacional das commodities, principalmente a soja, afirma a jornalista. Ela explica que a queda no preço desse grão representa uma menor arrecadação e também um menor superávit do governo argentino, que tem nos impostos sobre a exportação de grãos umas das suas principais fontes de renda.

"Para resolver esse problema, o governo argentino estaria estudando um pacote de medidas para conter os gastos, aumentar o caixa e assim tentar garantir um futuro mais tranqüilo. Entre as medidas estariam a redução de subsídios e o aumento de tarifas públicas", diz a correspondente.

A jornalista relata que os empresários argentinos estão muito preocupados. Eles pediram uma reunião de emergência com o governo para discutir medidas para enfrentar a crise e não perder a competitividade, principalmente em relação ao Brasil. "É que a desvalorização do real pode facilitar uma maior entrada de produtos brasileiros no país. Há também uma preocupação regional em relação à crise."

Na segunda-feira, Cristina Kirchner discutiu o tema com a presidente do Chile, Michelle Bachelet. Segundo Bachelet, a Unasul (União de Nações Sul-Americanas) deve criar mecanismos de resposta a crises como essa, conclui a correspondente.

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Comentários dos leitores
Cassio Tavares (552) 10/11/2009 10h25
Cassio Tavares (552) 10/11/2009 10h25
Isidório Silva, o governo não pode dar aumento em dólares. Nós aposentados recebemos em reais e esse governo, embora com pequenos aumentos reais acima da inflação, tem dado esses aumentos.
Muito pior foi o governo do Sr. Fernando Henrique que, além de não dar nenhum aumento ainda disse assim : ESSES APOSENTADOS SÃO TODOS UNS VAGABUNDOS. Pelo visto o senhor não sabia dessa frase do Sr. Fernando Henrique em Paris. Mas porque em Paris ? Porque talvez ele pensou que por estar longe do Brasil ninguém nem perceberia o que estava dizendo. Acontece que alguns repórteres estavam por ali e ouviram o que ele disse e publicaram em toda a imprensa brasileira. Espero ter esclarecido a dúvida do Sr. Isidório.
sem opinião
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isidorio silva (129) 09/11/2009 21h04
isidorio silva (129) 09/11/2009 21h04
SE o Pres. LULA TÁ com tanto dinheiro sobrando,(pra fazer reserva de caixa) , porque ele não aprova a recuperação dos salários dos velhinhos aposentados.Que tão aí sofrendo as perdas nos ultimos anos. 6 opiniões
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isidorio silva (129) 09/11/2009 21h01
isidorio silva (129) 09/11/2009 21h01
Não gosto de fazer critícas aos comentários de quem tem a coragem de dar a cara a bater neste espaço,mas gostaria de responder ao depoimento do colega internáuta ,que citou que nós devemos comparar o Governador José SERRA ,que fugiu do Brasil num porta mala e a nossa Ministra que participou de assaltos, sequestros e outras coisas e depois foi torturada nos porões do DOI-CODI .Pelas palavras dele ,até parece que ele tá defendendo ela agora,mas na época da sua prisão ele deveria ser ,um dos que a torturaram. 1 opinião
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