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14/10/2008 - 12h49

Brasil vai se recuperar rapidamente dos efeitos da crise; ouça Alberto Pfeifer

VANESSA TEODORO
da Folha Online

Nesta segunda-feira, a Bolsa paulista teve um dia histórico, fechando em alta de 14,66%. A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) mantém o ritmo de recuperação nesta terça-feira, mas de forma mais moderada, a reboque do otimismo dos investidores com os "pacotes" de resgate financeiro dos governos europeus e americano.

Alberto Pfeifer, diretor-executivo do Ceal (Conselho Empresarial da América Latina), diz que devido à crise econômica, será necessário conviver com a instabilidade nos mercados financeiros até que se encontre níveis de equilíbrio nos preços afetados, o que pode levar aproximadamente dois anos. A situação, porém, propicia que novas empresas ou países que ainda não são centrais, fora do eixo EUA-Europa-Ásia, conquistem maiores espaços na economia global.

Alberto Pfeifer

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"Creio que a China tenha condições de sair bem dessa crise. Ela pode fazer valer as suas reservas pra estabelecer uma posição mais forte no mundo", explica.

De acordo com Pfeifer, o sistema bancário brasileiro continua com "alguma vitalidade". Para ele, o Brasil tem uma economia sofisticada, que vai sentir o impacto da crise, mas terá condições de se recuperar rapidamente.

"Temos um mercado doméstico em crescimento, em estabilização, demograficamente falando. Portanto, as condições para o Brasil não são ruins. Não posso dizer que são boas, porque as perspectivas eram melhores há poucas semanas, mas não são catastróficas como algumas pessoas têm ditado", avalia.

O setor real das economias permanecerá funcionando, ajustando suas expectativas às novas relações dos preços. "Os consumidores continuarão consumindo e os produtores continuarão produzindo. Eu não vejo o caminho de uma depressão global persistida, uma grande crise perene de capitalismo", afirma.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Eduardo Giorgini (442) 04/12/2009 11h31
Concordo!
Os especialistas se baseam em economias de primeiro mundo, onde as pessoas são mais "mimadas" e dependentes das parafernálias de consumo ficando mais vulneráveis à crises.
Nós, brasileiros, estamos acostumados com a crise. Temos uma cultura de recessão ao longo de nossa história, ou seja, não sofremos muito com eventuais problemas economicos.
Para viver no Brasil, tem que ser forte e lutador
[]s
Eduardo.
sem opinião
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celso assis (77) 03/12/2009 10h03
celso assis (77) 03/12/2009 10h03
Falando ironicamente :
Estou indignado com este Sr Krugman, premio Nobel de Economia, com o que ele falou sobre o Brasil. Ele positivamente não sabe nada, e deveria fazer estágio com:
- certos comentaristas de tele jornais que foram outrora famosos, e boa parte de midia - influenciadores que foram influenciados por algum fator motivacional,
- nossos banqueiros e empresários em que só os otários acreditam,
- pessao ligado a Bovespa, Creci, Secovi que só falam o que lhes interessam.
Afinal de contas Sr. Krugman, nós temos a Copa de 2014, e Olimpiadas de 16, tb com apagões energéticos, aéreos, transito caótico, saneamento básico ruim, dengue, meningite, politicos, etc
Olha tb temos o pré-sal, que produzirá no final da década que ainda vais iniciar-se, o óleo mais "salgado" do mundo. Para extrai-lo vão ser necessário muitos dolares por barril, muitas vezes mais que nos outros Paises. Lógico que qto mais se gasta, menso se ganha.
Bem feito sr. Krugman, o Jornal da Band, e o Nacional boicotaram vc, e nada noticiaram sobre seus palpites furados.
E VIVA NÓIS
19 opiniões
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Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
Olmir Antonio de Oliveira (75) 03/12/2009 09h47
A repeito da recuperação de mercados..... A dizer da econômia brasileira, no termo equilibrio, travessia, em termos econômicos um bom comparativo, uma ponte, com bons fundamentos (extrutura), tensionada, fortemente exigida, mas com capacidade para resistir, suportar "o uso" e "abusos". Com isto certamente possibilita um avanço significativo em termos econômicos, em ganhos em diversos niveis, um crecimento, uma melhoria de padrão geral, a formação de um novo conceito de solidez, de desenvolvimento como um todo. Imperativo o controle de gastos "em época eleitoral", os famosos desperdicios, as demagogias, erros, politicagem,propaganda enganosa. época que se faz nescessário ampliação de critérios, e cobranças com os gastos, em obras sem útilidade efetiva, e ou duradoura. Do história inicio de ano, época de férias.....atividades reduzidas, coisas se bem pensadas e organizadas podem dar bons resultados aos trabalhadores, empresas, consumidor, já no trimestre seguinte, cautela, controles, agilidade operacional, e de sistemas produtivos, ...... 2 opiniões
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