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10/10/2008 - 12h02

Governo brasileiro reconhece que crise é grave; ouça economista

da Folha Online

A crise econômica mundial já preocupa o governo brasileiro. Com a alta do dólar, que obteve forte valorização nos últimos dias, e por conta das recentes quedas generalizadas das Bolsas na Europa, Estados Unidos e da própria Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), as ações de importantes empresas brasileiras sofreram perdas significativas.

A análise é de Alexandre Espírito Santo, professor e diretor do curso de relações internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) no Rio de Janeiro e economista da Way Investimentos.

Alexandre Espírito Santo

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Para o economista, a crise financeira que o mundo enfrenta atualmente é diferente das anteriores, pois tem origem nas economias de países centrais.

Segundo ele, o fenômeno contaminou todos os demais países, inclusive os emergentes. "Parece-me que o governo brasileiro agora está muito mais atento e reconhece que a crise é de extrema gravidade, por isso tomou medidas importantes", afirma o economista.

Ele ressalta que o Banco Central está operando de maneira mais forte e intensa, vendendo dólares e equilibrando o mercado de câmbio à vista, o que fez a cotação da moeda norte-americana recuar.

De acordo com o economista, a Bovespa tenta se recuperar, pois algumas empresas importantes do país estão com preços "convidativos". Para ele, ainda é cedo afirmar que a crise esteja perto de chegar ao fim. "Ninguém sabe ao certo o tamanho e intensidade da crise. Cada dia aparece um novo banco com problemas", afirma o professor.

O economista recomenda que as pessoas tenham cuidado com seus investimentos. A orientação é poupar e adiar projetos mais importantes. "Quem já investe na Bolsa não deve sair agora, para não sofrer mais prejuízos neste momento inoportuno. E quem está fora não deve entrar, porque ainda haverá muita volatilidade", orienta.

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